Amados irmãos, convoquei-os esta noite para celebrarmos juntos os dezoito anos da instalação da cátedra pontifícia em nosso hotel. De fato, em minha homilia penso já ter dito o suficiente sobre a importância e o sentido desta celebração para nós. Mas, convoquei-os também para declarar que, plenamente livre em meus atos, renuncio ao ministério de Bispo de Roma, a Sé de São Pedro, ao encargo de sucessor de Gregório XVII, que me foi confiado pelos cardeais no dia dezesseis de março do corrente ano de dois mil e vinte e quatro. Tenho plena consciência da gravidade de meu ato, mas creio que para governar a Igreja, principalmente nestes tempos tão diferentes daqueles passados, a Igreja precisa de uma mente jovem, de um pastor cheio de ideais, que tenha tempo, disposição e forças para o leme da barca petrina, tais características que nos últimos dias venho percebido diminuir em mim de tal modo que já não posso mais bem exercer este ministério. Deste modo, a cátedra do Bispo de Roma ficará vacante na próxima segunda-feira, quinto dia de agosto, às vinte e duas horas e trinta minutos, e um conclave deverá ser convocado pelas autoridades competentes. Quanto a mim, retornarei ao colégio cardinalício, e desde já me ponho a disposição de meu sucessor. Dentre as reformas que pudemos iniciar, concluímos grande parte delas. Desejo desde já, porém, pedir que meu sucessor se empenhe em trabalhar pela conclusão do Código de Direito Canônico, há tanto desejado pela nossa Igreja, para o qual estabeleci diretrizes que podem muito colaborar com nossa missão, e do catecismo para os leigos. Amados irmãos, além disso só tenho a agradecê-los por carregarem comigo o peso deste ministério. O que foi possível fazer, foi graças aos senhores. O que não foi possível fazer, também foi por causa dos senhores. Peço perdão pelos meus defeitos, minhas falhas e misérias. Amados irmãos, Paulo plantou, Apolo regou, mas é Deus quem faz crescer. Podemos fazer muito ou pouco. Mas, tudo só acontece, pela graça de Deus. A Ele, Supremo Pastor da Igreja, Senhor do tempo e da história, a quem pertence o Reino, a glória e a majestade, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Assim seja! Amém.
terça-feira, 30 de julho de 2024
segunda-feira, 29 de julho de 2024
30.07.2024 | Comemoração da Instalação da Cátedra no Habbo Hotel
Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando os dezoito anos da instalação da cátedra pontifícia no Habbo Hotel, isto é, o início do pontificado de Gregório XVII. Esta comemoração marca para nós o início de nossa Igreja como tal. Por isso, relembramos aquilo que declarou o Concílio de Jerusalém: a organização eclesial da Santa Igreja presente no Habbo demonstra sua principal missão: levar à glória da Igreja aos que se encontram neste parâmetro virtual, para que se sintam chamados, de fato, a cerne d'Ela, e, deste modo, possam encontrar-se com suas vocações – de modo especial os chamados ao presbiterado - e ter seu encontro com Deus, que usa-nos de diversas maneiras para conseguir almas para Ele. Celebrarmos a instalação desta cátedra, é celebrarmos a nossa própria Igreja como tal. Igreja que é lugar de encontro com Deus e encontro com os irmãos. Às vezes, podemos até nos sentir desmotivados. Olhamos para a nossa Igreja e pensamos onde está o seu futuro. Não temos ânimo para a missão, os irmãos tornam-se fardos para nós, a própria Igreja torna-se enfadonha. Como é triste quando vem alguns nos dizer que a Igreja está morta. A vontade é responder: sim, seu velho inútil, e o senhor a matou. Podemos contribuir pouco com a Igreja, mas o que fazemos se não contribuímos em nada? O que mais falta em nossa Igreja é esse sentimento de pertença e de corresponsabilidade, de saber que a missão depende de cada um e de todos nós. Nos falta o sentimento de que somos Igreja. Se o Concílio de Jerusalém declarou a necessidade de ser Igreja, é preciso lembrarmo-nos do que é a Igreja. A Igreja é o povo de Deus, é o Corpo místico de Cristo, o rebanho do Senhor, a vinha do Senhor, o edifício de Deus, a Jerusalém Celeste, nossa mãe, a esposa do Senhor. A Igreja foi fundada, na realidade, por Jesus Cristo, sobre Pedro e sua confissão de fé, como ouvimos no Evangelho. E o Pastor Supremo da Igreja é o próprio Jesus Cristo, e quem diz isso é o próprio São Pedro na segunda leitura que ouvimos. Nós somos pastores em nome de Cristo. Nos falta este senso que é em nome de Cristo. Não fazemos pelo papa, não fazemos por algum cardeal ou bispo. Fazemos, ou deveríamos fazer, em nome de Cristo. Cristo deve ser o centro de nossa Igreja. E não a Igreja deve ser o centro. Cristo é o centro. E este centro que é Cristo é aquele que derrama sobre nós o seu Espírito para enviar-nos para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor, como diz o profeta Isaías na primeira leitura que ouvimos. A nossa missão é levar Jesus Cristo às pessoas e as pessoas a Jesus Cristo. Isto se faz, sim, levando-as à Igreja da realidade, por isso o Concílio Vaticano VII já declarava que a Igreja no Habbo é reflexo da Igreja da realidade. Mas, não conduziremos ninguém à Igreja da realidade se antes não as levarmos ao encontro com a pessoa de Jesus Cristo. E, se tantas vezes não levamos as pessoas a Cristo é porque nós próprios não nos encontramos com ele, porque nosso testemunho é falho. Devemos levar Jesus Cristo principalmente aos que estão com o coração quebrantado. E quantas vezes não é o nosso próprio coração, nosso como membros da Igreja, que é o coração quebrantado? Quantas vezes não somos nós os desanimados, os tristes, os desesperançados? O ano de 2025 será o jubileu da esperança. Devemos entrar já no espírito deste ano jubilar e encher os nossos corações de esperança. A esperança é uma característica tão própria do cristão. Porque nossa esperança, diferente da esperança dos outros, é já uma certeza. O nosso Deus é um Deus que na promessa já a cumpre. Confiamos no Senhor Ressuscitado, soberano sobre o pecado e a morte. Neste ano da oração, em preparação para o Jubileu, rezemos a Deus pedindo a graça da esperança. Esperança para nós como pessoas. Mas, também, esperança em nossa Igreja. Quantos de nós rezamos por este nosso apostolado? Rezemos, irmãos. Rezemos de coração. A história de nossa Igreja que começou há dezoito anos não acabou, não chegou ao final. Me lembro no Jubileu dos dez anos da Igreja, que nos perguntávamos se chegaríamos a quinze anos. Chegamos a quinze, e ainda nos perguntamos se chegaremos a vinte. Enquanto houver Habbo Hotel, existirá aqui uma Igreja. Há muito ainda a ser feito. Muitas pessoas as quais devemos chegar, levando Jesus Cristo. Muitos corações aos quais devemos levar a esperança. Muitas vocações a surgirem ou se fortalecerem aqui dentro. Há uma comunhão a ser reestabelecida. Há uma Igreja que será sempre reformada, sempre renovada, a medida que nós, seus membros, cheios de esperança, firmes na mesma profissão de fé de São Pedro, tivermos coragem para desempenhar cada qual a sua missão. Assim seja! Amém.
29.07.2024 | Missa Maronita
Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando os Santos Marta, Maria e Lázaro, amigos de Jesus, com esta liturgia em rito maronita, para a qual, toda segunda-feira, reza-se em memória dos Santos Anjos. Somos chamados a sermos amigos do Senhor. E, amigos do Senhor, são aqueles que o amam. Por isso, na leitura, São João em sua primeira carta é tão enfático sobre o amor. O Evangelista nos aponta que primeiro Deus nos amou, por isso devemos amar. Não amamos com palavras vazias, mas, com gestos concretos. Justamente porque, por primeiro, Deus nos amou concretamente, criando o mundo, firmando a aliança, enviando o seu Filho para que pela Paixão e Ressurreição nos desse a vida em plenitude. O Evangelho que ouvimos, nos fala da relação de amizade entre Marta, Maria, Lázaro e Jesus. Jesus soube que seu amigo, Lázaro, havia morrido e vai para consolar Marta e Maria, suas irmãs. Marta que vai ao encontro, professa sua fé no Senhor. Não pede a ressurreição de Lázaro, porque sabe que Lázaro ressuscitará na ressurreição do último dia, essa crença que surgiu entre os judeus no tempo dos Macabeus. E, pouco antes de sua morte e ressurreição, o próprio Jesus se revela para Marta como a Ressurreição e a vida. É, de fato, este o último dos sinais do Evangelho de São João. E Marta faz a profissão que só poderia vir daquela pessoa que está na intimidade com o Senhor: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. Só quem está na intimidade, no amor de Cristo, sabe quem ele é. Quem não está, pode ter Jesus como alguém a mais, um filósofo, um espírito elevado, o que for. Mas, nós o conhecemos, sabemos que ele é Deus. Podem escarnecer de Jesus, zombar dele, esquecê-lo. Mas, quem está na intimidade de seu amor sabe quem ele é, o professa, o segue. Que sua graça nos conduza, cada vez mais, a intimidade de seu amor, para que, sabendo quem é Jesus Cristo para nós, possamos ser seus amigos. Jesus chamou Lázaro do sepulcro à vida e quis hospedar-se na casa de Marta; que ele nos condeca que, o servindo fielmente em nossos irmãos, mereçamos com Maria ser nutridos pela meditação da Palavra. Assim seja! Amém.