Amados filhos e filhas, estamos celebrando a memória do martírio de São João Batista. Hoje contemplamos o extremo do anúncio de Jesus Cristo. Se concretiza em João Batista aquilo que Jeremias profetizou: ele foi perseguido, mas não foi vencido. João Batista, em seu papel de precursor, o último dos profetas do Antigo Testamento, denunciava o mal e convidava a conversão. Herodes Antipas até gostava de ouvi-lo, mas Herodíades sabia que por conta da palavra de João, Herodes poderia abandoná-lo, pois eles estavam em uma união ilegítima. Porém, no martírio do precursor do Messias não houve uma vitória de Herodes Antipas, mas, a sua condenação. Antipas, era filho do Herodes pai, aquele que reinava em Israel no tempo do nascimento de Jesus. Ao condenar João Batista a morte por um motivo passional, entregando-se totalmente aos prazeres de Salomé, ao poder, Herodes Antipas se condena a, depois, ser o condenador do próprio Salvador. Assim, Cristo e seu precursor tiveram seu sangue derramado nas mãos de Antipas. Ele próprio condenou João, e não poupou Jesus, não o libertou, mas o enviou de volta para Pilatos. Celebrando o martírio de João Batista, celebramos justamente que aquele que havia exultado no ventre de Santa Isabel ao sentir a presença do Salvador, agora derrama seu sangue antes do Cristo. Isto é, aquele que preparou os caminhos do Cristo neste mundo, une-se a Paixão de Cristo pelo martírio, e agora vai ser o precursor também na mansão dos mortos. Aquele que anunciou a Palavra de Deus até o extremo de dar a sua vida por dizer a verdade, interceda também por nós para que assumamos o compromisso de evangelização até o derramamento de nosso sangue se for necessário. Assim seja! Amém.
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