Caríssimo Dom Agnelo,
o que dizer do senhor?
O senhor sempre foi o grande corretor, aquele que nos corrige no erro.
O senhor sempre foi o grande amigo, que todos nós podemos contar nos momentos de fragilidade.
O senhor é parte da história de nossa Igreja e será sempre parte da história de cada um de nós.
Todos nós no começo podemos até ter pensado que o senhor é um chato, na verdade até eu pensei isso, mas com o tempo fomos, cada um de nós, lhe conhecendo melhor, e lhe amando mais.
O senhor é para nós um grande exemplo, sempre esteve ao lado dos pontifices, mesmo que os piores, os apoiando, e mandando o povo o ajudar. Exceto uns, que creio que mereciam sua oposição.
O senhor, Dom Agnelo, virará história, no futuro provavelmente será contado aos jovens sua história, como hoje nós contamos de tantos outros.
Dom Agnelo, o homem da tradição, aquele que fez o clero celebrar a forma extraórdinária, ao menos nos tempos atuais.
Não tenho mais palavras para descrever-te no geral, não é que essas me faltam, é que são muitas que posso utilizar, e ainda quero lhe dizer de forma pessoal:
Quando fui eleito bispo, fui bispo auxiliar da Arquidiocese Extraterritorial de São João Maria Vianney, eu, que nunca fui tradicional, e na época era da Renovação Caristimática Católica, fui colocado como o temido Dom Agnelo Rossi. Ali começavam as correções, os puxões de orelha, os ''Credo Daniel''.
O tempo passou, fomos novamente nos distanciando, unidos pela unidade do colégio apostólico apenas, foste então tu que virou meu confessor, e depois viraste Pio V, foste o grande papa, e me escolheste para ser seu camerlengo. Nossa amizade ali começou a crescer, a ponto que, de forma silenciosa, me preparaste para o Pontificado de João Paulo IV, o qual vivi, contigo a meu lado, mesmo nos erros, sempre me corrigindo e me ajudando a decidir o melhor.
E passou o tempo, outro pontificado, e neste não lhe escutei como deveria.
Mas sempre fostes um amigo, sempre esteve ao meu lado, e já te disse que nossa amizade não acabará aqui, que eu irei lhe visitar e que o senhor ao menos uma vez por mes vai me visitar quando eu for pároco. Obrigado pela ajuda na vocação, obrigado por tudo, o senhor é realmente muito especial.
Será estranho a partir de amanhã, entrar no habbo e não ir mais te procurar, como eu sempre fiz, para ir lhe encher o saco, pois sei que agora não o acharei mais online.
E não tenho outro tom para desperdir-me ti querido amigo, és um grande homem, serás um grande sacerdote, se for na realidade o que foste aqui o teu rabanho terá um grande pastor. Uma boa sorte. Encerro com uma frase que eu guardarei eternamente, que uma vez me disseste, e eu hoje te digo, para que se lembre sempre, nos momentos de dificuldade que a vida trouxer e nos momentos de alegria: Negue a ti mesmo.
E como eu sempre digo ao enviar alguém pra algo:
Seja feliz!
D. Daniel Paulo Card. Stramantino
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
Discurso na Missa Pro Ecclesia
Santo Padre,
Hoje a Igreja de nosso Senhor que está no habbo se alegra e rejubila na alegria de ter um pastor.
É bonito este costume de que, o recém-eleito papa, reze com os cardeais uma Eucaristia pedindo
por toda a Igreja. É o pastor que reza por suas ovelhas. Ou mais: O pai que reza por seus filhos.
Nós nos alegramos por fazermos parte deste momento singular na nossa Igreja. Na noite de ontem,
santidade, o senhor foi eleito ainda na primeira votação. É a voz de Deus que falou através dos cardeais,
que o elegeram pastor desta porção do povo de Deus. Hoje, nos reunimos nesta mesma capela
onde o senhor deu o seu "sim" ao bispado de Roma, para louvar a Deus. Louvar por nos ter dado
um pastor. Louvar por ter, mais uma vez, realizado a sua obra no meio de nós. E, também, queremos
pedir a Deus, nesta missa pela Igreja. Pedir a Deus que ele congregue numa só Igreja todos os seus
filhos e filhas, não apenas os presentes neste hotel, mas o que no erro, na ambição, migraram
para outros lugares, em busca de riqueza e poder. E queremos também pedir que Ele se digne
a acompanhar-nos. Acompanhar-nos pois o trabalho não é fácil, e sem Ele sucumbiremos.
Acompanhar-nos pois a messe é grande e os operários são poucos. Por sua vez, nós, membros
do único sacerdócio batismal de Cristo Jesus, nos propomos, com o vosso auxílio, beatíssimo Pai,
a ir em busca de realizar a lei suprema da Igreja: A salvação das almas. E buscaremos isso sob
vossa guia e sob o exemplo que o senhor se propõe a nos trazer - São Paulo, apóstolo. Ele anunciou
fielmente a vontade do Cristo de espalhar o Evangelho. Hoje, santidade, se inicia um caminho bonito
de pastor com o seu povo que caminha lado a lado. Hoje, santidade, se ouve a voz de Cristo que repete:
"Ide, pois, fazei discípulos meus todas as nações!"
Hoje a Igreja de nosso Senhor que está no habbo se alegra e rejubila na alegria de ter um pastor.
É bonito este costume de que, o recém-eleito papa, reze com os cardeais uma Eucaristia pedindo
por toda a Igreja. É o pastor que reza por suas ovelhas. Ou mais: O pai que reza por seus filhos.
Nós nos alegramos por fazermos parte deste momento singular na nossa Igreja. Na noite de ontem,
santidade, o senhor foi eleito ainda na primeira votação. É a voz de Deus que falou através dos cardeais,
que o elegeram pastor desta porção do povo de Deus. Hoje, nos reunimos nesta mesma capela
onde o senhor deu o seu "sim" ao bispado de Roma, para louvar a Deus. Louvar por nos ter dado
um pastor. Louvar por ter, mais uma vez, realizado a sua obra no meio de nós. E, também, queremos
pedir a Deus, nesta missa pela Igreja. Pedir a Deus que ele congregue numa só Igreja todos os seus
filhos e filhas, não apenas os presentes neste hotel, mas o que no erro, na ambição, migraram
para outros lugares, em busca de riqueza e poder. E queremos também pedir que Ele se digne
a acompanhar-nos. Acompanhar-nos pois o trabalho não é fácil, e sem Ele sucumbiremos.
Acompanhar-nos pois a messe é grande e os operários são poucos. Por sua vez, nós, membros
do único sacerdócio batismal de Cristo Jesus, nos propomos, com o vosso auxílio, beatíssimo Pai,
a ir em busca de realizar a lei suprema da Igreja: A salvação das almas. E buscaremos isso sob
vossa guia e sob o exemplo que o senhor se propõe a nos trazer - São Paulo, apóstolo. Ele anunciou
fielmente a vontade do Cristo de espalhar o Evangelho. Hoje, santidade, se inicia um caminho bonito
de pastor com o seu povo que caminha lado a lado. Hoje, santidade, se ouve a voz de Cristo que repete:
"Ide, pois, fazei discípulos meus todas as nações!"
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