Irmãos, estamos celebrando os 15 anos daquele dia em que os nossos fundadores decidiram conceder a nossa Igreja um pai e pastor. Nossos fundadores, inspirados por Cristo, sabiam que a Igreja precisava de alguém que fosse timoneiro dessa barca. Sabemos que o Sumo Pontífice em nossa Igreja não partilha da complexidade do ministério Petrino que ghozha o legítimo sucessor de Pedro. Ainda assim, termos um Bispo de Roma nos concede a firmeza de caminharmos rumo a uma direção na unidade. A função do Santo Padre em nossa Igreja sempre foi a de nos fortalecer no vínculo da unidade. Sobretudo nos momentos onde a unidade da Igreja foi rompida, vimos fortes pontífices que garantiram que o Corpo de Cristo permanecesse íntegro, apesar dos seus traidores. Nomes como o do Magno Pio V constam na nossa lista dos papas como verdadeiros homens que foram pedras, rochas firmes, que guiaram a nossa Igreja. Ao mesmo tempo, nomes como o Anti-papa Paulo IV nos mostram a frouxidão e a podridão dos que hipocritamente guiaram a nossa cátedra com uma visão política e humana, e não como agentes e construtores do Reino dos Céus. Com os bons e maus pontífices de nossa história, construímos a bonita Igreja que temos hoje. E precisamos trabalhar e construir o futuro de nossa Igreja. Hoje deveríamos estar formando os futuros sumos pontífices, futuros bispos e cardeais, a futura hierarquia de nossa Igreja. O futuro está em nossas mãos. Podemos estar formando bons ou maus pastores e corremos o risco de nem mesmo estarmos formando algo. Precisamos trabalhar na formação nossa e do futuro clero. Não podemos falar de novos cardeais e novos bispos enquanto não tivermos novos padres. O futuro da Igreja é este: formarmos os presbíteros, para escolhermos bispos dentre os nossos presbíteros e cardeais dentre os nossos bispos e no futuro um destes se assentará nesta cátedra. Se não formos nós a construirmos este futuro, permaneceremos estagnados. Esta cátedra é sinal da unidade e celebrarmos o estabelecimento dela por Gregório XVII é celebrarmos a nossa unidade e a construção da nossa Igreja. E Cristo irá coroar a nossa obra, pois a obra é Dele e nós somos seus trabalhadores, tendo o Sumo Pontífice como o mestre de obras. Construamos o Reino de Deus. Assim seja! Amém.
sexta-feira, 30 de julho de 2021
quinta-feira, 29 de julho de 2021
29.07.2021 - Abertura da Vigília de Oração pela Igreja
domingo, 25 de julho de 2021
25.07.2021 - XVII Domingo do Tempo Comum
quinta-feira, 22 de julho de 2021
22.07.2021 - Solenidade Jubilar
terça-feira, 20 de julho de 2021
21.07.2021 - Celebração Ecumênica
Irmãos, o Amor amou até o extremo. Quando pensei nesta celebração ecumênica, para nos unirmos celebrando os 15 anos da fundação da Igreja no Habbo Hotel, não tive outra intenção senão a de nos unirmos no amor. Sabemos que nesta gloriosa história da Igreja, desde aquele 22 de Julho de 2006 muita água passou por baixo dessa ponte que é a Igreja. Muitas brigas e muitas divisões ocorreram. Se hoje estamos separados, é porque essas divisões macularam a nossa história e as feridas permanecem até hoje. Infelizmente assistimos, muitas vezes, ataques de membros de um clero contra os de outro clero e só consigo me questionar porque permitimos que isso ocorra. Somos irmãos. Foi da fundação da Igreja por Gregório XVII neste hotel que brotaram, também, outras Igrejas em outros hotéis. Ora, não viemos, então, todos de um mesmo lugar? Ainda mais, não estamos todos reunidos num só Senhor? Penso que, a cada vez que celebramos a Eucaristia e dizemos que bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo, deveríamos nos lembrar que fazemos parte deste amor. Somos o povo que brotou do amor do Cristo Imolado, Crucificado, Morto e Ressuscitado, banhados com um só Batismo. Fomos, por Jesus, inseridos no grande mistério do amor. Quando Ele lava os pés dos discípulos, prefigura com eles o seu sacrifício redentor, que nos reuniu no amor. Por isso, o Senhor nos deu o mandamento do amor. Amar como Ele amou, é amar até o extremo. Jesus é Deus e Deus é amor. Amar como Ele amou é, para nós, paradigma da nossa santidade e da nossa Salvação. Jesus deu-nos, na Ceia, este mandamento novo que é estabelecido em seu Corpo e Sangue, que são nova e eterna aliança. A aliança nos refez como povo de Deus. Todos nós, independente da Igreja que fazemos parte, somos membros do único povo de Deus. Então, devemos viver nesse único amor e amarmo-nos uns aos outros. Não há outro meio de reconhecerem que somos seguidores de Jesus, se não nos amando. Bento, Paulo, e todos os membros das outras Igrejas, eu vos amo. Digo isso sem intenção de fazer um espetáculo, mas, com sinceridade de coração: vos amo. Precisamos, irmãos, como pede Papa Francisco, sermos construtores de pontes e não de muros. Eu tenho um sonho. Meu sonho é que nossas Igrejas superem todas as divisões e se unam completamente. Enquanto este sonho está distante, dadas as diversas circunstâncias que bem sabemos, não nos cabe fazer outra coisa se não nos amarmos uns aos outros. Na noite da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, o Senhor Jesus nos deu este mandamento de nos amarmos. Que nós, povo sacerdotal nos nossos hotéis, e aqui no Habbo reunido há 15 anos, possamos nos amar verdadeiramente. O amor mútuo nos une a Cristo e Cristo nos une como irmãos. Assim seja! Amém.
segunda-feira, 19 de julho de 2021
20.07.2021 - Dedicação de São Clemente Romano
domingo, 18 de julho de 2021
18/07/2021 - XVI Domingo do Tempo Comum
Irmãos, Jesus Cristo é o nosso supremo pastor. Ele nos fez um só rebanho sob seu pastoreio. Não nos fez com separações, embora nós nos separemos. Nós, homens e mulheres, construímos muro de divisão por raça, pela região de origem ou por orientação sexual, e, de modo especial, por religião. Fomos nós, homens e mulheres, que separamos a Igreja de Cristo, por exemplo. Não foi Deus quem fez a divisão e nem podemos culpar só o diabo. Quantos homens e mulheres foram verdadeiros diabos, divisores, e causaram divisões no Corpo de Cristo? O Senhor nos fez unidos e nos separamos, nos distanciamos da voz do Pastor para ouvir a nossa própria voz, a voz da divisão. Essa semana, por exemplo, o Motu Proprio que limita a celebração da Missa segundo os ritos anteriores a 1970, trouxe grande conturbação à Igreja. Houveram pessoas que foram contrárias a essa decisão e se rebelaram contra o Sumo Pontífice, e causaram novas divisões. Aliás, as divisões foi o que motivou a decisão do Motu Proprio. É o risco, sempre, de seguirmos a própria voz e vontade e não a do Bom Pastor, Jesus Cristo. Nossos tempos nos querem fazer um rebanho sem pastor, como era o rebanho dos tempos de Jesus. Era um rebanho cansado e exausto das leis e dos mestres das leis, dos fariseus que já não atingiam os corações. Nós, hoje, também nos cansamos das vozes do mundo, da mídia, do mercado e precisamos ouvir uma voz que deve falar ainda mais alto ao nosso coração, que é a voz do Cristo Senhor. Irmãos e irmãs, ouçamos a voz do Pastor. Não somos um rebanho sem pastor, temos um pastor e este é Jesus Cristo. Agora, porém, volto-me de modo especial aos diáconos, presbíteros, bispos e cardeais: ai de vós que deixam o rebanho se perder. Nós podemos até descansar, como Jesus chamou seus discípulos a descansarem. Mas, não podemos desistir. Descansar, sim, mas, desistir, não. Muitos clérigos, com a desculpa de descansarem, nestes tempos, estão desistindo. Procuram motivos para se desanimar, mas, não procuram motivos pra se animar. Mas, lembrem-se, que quando nosso Senhor atravessou o mar com os discípulos, eles estavam tão cansados, tão cansados, tão querendo desistir, que mal remavam e deixavam que só o vento levasse o barco. Enquanto isso, o povo corria ao encontro de Jesus. Mesmo querendo descansar, os discípulos descem do barco e Jesus começa a pregar. Cuidado, vós que sois pastores, não desanimeis, não descuideis do rebanho. Se não, vosso rebanho e ofício, como o Senhor já profetizara por Jeremias, o rebanho será tirado e será entregue a novos pastores. Vós, cardeais sereis exonerados. Vós bispos e presbíteros, demitidos. Vós sereis castigados e vossos lugares serão dados a novos pastores, que estão dispostos a cumprir a missão que vós, com preguiça e desanimo, que perdidos, não souberam cumprir.
sábado, 17 de julho de 2021
17.07.2021 - Missa no Santo Sepulcro
Irmãos, estamos celebrando a Santa Missa no local onde nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte para a vida. Aqui a vida foi vitoriosa para sempre num combate com a morte. A vida, tendo vencido uma vez, nunca mais perdeu. Cristo Jesus, tendo passado os dias de sua vida terrena, tendo se entregue à morte como malfeitor, apagou nossos pecados, pagando a nossa dívida com o Pai. Ressurgindo dos mortos, Ele nos deu a vida para sempre. Ainda hoje, tantas situações de morte são encontradas ao redor do mundo; nos que passam sede e fome, de justiça e de pão; nos que vivem marginalizados e esquecidos, em hospitais psiquiátricos, asilos, hospitais e presídios; naqueles que não tem mais esperança, devido as tantas crises que envolvem a nossa realidade e hoje já não encontram mais emprego, moradia ou dignidade; nos que vivem com depressão e nos dependentes químicos; em cada um que se esquece de Deus. Estas situações de morte que nos cercam, nos desesperam, são, também, esperança de ressurreição. Precisamos, irmãos e irmãs, levar à todos essa vida nova que brota do Cristo Ressuscitado. Devemos manifestar para todos que temos, em Cristo, uma vida nova e uma esperança nova. Deste lugar onde estamos, ressoa para todo o mundo este convite à vida. Essa vida precisa, porém, alcançar a todas as realidades. Isso se fará por meio da promoção da dignidade da vida humana em todos os seus aspectos, pelos que governam as nações. Mas, sobretudo, acontecerá com a nossa mudança pessoal de perspectiva, quando deixarmos de ser sinal de morte para os outros e nos tornarmos sinal de vida e vida eterna. Sejamos sinal de vida, pois, aqui, a vida foi vitoriosa e é vitoriosa para sempre.
sexta-feira, 16 de julho de 2021
16.07.2021 - Missa no Rito Ambrosiano
quarta-feira, 14 de julho de 2021
14.07.2021 - Audiência Geral (Tema: o Espírito Santo)
Irmãos, nós vimos anteriormente como Deus amou o mundo quando o criou. Ouvimos, também, como o pecado desumanizou o homem e Jesus Cristo veio para salvar o mundo do pecado. E, para que possamos dizer que Jesus Cristo é o Senhor, o Espírito Santo foi enviado aos nossos corações. O conhecimento da fé, para estar em contato com Jesus, precisamos estar repletos do Espírito Santo. É o Espírito o responsável por despertar a fé e a vida nova em nossos corações. E, podemos, então, nos perguntar: "Quem é o Espírito Santo?". As Escrituras foram inspiradas por Ele; Ele quem move a Tradição e assiste o Magistério da Igreja; é o Espírito que nos põe em comunhão com Cristo na Liturgia; Ele que intercede por nós na oração; Ele está presente nos carismas e ministérios, na vida apostólica e missionária, no testemunho dos santos e em todos os lugares onde ele manifesta a sua santidade e a continuação da obra da salvação. O Espírito Santo foi manifestado para nós pela ação de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ambos agiram constantemente unidos na obra redentora. Quando o Pai enviou o Cristo, o Espírito Santo foi enviado também. O Espírito Santo revela Cristo para nós. O termo "Espírito" vem do termo hebraico RuAh, que quer dizer sopro, vento e ar. Jesus Cristo, ao falar do Espírito, o compara com o Sopro de Deus. O Espírito é, também, o Paráclito, que quer dizer "aquele que é chamado para junto", e o Espírito da Verdade. Além disso, São Paulo refere-se a Ele como Espírito da promessa, Espírito da adoção, Espírito de Cristo, Espírito do Senhor, Espírito de Deus e São Pedro o chama de Espírito de glória. Seus sinais são: a água, a unção, o fogo, a nuvem, a luz, o selo, a mão, o dedo e a pomba. O Espírito Santo age na história desde o princípio e até a plenitude dos tempos de modo oculto e continua a agir depois. O Espírito preparou a vinda do Messias, pois, foi Ele que falou pelos profetas, conforme nos recorda a profissão de fé. Logo, o Espírito Santo inspirou a redação do Antigo e do novo Testamento. De fato, o Espírito Santo já estava presente na criação, pois é consubstancial ao Pai e ao Filho e na criação o Pai utilizou o verbo "façamos" para a criação do homem, revelando como obra trinitária. O próprio Gênesis nos revela que o Espírito Santo pairava sobre as águas, de igual modo como hoje ele paira sobre as águas batismais para o novo homem criado a imagem de Cristo ressurgir com o Senhor. A promessa feita por Deus a Abraão é realizada no Espírito Santo e a Lei dada a Moisés e ao povo de Deus serve como uma pedagogia que conduz ao Cristo e esta também é ação do Espírito Santo. O Espírito Santo é, também, o pai dos pobres. Quando o esquecimento da Lei a infidelidade do povo de Deus à Aliança o levaram ao exílio, que era a sombra da cruz no desígnio de Deus, e o povo sofreu, ao retornar, o povo era o resto dos pobres que regressaram do Exílio, sendo uma figura da Igreja. Ali, o Espírito estava presente com esses pobres. E estava, também ao lado de Jesus, quando Este assumiu a condição de servo e tomou sobre si a nossa morte para nos comunicar o Espírito da Vida. O povo dos pobres, humildes e mansos, o povo que esperou a justiça e se entregou aos desígnios de Deus são a grande obra da missão oculta do Espírito Santo. O Espírito Santo, com aqueles pobres, preparou um povo bem disposto para acolher o Messias. Foi o Espírito Santo que preparou Maria pela sua graça, para que Ela fosse a cheia de graça. Em Maria ele realizou o desígnio benevolente de Deus de conceder-nos o Salvador. Nela, Ele manifestou o Filho único de Deus e a fez cheia do Espírito Santo. Em Maria o Espírito Santo começou a por em comunhão com Cristo os homens e mulheres de boa vontade. Foi o Espírito Santo que trouxe Jesus ao materno ventre de Maria. De fato, o profeta Isaías fala que Jesus Cristo é aquele sobre o qual repousará o Espírito do Senhor, que é Espírito de sabedoria e entendimento, de conselho e fortaleza, de conhecimento e de temor do Senhor. De fato, em outra passagem Isaías prefigura a presença do Espírito Santo sobre Jesus, de tal modo que quando o Senhor estava na sinagoga e lê o livro do profeta Isaías ele diz: "O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu. Enviou-Me a anunciar a Boa-Nova aos que sofrem, para curar os desesperados, para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade aos prisioneiros, para proclamar o ano da graça do Senhor." (Lc 4, 18-19). E, quando chegou a Hora de Jesus, a hora de sua morte, Ele entregou seu Espírito nas mãos do Pai, no momento que pela morte vence a morte e Ressuscitando ele dá o Espírito Santo o soprando sobre os apóstolos. Assim, a partir desse momento, a missão de Cristo e do Espírito se tornou a missão de toda a Igreja, pois assim como o Pai enviou o Cristo, Ele também nos enviou. Depois de subir aos céus no Pentecostes, a Páscoa do Senhor foi concluída quando Ele enviou sobre nós plenamente o Espírito Santo, revelando inteiramente a Santíssima Trindade. O Espírito Santo fez vir ao mundo os últimos tempos, que é tempo da Igreja, o Reino de Deus que já herdamos, mas ainda não consumamos. Mas, para fazer parte desta Igreja, precisamos ter fé e nos converter, que é o tema da próxima audiência.
14.07.2021 - Missa segundo a tradição Anglicana
Irmãos, Deus quis se revelar aos pequeninos e não aos poderosos. Os sábios e entendidos fecham o seu coração e não permitam que Deus haja. O pequeno, por sua vez, reconhecendo-se pequeno, abre-se a grandeza de Deus. Assim se deu o encontro de Deus com Moisés. Moisés era o pequeno, o pecador. Ele reconhece-se como filho do povo hebreu, embora tenha sido criado no palácio do Faraó. O encontro de Moisés com Deus que se encontra na sarça ardente, demonstra o modo carinhoso que Deus utiliza-se com os pequeninos. Ele não aparece de um modo estrondoso, mas, na simplicidade do fogo que ardia a sarça, mas, que não a consumia. Ainda sim, Moisés teme estar na presença de Deus. Olhar para Deus poderia fazer com que ele morresse, então Moisés permanece de olhos fechados. E Deus anuncia que ele será seu instrumento para a salvação do povo de Israel. Moisés não entende, mas, Deus estará ao seu lado. Deus revela-se como Senhor que caminha com seu povo e sofre com seu povo. O povo estava sendo severamente oprimido, e Deus se coloca ao seu lado. Muitas vezes temos a mesma reação que teve Moisés e nos perguntamos: "Senhor, quem sou eu?". Ou: "Senhor, por que eu?". Só que não encontramos uma resposta para essa pergunta. E então, o que fazer? Ir; cumprir a vontade do Senhor mesmo sem entender e compreender que Ele nos chama porque quer e isto basta. Celebramos nesta noite este rito que celebram os ex-anglicanos que retornaram à Igreja Católica. É bonito o modo como Deus caminha com a Igreja e traz os que dela se separaram sem assustá-los, mas, de modo carinhoso. Do mesmo modo como Deus foi carinhoso ao manifestar-se pela sarça com Moisés, assim também é carinhoso ao permitir que os que vêm da Igreja Anglicana celebrem este rito dentro da Igreja de Cristo. Nós sabemos que a Igreja Anglicana, desde os seus primórdios, vem num processo de separação cada vez maior com as tradições da Santa Igreja. São Tomás Morus, que foi decapitado nos tempos da separação da Igreja da Inglaterra, ironicamente disse que "há duas coisas que fazem um inglês perder a cabeça: uma boa cerveja e a fé católica". Assim, irmãos, celebrando este rito nesta noite, lembremo-nos que Deus não nos abandona. O Senhor, com carinho, nos aproxima Dele e de sua Igreja, e faz o que for necessário para estarmos com Ele. Ele quer estar com cada um de nós e nos chama para sermos membros de seu Corpo, simplesmente porque Ele quer e para que possamos nos unir plenamente com Ele.
terça-feira, 13 de julho de 2021
13.07.2021 - Missa Tridentina
Irmãos, não nos basta viver clamando "Senhor, Senhor" para entrarmos no reino dos céus. A Salvação não vem apenas pela nossa fé e pela nossa oração, mas, também, pelas ações que realizarmos. Não podemos viver alheios a realidade na qual estamos inseridos e acharmos que seremos salvos. Na carta aos Romanos, São Paulo disse que devemos frutificar na santidade. Ora, quais são os frutos da santidade senão os frutos do amor? É esse amor que nos faz dar um prato de comida ao necessitado e ir ao encontro daqueles que estão desamparados e desesperados, mesmo que apenas com a nossa presença. Não podemos viver uma fé alheia aos sofrimentos dos outros. Não podemos viver uma fé que seja alienada. Não podemos ter uma fé que só olhe para cima e que, caminhando olhando para cima, tropeça e pisa nos que precisam de nós sem o mínimo peso na consciência. Mais do que aderirmos a Jesus Cristo, a salvação depende de vivermos conforme as obras de Jesus Cristo. Nossa entrada no Reino dos Céus dependerá de nossos frutos. Nessa noite, em especial, quero elevar a Deus uma prece por aqueles que tem como fruto a divisão da Igreja de Cristo por causa de ritos. Que o Senhor tenha piedade de todos aqueles que, na defesa deste rito que celebramos nessa noite, negam a ação do Espírito Santo na Igreja e desrespeitam os Santos Padres. Estamos, irmãos, celebrando um rito de missa que tem por volta de 600 anos. O Rito Romano, como promulgado após o Concílio de Trento por São Pio V para toda a Igreja, com exceção daquelas Igrejas que já tinham ritos próprios com mais de 200 anos de uso, era o missal da cúria Romana. Este rito foi evoluindo através dos séculos e mesmo depois da promulgação de Pio V foi editado muitas e muitas vezes, sendo alterado mesmo antes do Concílio Vaticano II. Assim, a missa que hoje celebramos é segundo o rito de 1962 e foi promulgado por São João XXIII. Esta é a Forma Extraordinária do Rito Romano como foi aprovado por Bento XVI em seu motu proprio Sumorum Pontificum. Já é uma missa aprovada nas portas do Concílio Vaticano II e isso nos demonstra a ação de Deus que vai acontecendo na História da Igreja como constante ação do Espírito Santo. Assim, embora existam as diferenças entre os dois ritos, ambos são o mesmo rito romano e em ambos a graça de Deus se manifesta com eficácia. Cada um é mais conveniente para um grupo de pessoas, pois, a Igreja nunca deixou de adaptar-se de acordo com os tempos. Que na Igreja cessem as brigas pelos lados dos tradicionalistas e dos que os atacam, a fim de que todos possamos nos unir, como irmãos, num mesmo altar e num mesmo banquete: o do Cordeiro de Deus. Para esse banquete eterno caminhamos pressurosos, enquanto nesta vida vivemos praticando as obras de Jesus. Amém.
segunda-feira, 12 de julho de 2021
12.07.2021 - Abertura da Semana Litúrgica
Irmãos, qual vem sido o papel de Deus em nossas vidas? Ele vem sido àquele que amamos mais do que nossos pais, mães, filhos, filhas e mais do que a nós mesmos? Ou estamos deixando o Senhor em segundo, terceiro ou quarto plano? Quando os casais se apaixonam, querem estar o tempo todo próximos da pessoa amada. Isso é paixão. Quando amamos, queremos também estar junto, mas, sabemos que quando não podemos estar fisicamente próximos, ao menos estamos com os corações unidos. Assim deveria ser a nossa relação com Deus. Deveríamos ser apaixonados por Ele e deveríamos amá-lo de todo o coração. Mas, sabemos que muitas vezes não somos assim. Tantas e tantas vezes deixamos o Senhor em outros planos e vamos fazendo aquilo que mais nos convém primeiro. Como estamos sendo insensatos... Uma frase atribuída a Leonardo Da Vinci, diz assim: "As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.". Nós, muitas vezes, esquecemos de olhar para o Senhor. E, olhando para o Senhor, olharmos para o crucificado. Nós nos esquecemos de admirar o amor e não poderemos amá-lo. É fácil olhar para o Senhor glorioso e se encantar. Difícil é olhar ao crucificado, morto, ensanguentado e encontrar a beleza Nele. Beleza que precisamos imitar, pois, Jesus disse que quem não toma a cruz para segui-lo, não é digno Dele. Este é um convite contínuo a amarmos a Deus onde estamos plantados. É injusto dizermos que apenas os sacerdotes, os religiosos e religiosas, cumprem este mandamento de amar a Deus. Os casados, leigos e leigas, também devem amar a Deus acima dos pais, mães, filhos, filhas, esposos, e mais do que a si mesmo. Amar a Deus, renunciar a si mesmo, amar a Deus mais do que a si mesmo, é colocar os planos e projetos de Deus para a nossa vida acima de nossa própria felicidade, na esperança de neles encontrar a felicidade. Isso dói? Dói. Dói muito? Dói muito. Mas, como diz Saint-Exupéry: "O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.". Não tenhamos medo de nos desgastar no amor por Deus, de sentir a dor da cruz, pois sem esse desgaste e sem essa dor, estaremos amando a nós mesmos, mas, ainda não estaremos amando a Deus.
domingo, 11 de julho de 2021
11.07.2021 - XV Domingo do Tempo Comum
Irmãos, a Palavra de Deus não é produto para ser vendido, mas, verdade para ser anunciada. Nos tempos do profeta Amós era comum que os reis tivessem seus profetas. Os profetas do rei eram pagos pelo seu senhor, para que profetizassem aquilo que eles queriam ouvir. Quando Amós vai profetizar em Israel, saindo de Judá, ele encontra Amasias, um profeta do rei. Amasias o quer expulsar, para que Amós conquiste seu pão, seu salário, em outro lugar. Amasias trabalha com a profecia, ele é funcionário dela. Amós, por outro lado, diz que é apenas um homem que estava pastoreando, quando Deus o chamou. Assim, devemos ser nós, irmãos e irmãs, quando nos colocamos nos serviço do Reino de Deus e de maneira especial os sacerdotes. Não somos funcionários de Deus, que vivem buscando recompensa financeira pelo que fazemos. Somos escolhidos por Deus para sermos anunciadores de sua Palavra. Não nos deve importar se vamos ganhar algo com isso ou não. Nada deve nos ser mais importante que o anúncio do Reino de Deus. Como é triste vermos clérigos e tantos cristãos e cristãs tão apegados a coisas materiais. O nosso direito, que alguns filósofos dirão que é até natural, à propriedade, não existe senão para que nós possamos exercer e praticar a caridade e o desapego. Isso não significa não ter. O próprio Senhor, no Evangelho que ouvimos, envia os discípulos com algumas coisas. O fato é, que é o ter e colocar em comum; o ter e deixar que todos usem e usufruam. Quando nos prendemos as coisas, não conseguimos caminhar pra frente. Se os discípulos levassem muitas tralhas no caminho, fossem muito apegados, o anúncio do Reino de Deus ia ser mais dificultoso. Quando se libertam de tudo e caminham livremente, podem anunciar a vinda do Senhor Jesus. E, quantas bagagens nós, irmãos e irmãs, não temos trazido conosco? Não trazemos apenas coisas materiais as quais somos demasiadamente apegados e nos atrapalha na vivência de Deus. Trazemos também sentimentos: egoísmo, raiva, rancor, inveja, tristeza, ressentimento. Vivemos, muitas vezes, num excesso tão grande de passado, que não conseguimos viver o presente de Deus em nossa vida. O passado não existe para nos aprisionarmos a ele, como muitos fazem. Pelo contrário, o passado existe para que, olhando para ele, aprendamos e sejamos pessoas melhores. Nossos erros e acertos servem para nos tornarmos cada vez mais maduros. Precisamos deixar tantas tralhas para trás, para podermos, de fato, seguir a Jesus Cristo. Precisamos deixar tantos objetos, tantos pensamentos e sentimentos, tantos apegos em várias áreas de nossa existência. Se não desapegarmos, se não abandonarmos, não adiantará o seguimento de Jesus. Claro, todos nós temos uma bagagem em nossa vida. Mas, quando esta bagagem nos fixa em um ponto e não nos deixa sairmos dele, é hora de deixarmos para trás. Por isso, São Paulo disse na carta aos Efésios: Pelo seu sangue - o de Jesus -, nós fomos libertados. Assim seja! Amém.
sábado, 10 de julho de 2021
10.07.2021 - Sábado da XIV Semana do Tempo Comum
Irmãos, nós voltaremos para a Terra Prometida. A experiência do povo com Deus sempre foi uma experiência com aquele que é o guarda de Israel. O Senhor prometeu a Abraão uma terra. Jacó, neto de Abraão, precisou deixar essa terra, quando a maldade de seus 11 filhos, fizeram que José, seu 12º filho fosse vendido como escravo. A maldade dos irmãos condenou a todos eles ao sofrimento da fome. Mas, o irmão renegado foi a salvação para a sua família. Todos, então, desceram para morar no Egito, onde José tinha posto de confiança do Faraó. Só que ali, no Egito, o povo de Deus sabia que não estava em sua terra. Aquele não era o seu lugar de habitação. Era uma terra estrangeira. Jacó, quando morre, pede que seus ossos sejam levados para junto de Abraão e de Isaac, isto é, que retorne para a sua terra. José também quer retornar para a sua terra depois da morte. É essa sensação de ser povo de Deus que marca profundamente a história dos israelitas. Ser eleito pelo Senhor, ser marcado pela aliança, é, para aquele povo, razão de grande glória. Glória ainda maior, para nós, é sermos povo adquirido pelo sangue redentor de Jesus Cristo. Mas, ninguém entra na Igreja, no novo povo de Deus, por genética. Nós entramos na Igreja pelo sangue, e é pelo sangue de Jesus Cristo nosso Senhor. Precisamos aderir, livremente, ser parte ou não ser parte da Igreja de Jesus Cristo. A experiência de retornarmos para a Terra Prometida, não é mais voltar para uma Jerusalém terrena, mas, caminhar para uma Jerusalém Celeste. Lá, aqueles que aceitaram a Cristo e professaram diante dos homens, receberão o reconhecimento de Jesus. Muitas vezes procuramos aqui na Terra um reconhecimento pela nossa profissão de fé. A recompensa, porém, não virá aqui. Ela virá na eternidade. Somos Igreja militante. Se perdermos a consciência de nosso estado de povo de Deus a caminho, caminharemos sem direção. Nossa direção é Jesus Cristo e para Ele caminhamos. Não encontraremos aqui morada, mas, está preparado para nós um lugar nos céus. Se entraremos ou lá ou não, isso depende de nós. O preço já foi pago. O Cordeiro já foi imolado. Poderemos entrar na Terra Prometida para nos deliciarmos daquilo que nos foi preparado?
quinta-feira, 8 de julho de 2021
08.07.2021 - Missa de Envio da JMJ
08.07.2021 - Audiência Geral (Deus salvou o mundo)
quarta-feira, 7 de julho de 2021
07.07.2021 - Vigília com os Jovens na JMJ
07.07.2021 - Missa no Santuário Nacional de Aparecida
Irmãos, a salvação deve chegar a todos, mas, começa a agir de dentro para fora. José, filho de Jacó, após ser vendido como escravo pelos irmãos e por sua inteligência cair nas graças do Faraó do Egito, está vendendo os alimentos, tendo em vista que havia uma grande fome. Então, José acolhe seus irmãos. Aqueles que o tinham vendido como escravo, agora vinham até ele e pediam-lhe comida. Mas, José os manda a prisão por três dias. José não os deixa lá por tempo indeterminado, são sua família. Os irmãos reconhecem que é justo que estejam ali. E José chora, pelo que lhe fez sua família. Houve, na História da Salvação, outra família que também pecou contra seu filho. A família do mesmo Israel, muitos anos depois, entregou Jesus Cristo para ser crucificado como um renegado pelos seus. Ainda assim, antes disso, Jesus mandou que os discípulos fossem pregar justamente para os filhos da casa de Israel antes de irem aos pagãos e aos samaritanos. Hoje, irmãos e irmãs, precisamos pregar a salvação. Mas, não pregaremos somente aos que estão fora de nossa Igreja. Precisamos iniciar a evangelização dentro da nossa Igreja. Iria além, precisamos começar evangelizando a nós mesmos. Pois, sermos evangelizados não é apenas termos o Evangelho de Jesus Cristo na mente, mas, no coração. Não é uma lei gravada somente em tábuas de pedra, em páginas de um livro, e hoje, nos pdf´s dos tablets, celulares e computadores. A lei, o Evangelho, a Palavra do Senhor, precisa estar entranhada no nosso próprio coração. É por meio de uma escuta alegre e generosa ao Senhor que nós nos gravaremos em nossos próprios corações a sua Palavra. É com a Palavra do Senhor gravada dentro de nós, que ao abrirmos a boca só saíra a bênção e a profecia. Muitas vezes somos maldição na vida dos outros. Pelo contrário, sejamos bênção. Tenhamos palavras de bênção. Tragamos o Espírito do Senhor em nossas ações e nossas palavras. Maria Santíssima era essa mulher da bênção. Ela foi retirada do meio da família do povo de Israel, sinalizando que a salvação vinha para o povo de Deus, para a família de Deus. E, na sua vida, Maria constantemente está glorificando o Senhor. Maria só sabe amar a Deus, amar seu Filho, ser Esposa do Espírito. Quando ela vai ao encontro de Isabel, não vai levar uma palavra de desgraça, mas, de vida, pois o próprio autor da vida estava sendo gerado em seu ventre. Geremos Cristo em nós e aos outros só levaremos bênção, profecia, bênção e o próprio Cristo que nos faz seus missionários. Em Aparecida, neste ano de 2021, somos todos missionários!
terça-feira, 6 de julho de 2021
06.07.2021 - Cerimônia de Acolhida na JMJ
Irmãos e irmãs, "sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança." (Ef 4, 4). A Jornada Mundial da Juventude deste ano quer ser um convite para que todos nós nos voltemos unidos ao grande chamado do Senhor, de anunciarmos o Evangelho e, com ele, a esperança. É sentando juntos na mesa do Senhor que fazemos comunhão. Comunhão com Deus e comunhão com os irmãos. Em Aparecida, neste ano, toda a juventude católica é chamada a ser Igreja da Comunhão. Nós somos, como nos canta o hino, convidados para a Ceia do Senhor. Mas, o que esse convite nos impele? Ele nos faz convidarmos os outros, os que ainda não se sentem chamados, a participar desta comunhão da Igreja. Quantos jovens não estão nesse hotel sem ter um rumo na vida? São muitos. São muitos aqueles que aqui vagam e não encontraram Jesus Cristo em suas vidas. Cristo é o nosso anúncio. Tornar todos evangelizadores é a nossa missão. A Senhora Aparecida nos faz esse convite: irmos até aqueles que são marginalizados e os convidarmos a serem membros da Igreja. Por isso, o ponto alto desta Jornada deve ser a missão e a vigília com aqueles que arrebanharmos nas missões. Irmãos e irmãs, vivamos esses dias com intensidade. Convidemos a todos para a Ceia do Senhor, façamos todos sentirem esse mesmo Cristo que nós sentimos, e aqui, sob o manto da Mãe Aparecida, façamos novamente a nossa experiência fortalecedora com esse Deus que é amor e que nos chama pela palavra do Apóstolo: "Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança."
domingo, 4 de julho de 2021
04.07.2021 - XVI Domingo do Tempo Comum
Você já se sentiu incompreendido? Já sentiu como se nada e nem ninguém no mundo te entendesse? Como se fosse você contra o mundo? Já achou que ninguém lhe dava a devida, atenção ou estima e que era desprezado por todos os lados? Pensou até mesmo que Deus se esqueceu de você por te permitir tantos sofrimentos? Já olhou para os céus e gritou: "Senhor, por que existo?"? Sim, irmãos e irmãs, foi assim que Jesus se sentiu. Ele estava entre os seus e os seus não o acolheram. Seus familiares e parentes não quiseram ouvi-lo. Mas, não pensem que para por aí. Jesus também foi incompreendido pelos povos das outras regiões, judeus e pagãos, e até mesmo pelos próprios discípulos e hoje, por nós. Só que Jesus foi insistente. Mesmo diante daqueles que não queria ouvir sua mensagem ele curou alguns doentes. Jesus dá um grito silencioso. No seu silêncio, ele grita para que todos olhem para ele e se todos não quiserem olhar, ao menos os curados olharão. Jesus continua a gritar, silenciosamente, para a sociedade moderna. Jesus continua a berrar, quieto, para cada um de nós. Jesus nos mostra que se não quisermos seguir sua vontade, seus mandamentos, ainda sim ele estará em nosso meio. Jesus espera para nos abraçar, curar nossas doenças, nossos sofrimentos, nossa solidão, nosso ser. Mas, estamos surdos por tantos gritos, que não somos capazes de perceber o silencioso grito de Jesus. É preciso atentar os ouvidos nas pequenas realidades. Só ouve a Deus, quem ouve o grito de tantos irmãos e irmãs. É no grito choroso dos que sofrem a dor de perder um ente querido, no berro dos famintos, no escândalo dos marginalizados, no som da barriga dos famintos, no fúnebre grito daqueles que vivem como que mortos, sem esperança e sem expectativa, que Cristo continua a gritar silenciosamente. Não amaremos a Deus que não vemos se não amarmos o irmão que não vemos. É indo ao encontro das fraquezas dos outros com as nossas próprias fraquezas, que Deus nos faz forte. Quando sentimos que estamos fracos, de tão incompreendidos, de tão doídos, de tantas e tantas situações que machucam nossos corações, o Senhor nos levanta, balança, olha nos olhos e diz: "CORAGEM!". Sim, irmãos e irmãs, Jesus também precisou de coragem depois daquela situação. O Senhor precisou de um ânimo. É óbvio que ele se entristeceu quando foi recusado pelos seus e continua a ser recusado até hoje. Ainda assim, ele nos diz: "FILHO, FILHA, EU TE COMPREENDO!". Irmãos e irmãs, incompreendidos por tantas situações da vida, aproximemo-nos dos que são ainda mais incompreendidos, os socorramos em suas fraquezas, e perceberemos a voz de Deus que nos compreende e nos responde aquela pergunta original, do porque existimos: "EXISTES PARA QUE EU TE AME E TE SOCORRA EM SUAS FRAQUEZAS!". Assim seja! Amém.
quinta-feira, 1 de julho de 2021
01.07.2021 - Abertura do Mês Jubilar
Irmãos, sob o manto materno da Virgem Maria, iniciamos o mês jubilar, onde comemoraremos com maior intensidade os quinze anos de nossa fundação neste hotel. Nós continuamos com a leitura do livro do Gênesis, com a história de Abraão. Ontem víamos como Sara, após permitir que Abraão tivesse um filho com a escrava Agar, para tentar cumprir a promessa de Deus, manda Agar e Ismael embora. Abraão sente a perda deste filho, mas, orientado pelo Senhor, expulsa Agar seu filho Ismael que não são abandonados pelo Senhor. Agora Abraão só tem seu filho Isaac, o filho da promessa, que nasceu de uma mulher que era tido como estéril. Isaac era um milagre, um presente de Deus na vida de Abraão. Deus, então, pede Isaac em sacrifício. Por que Deus faz isso? Essa era uma pergunta que, sem dúvidas, se passava na cabeça de Abraão. Também é nossa pergunta diante dos acontecimentos e dificuldades que vivemos em nossa vida. Deus é sempre desafiador para nós. Acreditar em Deus já um desafio diante da sociedade moderna e fazer sua vontade, quanto mais difícil seja, é loucura para o mundo. Imaginem a cena de um pai que sai e fala para os vizinhos que vai matar seu filho. Isso causaria estranheza, e de fato deve causar - já que vivemos cercados de pessoas com problemas psicológicos. Mas, observamos esse evento como uma fidelidade de Abraão. Que pai sacrificaria seu filho? Deus sacrificará seu filho. Por isso, em fidelidade com a aliança feita com Abraão, o Senhor poupa seu filho Isaac e dá um cordeiro para ser sacrificado no seu lugar. É prefiguração do próprio Cristo oferecido em nosso lugar. No Evangelho nós ouvimos um trecho deste momento sacrifical de Jesus, com Maria aos pés da cruz. Maria via o sacrifício de seu filho único, que era, para ela, o filho da promessa. Na dor de Abraão e na dor ainda mais intensa de Maria, está presente a plena fidelidade de ambos a vontade a Palavra de Deus. Irmãos, o que estamos dispostos a sacrificar para realizar a vontade de Deus? Quais são os sacrifícios diários que devíamos fazer, mas que a preguiça, a inveja e a indiferença nos fazem deixar para trás? Como está nosso sacrifício pela nossa Igreja? Será que não estamos olhando tanto para o erro dos outros, dos nossos irmãos nos níveis mais altos da hierarquia, e estamos deixando os nossos ofícios, deveres e caridade para trás? Não estamos culpando demais os outros e nos esquecendo a nossa fidelidade a palavra e a vontade de Deus? Que a Mãe da Igreja, Maria Virgem nos auxilie nesta reflexão, pois ela sempre soube fazer a vontade de Deus por mais difícil que fosse. Ela, confiada por Cristo à Igreja no alto da cruz, que foi Mãe Orante com seus filhos e recebeu com eles o Espírito Santo no pentecostes, permaneça conosco neste mês jubilar. Que junto de Maria cantemos o nossos louvores ao Senhor, que nos escolheu como povo sacerdotal para cumprirmos sua palavra e vontade. Assim seja! Amém.