quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Abertura do Concílio

Digníssimos bispos e cardeais, que mesmo em baixo número se fazem presentes, e nesta noite,
além de meus filhos pelo ministério petrino e irmãos no episcopado, se tornam padres conciliares.
Amado povo de Deus, que se encontra ou não em comunhão com essa cátedra romana.
Estamos reunidos em um momento, que positiva ou negativamente irá entrar para a história da Igreja.
É a abertura do sétimo concílio Vaticano. Estamos aqui, no coração cristão do mundo todo, pedindo,
e por isso o vermelho, a presença do Espírito Santo, que vem para nos trazer os seus sete dons.
A primeira Leitura nos leva ao Concílio de Jerusalém, o primeiro de toda a história da Igreja. 
Mais especificadamente a leitura nos coloca no resultado do Concílio. Essa leitura quer nos levar
a reflexão, que este concílio que vivemos, poderá não ser grande em quantidade, mas será grande
no quesito de seus resultados. Por sua vez, a segunda leitura interpela a nós, bispos da Igreja, 
padres conciliares, a velarmos pelo rebanho. Não podemos realizar esse Concílio sem antes realizarmos
uma profunda abertura de nós mesmos, a esse espírito de renovação e aggiornamento que estamos
propondo. Por isso, nossas ações não devem ser tomadas visando os nossos próprios interesses,
mas, sim, visando o bem geral da Igreja e a salvação das almas. Irmãos, por fim, o Evangelho
nos leva ao momento em que Jesus, após ser tentado no deserto, vai até Nazaré, e entrando na sinagoga,
faz a leitura daquela belíssima passagem do livro do profeta Isaías. E quando ele termina de anunciar,
que o Espírito estava sobre Ele, todos ficam olhando para Ele, com essa mesma carinha de peixe
que vocês me olham agora. E Jesus afirma para eles que, de fato, se cumpria aquela passagem
da escritura. E a passagem se cumpre em Jesus, pois Ele é, por excelência, aquele que recebe o Espírito.
Mas não é apenas aquele que recebe, também envia. Ele mesmo disse que nos enviaria o Consolador,
que é o Espírito Santo, que também reclina sobre cada um de nós, pelo sacramento do Batismo.
Muitos, infelizmente, renegam esse Espírito, deixando de lado a missão, e se transformando em inúteis.
Mas nós, aqui presentes, somos convidados a ceder o nosso coração ao Espírito Santo, permitir 
que Ele aja em nós, para que Ele guie esse Concílio.
Nessa dinâmica, meus queridos, nós vamos abrir o nosso VII Concílio Vaticano. Este, não quer vir 
a suprir, ou descartar os seus anteriores. Os tempos são novos, a realidade é nova, e nem tudo
deve ser colocado em repetitivas pautas. Mas existem problemas atuais, que não existiam naquela época.
E isso tudo deve ser solucionado com extrema urgência. Não se pode mais conter, como feito outrora,
toda a ação realizada, por isso precisamos de um concílio que nos leve a uma verdadeira abertura
enquanto Igreja. Abertura na nossa ação evangelizadora; abertura e expansão dos nossos confins,
a fim de que toda a Igreja possa, um dia, reunir-se sob um só rebanho e um só pastor. Assim,
nesssa noite, e de imeditado, decidi acolher de volta a comunhão conosco os clérigos do Habbhlet.
Comunhão, algo tão necessário na nossa vivência atual. Falta que nos abramos a comunhão
de uns com os outros, sem brigas por motivos bestas, ou infantis. É o momento de iniciarmos
um novo caminho de comunhão. Comunhão de uma Igreja que se preocupa com as realidades,
de uma Igreja que quer se tornar sempre mais atual. Para terminar irmãos, vos digo, que podemos
ser poucos ou muitos, pode ser bonito ou feio, mas o nosso concílio cumprirá o seu objetivo:
De levar a Igreja a um novo tempo, um tempo bonito e um tempo de Esperança. Um tempo de confiança
na graça do Senhor, que nos leva a esperar nele e em seu amor. Um tempo de novos horizontes,
um tempo, de portas e janelas abertas, a uma visão nova de mundo e de Igreja. Não que a nossa 
visão atual esteja ultrapassada, mas começou a pegar pó. Por isso, o concílio quer uma nova abertura,
retirar o pó das nossas sacristias e altares, muitas vezes não utilizados, mas também, retirar o pó
que engessou os nossos corações. Irmãos, que permitamos que o concílio cumpra o seu objetivo.
Que a Virgem Maria, a Mãe da Igreja Universal, que esperou no Senhor, nos conceda a esperança,
o amor, e a força de vontade, de nos tornarmos servidores do Senhor e do seu povo. Amém.

sábado, 24 de novembro de 2018

Consistório 24/11/2018

Caríssimo Dom Carlo Cardeal Ventresca, Decano do Colégio de Cardeais,
Caríssimo Dom Sthevan Cardeal Fitzwan, Vice-Decano do Colégio de Cardeais,
Digníssimos demais cardeais presentes,
Dom Agnelo Sarto e Dom Giuseppe Betori,
e demais filhos e filhas presentes.
Estamos aqui unidos para elevarmos a príncipes da Igreja os bispos Giuseppe Betori e Agnelo Sarto.
Este momento, portanto, se torna profundo momento de reflexão sobre o ministério destes,
e também do nosso ministério. Estes dois irmãos, por meio da dedicação de sua própria vida,
doaram-se e continuarão a se doar a Deus, por meio do serviço a Santa Igreja. Um serviço, não como
o dos apóstolos do Evangelho lido, que esperava recompensa. Os filhos de Zebedeu pedem a Jesus,
que pudessem ter como recompensa um lugar de honra, e falam isso logo após Jesus anunciar
sua paixão. Em verdade, eles estavam surdos pelo seu egoísmo. Depois do pedido deles, nós vemos
os outros dez que ficam bravos. E na verdade eles não estão indignados não! Eles estão com inveja,
pois não foram eles que pediram. Assim irmãos, nós vemos Jesus que se volta para aqueles homens
de coração fechado, pecadores, em suas misérias, e os pede que sirvam na gratuidade, pois aquele
que quer ser grande deve se fazer servidor de todos. E como é difícil para nós nos tornarmos servidores,
como é difícil nos desligarmos dos nossos pequenos Narcisos que crescem dentro de nós, e nos
colocarmos a disposição do Senhor. Irmãos, é exatamente por esse motivo que nós vemos atualmente
a cisma do ex bispo Tomás. Pois eles preferiram se fechar naquilo que era melhor para eles, 
a vida boa, sem pagar, e não o que era o melhor para a Igreja. E quantas vezes também nós, aqui,
nem precisamos ir a outro hotel, aqui mesmo, não queremos desempenhar corretamente os nossos 
trabalhos. Quantos cardeais, quantos bispos já não passaram por aqui e não deixaram marca alguma? 
Quantos já não foram embora e nem nos lembramos deles? Não lembramos pois nunca demos atenção?
NÃO! Não lembramos porque não nos marcaram. Não nos lembramos porque acharam que celebrar,
concelebrar missa, era o suficiente. E isso não é o suficiente, é o mínimo. Terça-Feira iremos abrir
o Concílio Vaticano VII. Um concílio que para muitos está já condenado ao fracasso! Sabem o motivo?
Pois eles vem apenas com uma visão muito humana, material, palpável. Homens fracos e covardes!
Não sabem aceitar a missão, não sabem seguir a missão! Eu prefiro na Igreja um homossexual
que aceite fielmente a missão e a desempenhe bem, do que um heterossexual fraco, como estes
nossos irmãos da cisma de Aparecida. Sim, nos escandaliza um papa ter que dizer isso! Mas irmãos, 
não podemos ser hipócritas como foram os discípulos. Estamos justamente, graças ao Concílio,
e graças a formação na Educação Católica, num tempo propício de formarmos homens compromissados
com o serviço da Igreja. E vocês dois, que, nessa tarde fria de outono romano, são interpelados 
ao serviço da Igreja como cardeais, firmem o vosso compromisso. Que vosso ministério seja para
o bem da Igreja, para a santificação do povo de Deus, e para a frutificação das vocações. Que o Senhor
vos ajude, e vos dê a força de derramarem, como Ele, sangue, suor e lágrimas, pela salvação das almas.
Amém.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

12/11/18

Digníssimo Dom Jorge Snaif, que será ordenado Bispo,
Digníssimos senhores que receberão o pálio,
Demais concelebrantes e ministros,
Amado povo de Deus,
estamos celebrando um grande dia de Festa. Comemoramos a memória do Bispo São Josafá,
nesse dia onde celebro meus quatro anos de ordenação episcopal, com a ordenação episcopal
de Dom Jorge Snaif, e com a imposição do pálio aos senhores arcebispos. Este é um momento 
bonito de comunhão. Assim, celebramos São Josafá, um bispo, que em sua vida, já que nasceu
Católico Bizantino, lutou pela unidade da Igreja Bizantina com a Igreja Católica Romana. Com isso,
o Bispo Josafá foi perseguido pelos Ortodoxos Bizantinos, que não podiam admitir que ele estava
convertendo os seus fiéis para a comunhão com a Santa Igreja. Foi assim, que o Bispo Josafá foi martirizado,
aos 43 anos, enquanto realizava uma viagem Pastoral. São Josafá torna-se então, nesta noite,
o sinal da luta pela comunhão e pela unidade, que os senhores arcebispos devem se tornar. Estamos 
em tempos onde é impossível negar que falta unidade na Igreja, por isso, os senhores devem se empenhar
para honrar o pálio que hoje receberão, sinal do Bom Pastor, mas também sinal da vossa comunhão
conosco. Por isso esforcem-se para que haja plena comunhão, com o vosso presbitério, com vossos
auxiliares, e com essa Cátedra Apostólica. Que o pálio que os senhores receberão seja de fato a imagem
da ovelha que levam aos ombros. Assim, que os senhores possam configurar-se sempre mais ao
Cristo Bom Pastor. Do mesmo modo, nessa noite configuramos o Cardeal Snaif a imagem do Bom Pastor,
por meio de sua ordenação episcopal. Não é comum vermos a ordenação episcopal já de um cardeal,
mas, agora que deve assumir a Arquidiocese de Aparecida, é um evento necessário. Configura-se,
Dom Jorge, a imagem do Cristo servo e do Cristo Bom Pastor, e com amor conduza a Grei que lhe
é confiada. A ordenação hoje não é um mero ritual, é o nosso deposito da fé que confiamos ao senhor,
mais importante do que o senhor ser cardeal, é o senhor ser bispo. Onde está o bispo aí está a Igreja!
Por isso, seja sempre a imagem da Igreja, esposa de Cristo, que leva o suave odor de seu Esposo,

anunciando fielmente as suas palavras. Nessa noite, então, também me recordo de minha ordenação
episcopal, no seu quarto aniversário. Aquele dia, onde pela bula de Inocêncio IV, eu fui ordenado
bispo, pelas mãos de Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer, na mesma Basílica onde celebrei a minha
primeira missa. Sou grato a Deus pelo que ele realizou e realiza em mim, bendito seja Ele, pois nada
foi pelos meus méritos, mas tudo por sua bondade. Por fim, irmãos, nos voltemos a Liturgia da Palavra
do dia de hoje, no Evangelho. Os discípulos pedem que o Senhor os aumente a fé, mas Jesus os diz a 
grande e dolorosa verdade: eles não tem fé nenhuma. E assim somos a maioria de nós, não temos fé,
pois não nos confiamos verdadeiramente ao Senhor, quando começam chegar os momentos de dificuldade,
de provação, nós nos afastamos do Senhor. Estamos habituados, sobretudo nos tempos atuais, 
a fazermos tudo do nosso jeito, a termos tudo na hora. E com Deus, as coisas não são assim. 
Então, quando ele não faz o que queremos, desistimos e perdemos a fé. Não podemos ter essa fé 
morna, precisamos ter uma fé firme, que seja capaz de perder tudo, perder a própria vida, pelo Senhor.
Querido clero, e demais irmãos presentes, que nossa vida seja feita oblação, e encontre seu sentido
apenas no Senhor, que não seja uma vida fraca como a de muitos irmãos, sobretudo os que se dividiram 
pois não tiveram o que queriam. Precisamos, mesmo não compreendendo os caminhos que o Senhor 
nos propõe, aceitarmos, pois o próprio Cristo não se negou em morrer nas mãos dos malfeitores,
pela nossa salvação. Ele se doou completamente pela causa do Reino. Que nossa vida se consuma 
pela causa do Reino, e, assim, a recompensa chegará, não agora, mas na eternidade. Amém.

domingo, 11 de novembro de 2018

11/11/18

Estamos celebrando o trigésimo segundo domingo do tempo comum. No Evangelho desse domingo
nós vemos Jesus, que após falar sobre aqueles que usufruem dos pobres, senta-se ao lado do cofre
das esmolas, e fica vendo os ricos fazerem suas ofertas. Então chega uma viúva e doa tudo aquilo
que ela tinha. A oferta da viúva, saindo do mais profundo do coração, mostrava sua confiança
na providência Divina. Ela não tinha salário, não tinha homem, era viúva, e depositando tudo 
o que tinha, provavelmente morreria de fome. Assim, nos voltamos para a Primeira Leitura, quando
a viúva de Sarepta, confia também na providência Divina e faz o pão, com aquele pouquinho de óleo
e farinha, que não acabaram mais. A viúva de Sarepta e a viúva do Evangelho, na sua pobreza
e simplicidade, compreendem a providência do Senhor, e doam tudo aquilo que tem pela causa
do Reino. Hoje, além do dinheiro, é preciso que doemos a nossa própria vida pela causa do Reino.
É muito fácil vivermos na superficialidade, doando aquilo que nos sobra, como faziam os ricos.
É muito fácil doarmos o tempo que sobra, a vida que sobra. O Senhor está nos pedindo uma doação
completa e do fundo do coração. Uma doação alegre e generosa. Uma doação que se confie aos
cuidados do Senhor. Observem que essa dinâmica de confiar-se aos cuidados do Senhor é muito
explorado nas escrituras. Pois os discípulos, ou seja, nós, discípulos e discípulas, precisamos seguir
o exemplo do próprio Mestre, e Ele foi o grande exemplo de quem confia-se aos cuidados do Pai.
Por isso a Segunda Leitura vem nos lembrar que Jesus se confiou, pela sua morte, nos braços e 
abraços do Pai amoroso. De fato, o Cristo entrou no santuário, nos céus, pelo seu próprio sangue,
e entrou para oferecer o sacrifício de sua própria vida para que fossemos salvos, para destruir o
pecado. E Jesus não é como os sacerdotes do antigo testamento, ele entra uma vez por todas,
oferece o sacrifício uma única vez. Por isso na missa não celebramos outro sacrifício, mas é o mesmo 
sacrifício pascal oferecido, tornado presente, na celebração eucarística. E do mesmo modo que Jesus
morreu uma única vez, todos nós morreremos uma única vez. Por isso, o autor da carta aos Hebreus
deixa bem claro que o homem morrerá uma só vez e depois virá o juízo, acabando completamente
com qualquer esperança ou expectativa de reencarnação. Se houvesse reencarnação, o próprio 
Jesus teria sido em vão, teria morrido em vão. Mas não, ele vem e nos resgata, oferece seu sacrifício 
para destruir o pecado.
Que nós possamos doar a nossa própria vida como sacrifício de louvor, ofertando não o que nos sobra
mas todo nosso sangue, lágrimas e suor, pela nossa salvação, e de todos os irmãos e irmãs.
Amém.

sábado, 10 de novembro de 2018

10/11/2018

Caríssimo Dom Gabriel Romero, arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro,
Caríssimos concelebrantes, 
amado povo de Deus.
Estamos reunidos para celebrarmos a Dedicação desta Igreja catedral. Na realidade, essa celebração
é ainda mais simbólica. Ela é o inicio de um novo período vivido na nossa Santa Igreja, um período
de unidade e comunhão. A primeira leitura dessa Liturgia da dedicação vai ao Livro de Neemias,
quando o sacerdote Esdras faz a leitura do livro de Deus, diante de todo o povo. Precisamos entender
o contexto dessa leitura. O povo estava voltando do exílio da Babilônia, e encontrou Jerusalém
destruída. Reparem como o Senhor é providente, na leitura deste texto hoje. Enfim, então o povo
chorava, pois sabia que havia desobedecido ao Senhor, por isso estava exilado. Mas agora, Esdras 
os anuncia a alegria que estava ali naquelas escrituras. Alegria pois tinham encontrado novamente 
a graça diante do Senhor, pois aquele dia era um dia consagrado ao Senhor. Irmãos, é isso que vivemos 
hoje, e nesses dias. Estamos voltando a unidade total, voltando ao Habbo, a nossa Jerusalém,
saindo da escravidão das doenças do "HCismo", da sede de poder, da falsa vocação. Estamos retornando
para a nossa pátria, para a nossa terra prometida e nossa origem. Por isso, a Dedicação dessa Igreja
quer ser um momento bonito do inicio da reconstrução da nova Jerusalém, como foi no tempo de 
Neemias. 
Dessa forma a segunda leitura, nós vemos São Paulo que quer nos recordar que somos todos nós
membros de um único grande corpo que é a Igreja. São Paulo nos interpela, nesse contexto atual,
a nos mantermos na unidade. Vivemos tempos de tão fácil dispersão, onde podemos inventar
desculpas para dispersão, mas a verdade é que queremos nos fechar em nossas doenças. Por isso,
é o momento oportuno de nos livrarmos de tudo que era do exílio, e iniciarmos a construção desse 
corpo. Assim dedicamos essa Igreja, sinal visível e externo do corpo de Cristo. Corpo de Cristo, 
que na dimensão do Evangelho proclamado, deve morrer e ressuscitar em 3 dias, pois o grande
templo é o corpo do próprio Cristo. E Jesus morre e ressuscita justamente para isso: fazer novas
todas as coisas. Que saibamos viver nesse espírito de renovação e que essa Igreja, construída de pedras,
possa representar o corpo de Cristo, Igreja militante, que caminha rumo a sua pátria definitiva,
mas já construindo aqui o Reino dos céus. Amém.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

8/11/18

Caríssimo Dom Angelo Lucianne, imagem do Bom Pastor para esta arquidiocese,
Querido bispo auxiliar, sacerdotes, diáconos, seminaristas, 
Dom Isaac Xavie que me acompanha nesta visita,
amados e amadas de Deus.
Estamos celebrando essa missa na visita apostólica. A Primeira Leitura nos lembra que devemos ser todos discípulos de Jesus. No primeiro concílio da Igreja se discutia muito
se era preciso ser judeu para ser cristão, ou se bastava ser cristão. E essa simples discussão 
era na verdade muito mais complexa do que pensamos. Na verdade essa discussão se refere
a Jesus Cristo, se ele renovou realmente todas as coisas. E sim, ele renovou. Então não é preciso
ser circuncidado para ser cristão. Mas é preciso ser circuncidado pela fé. Pensem que a circuncisão
era sinal da aliança com Deus. Então a circuncisão que nos diz o autor da primeira leitura, é a circuncisão
para a nova e eterna aliança. Mudando ainda de palavras, é aqueles que prestam culto a Deus 
pelo seu Santo Espírito. Nós estamos aqui para fazer exatamente isso, prestarmos o culto a Deus
pelo seu Santo Espírito, pois é ele que leva as nossas oferendas para as mãos do Pai. São Paulo 
ainda leva essa renovação vinda de Cristo a um ponto extremo, dizendo que tudo é perca
mediante a Jesus Cristo. Que bonito seria, irmãos, se todos nós tivessemos essa consciência que tudo é perda
que nada tem valor diante de Nosso Senhor. Sim, pois é ele o que vem e renova todas as coisas,
como o Bom Pastor, na dinâmica do Evangelho. Jesus é aquele que deixa todas as ovelhas e vai 
atrás daquela que estava perdida. Nós somos hoje essa ovelha perdida, que precisa que o Bom Pastor
venha ao nosso encontro.
Nesse dia especial, onde visito esta dileta arquidiocese, encontro-me com a imagem do Bom Pastor aqui,
Dom Angelo Lucianne, e todo o clero. Que possam todos serem imagens do Bom Pastor,
cumprindo a nossa maior função e dever: Salvar as almas! A lei suprema da Igreja. Amém.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

6/11/18

Caríssimo Dom Carlo Cardeal Ventresca, dignissimo decano,
Dom Isaac Cardeal Xavie, criado cardeal no inicio desta celebração,
Dom Diogo Pinheiro que empossamos como Vigário Geral desta diocese,
amados e amadas de Deus,
estamos celebrando essa celebração eucarística nesta Terça-Feira da trigésima primeira semana 
do tempo comum. Gostaria de me ater brevemente com os senhores sobre a Liturgia da Palavra.
A Carta de São Paulo as Filipenses nos coloca a dimensão do esvaziamento de Jesus Cristo, que,
embora sendo Deus, não usa este ser Deus para ser elevado, mas faz-se servo. Irmãos, esse é um
belíssimo exemplo a todos nós, em especial a Dom Isaac e Dom Diogo. Dom Isaac como cardeal
recebe a maior honra da Igreja, pelos seus trabalhos. Dom Diogo recebe os cuidados da mais importante
Igreja Particular, a Diocese de Roma. Mas, devem-se lembrar que mesmo com tudo isso, mesmo
com as honras que recebem, devem ter a simplicidade e a humildade, e devem se tomar completamente
por esses sentimentos, a fim de não vangloriar-se sobre os outros. Infelizmente, vemos no colégio de
cardeais, como disse Dom Olavo Arns na sua carta pública de ontem a noite, frutos podres. Mas,
se estes frutos estão podres, já vieram podres do colégio episcopal, e já vieram podres pois tem 
o coração podre. Contudo, é nosso Senhor Jesus Cristo aquele que é capaz de pegar toda essa 
podridão e renova-lá. É ele o único capaz de pegar a fruta podre e faze-la amadurecer novamente.
Pois nosso Senhor é aquele que lava os nossos corações e purifica as nossas almas.
Por isso irmãos, é momento de ofertamos a Ele a nossa Igreja, e todos nós, nos intensificarmos
para que possa haver, realmente, uma mudança radical em nossa Igreja. E, essa mudança radical
se inicia com nosso encontro pessoal com o Mestre. O que acho mais interessante, é que todos
aqueles que ontem pela noite exigiam uma mudança radical, hoje sequer estão aqui para celebrarem
conosco. Pois é mais fácil exigirmos mudança dos outros, do que nós fazermos a mudança acontecer.
Agora, ofertemos tudo isso no altar do Senhor, junto com o nosso pão e vinho, que serão o sacrifício 
redentor, que trás vida nova, e faz nova todas as coisas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Dom Carlo Cardeal Ventresca, em nome do qual saúdo todos os concelebrantes,
Caríssimos irmãos e irmãs,
estamos celebrando a Missa da Posse da Cátedra de Latrão.
Hoje, oficialmente, o Bispo de Roma toma posse de sua catedral. Na verdade, o que celebramos
é o posto, são vocês, amados de Deus, que tomam posse do seu pastor. São vocês que tomam posse
deste servo, deste trabalhador da vinha do Senhor. Sim, pois é para vós o meu serviço.
Irmãos, na primeira leitura nós vemos a unção de Davi. Davi não era o mais forte, o mais velho, 
o mais preparado aos olhos humanos para ser o rei. Ainda sim é Davi quem o Senhor escolheu.
O Senhor escolheu Davi, que estava pastoreando no campo, pois o Senhor não vê como nós vemos.
Não, o Senhor olha o mais profundo de cada um, ele sabe as capacidades e incapacidades de cada um,
ele sabe que não somos os melhores, e ainda sim ele nos chama. Ele nos chama apesar de nossos 
erros e defeitos, pois ele compreende que somos imperfeitos, compreende que precisamos crescer,
e Ele mesmo nos ajuda nessa dinâmica. Por isso Deus escolhe o jovem Davi para ser o Rei, pois
Ele queria manifestar sua glória e sua força por meio de Davi.
O Evangelho nos leva a Ceia do Senhor. São Pedro pergunta a Jesus para onde Ele vai. Precisamos
nos atentar ao fato que Jesus estava anunciando a sua paixão. E, quando São Pedro pergunta
a Jesus, ele queria ir junto com Jesus, ele se dispõe até a morrer por Jesus. Mas Jesus sabia
o que iria acontecer naquela noite. Então ele anuncia a traição de São Pedro. Sim irmãos, o primeiro papa
traiu nosso Senhor, negou seu amor por Jesus, e não apenas uma vez, três vezes. E ainda sim,
Pedro é escolhido para ser o primeiro papa. Pois aquele pescador da Galiléia, que negara Jesus
na verdade, em sua fragilidade, estava sendo preparado para tornar-se forte. Assim Deus é conosco,
embora nossa fragilidade, ele nos prepara para a grande missão.
Dessa forma, hoje celebramos São Carlos Borromeu. Na verdade, seu dia foi ontem, mas por ser
domingo, celebramos hoje esse tão grande santo. Carlos Borromeu era sobrinho do Papa Pio IV.
Foi Pio IV quem o criou cardeal. Quando todos achavam que o cardeal Borromeu fosse continuar
cuidando dos negócios da família, ele decidiu ser ordenado padre, e foi ordenado bispo, para ser
Arcebispo Metropolitano de Milão. Ali Dom Carlos foi o primeiro bispo a começar a por em prática
as reformas do concílio de trento. Em um tempo onde os bispos não moravam em suas dioceses,
Dom Carlos morou em Milão, e ainda realizou diversas visitas pastorais a todas as paróquias
de seu território.
Quando os sacerdotes não tinham boa formação sacerdotal, São Carlos criou seminários para 
formação de sacerdotes, pois os atuais não sabiam celebrar missa e nem viviam a castidade.
São Carlos Borromeu realizou sínodos diocesanos. Foi um bispo imagem do Bom Pastor, próximo
de seu povo. Por fim, quando a peste assolou Milão, o Cardeal Borromeu saia de sua casa, 
levando a cruz com o Cristo crucificado, a fim de levar esperança aos que estavam enfermos pela peste. 
Assim, São Carlos Borromeu também adoeceu e veio a falecer. 
Seu exemplo até hoje guia a Igreja. Por isso São Carlos Borromeu é o padroeiro de nosso seminário
romano. Por isso São Carlos Borromeu deve estar diante de nossos olhos. Ele era um cardeal,
honrado por todos, que não viveu a extremidade como Francisco de Assis viveu, de despojar-se 
completamente, mas viveu a extremidade no amor, doando a sua própria vida pelo seu povo
e seu rebanho. 
São Carlos Borromeu viveu com intensidade a fé, viveu o seu episcopado com profundo amor
a nosso Senhor e aos que foram a ele confiados. Por isso, irmãos, hoje devemos ter como exemplo
São Carlos Borromeu, seguir seus passos, em tempos que parecem tenebrosos para a Igreja, 
precisamos desse exemplo de doação. Caríssimos, precisamos nos doar mais, venho notado isso
na Igreja. Estamos vivendo tudo de forma muito rasa e superficial. Mas não é isso que devemos 
fazer. Devemos nos lançar ainda mais profundamente no seguimento a Jesus Cristo, e nos gastar
aqui. E é essa minha proposta. Infelizmente, os que não se adequarem, serão lançados no fogo,
e queimarão, pois todo galho seco precisa ser cortado, para que a árvore possa produzir fruto.
Que o exemplo de São Carlos Borromeu intensifique os nossos corações, a fim de nos tornarmos
a imagem de Cristo Bom Pastor. Amém.

sábado, 3 de novembro de 2018

3/11/18

Digníssimo reitor desse túmulo, Dom Carlo Cardeal Ventresca,
Digníssimos concelebrantes e ministros,
Digníssimos irmãos e irmãs, 
estamos aqui celebrando a Santa Missa em intenção dos clérigos falecidos. É belíssimo costume
rezarmos na intenção daqueles que nos precederam no ministério de Jesus Cristo.
A primeira leitura, retirada da Primeira Carta aos Coríntios, nos narra o dia do juízo final. 
Os que estiverem vivos e os mortos se unirão, pois, como diz São Paulo, é preciso que todos sejam
transformados. E somos transformados pelos méritos de Jesus Cristo. São Paulo continua narrando
o juízo, mas não só aquele da segunda vinda de Cristo, mas o dia de nossa morte. Quando o apóstolo
diz que precisamos nos revestir de imortalidade, ele diz do dia de nossa morte. Irmãos, é fato
o dia chegará para todos nós, antes ou depois, mas chegará. Mas, se vivermos retamente, a nossa 
morte não será uma morte triste, será uma morte como a de Jesus, pois a vitória virá sobre ela.
Irmãos, por meio de Jesus Cristo, a morte foi vencida pela vitória. Onde está a vitória da morte?
E hoje, que celebramos pelos clérigos que nos antecederam, olhamos de forma especial ao final 
da leitura, onde vemos São Paulo dizendo que o trabalho pelo Senhor não é em vão. Sim, o trabalho
não é em vão, pois ele nos dá a vida eterna, nos dá a recompensa celeste, e também nos dá uma
vida diferente aqui, nesse mundo. Nos dá uma vida cercada de afazeres, mas cercada de recompensas,
na alegria ao celebrarmos os mistérios de Jesus Cristo, no carinho do povo de Deus para conosco.
Por isso, precisamos nos manter firmes, para que possamos receber todas as recompensas anexas
ao nosso santo serviço. Hoje é dia de olharmos ao passado, vermos os erros e acertos, vermos 
a força que nossos antecessores tiveram para edificar a Igreja que hoje temos, e seguir seus passos,
aprendendo com eles o que devemos ser e o que não devemos ser.
Nesse dia, onde fazemos memória aos nossos clérigos do passado, decidi instalar a 
Pontifícia Comissão para a História da Igreja, que deve trazer a luz toda a História de nossa Santa Igreja
desde sua criação, há 12 anos, até os nossos dias atuais. Contaremos, para isso, com, inicialmente,
Dom Carlo Cardeal Ventresca, presidente da comissão, e Dom Sthevan Cardeal Fitzwan,
vice presidente,
que irão propor os nomes dos demais membros. 
Irmãos caríssimos, gostaria, de encerrar me atendo ao Evangelho. Jesus explicava tudo aos discípulos,
mas eles não entendiam, ficavam com o coração perturbado com coisas que não passavam do caixão.
Ficavam perturbados também pois não entendiam a grandeza do mistério que estavam testemunhando.
Tomé faz a pergunta que todos queriam fazer. Ele questiona Jesus sobre essa salvação que ele tanto
dizia. E pergunta sobre o caminho. Então Jesus se manifesta e eles novamente, dizendo que Ele
próprio é a salvação, Ele mesmo é o caminho, a verdade e a vida. Que saibamos vivermos nesse
caminho, como cooperadores da verdade, a fim de atingirmos a vida em plenitude. Amém.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

2/11/2018

Estimados concelebrantes e ministros nesta Sagrada Eucaristia,
amado povo de Deus.
Estamos reunidos para celebrarmos a comemoração de todos os fiéis defuntos. Hoje não é um dia
de tristeza ou de angústia, mas é dia de celebrarmos a esperança na ressurreição. Por isso, usamos
paramentos roxos. O roxo, na Liturgia, é a cor da esperança.
Irmãos, a primeira leitura nos apresenta, na profecia de Isaías, uma prefiguração da salvação.
Ali vemos Deus que resgata seu povo e ele exulta de alegria. Exulta de alegria pois agora se encontraram
com Deus. E se encontram com Deus por meio de Jesus Cristo.
O Evangelho vem nos apresentar exatamente isso. Quem o vê, vê o Pai. Mas não é suficiente ver Jesus,
é preciso observar Jesus, observar seus mandamentos, observar a nova aliança. E a nova aliança,
firmada entre nós e o Pai, pelo Senhor Jesus, é a nossa salvação. Nossa salvação que nos conduz
a Deus. Se não fossemos salvos por Jesus estaríamos todos perdidos nas trevas do erro e da morte.
Por isso Jesus desceu do céu, para fazer a vontade do Pai, e a vontade do Pai é a nossa salvação,
é que Jesus não perdesse ninguém pelo caminho. Mas sabemos irmãos, que embora, como na
dimensão da segunda leitura, sejamos todos filhos de Deus, alguns se perdem pelo caminho.
Alguns de nossos irmãos e irmãs se afastaram completamente do caminho para os céus que é
o próprio Cristo Jesus, e estes foram condenados para a morte eterna, o inferno. Contudo, nós
que como cristãos buscamos a santidade, somos chamados a ser semelhança de Deus. Pois ainda
nem se manifestou o que seremos, nos diz São João na carta. Não se manifestou pois ainda não 
vimos a manifestação gloriosa de Jesus. E essa manifestação gloriosa se dá no fim dos tempos,
mas se dá também no fim da nossa vida, quando Ele, como justo juiz, nos julgará. 
Irmãos, refletir a morte de todos os fiéis defuntos é refletir a vida que nós temos. Não podemos
viver como se nunca fossemos morrer e nem morrer como se nunca tivéssemos vivido. Precisamos
deixar a nossa marca, e não na humanidade, mas a nossa marca numa vida de busca de santidade,
que nos levará para o céu. A nossa vida vale a pena, pois ela teve um custo alto, a morte de Deus.
Irmãos, que honremos esse grande mistério pascal, que nos dá a vida eterna. Do mesmo modo,
é o momento de rezarmos pelos nossos irmãos e irmãs falecidos, a fim de que, Deus, na sua 
infinita misericórdia, olhe para eles, e pelos nossos méritos e pelos méritos de todos os santos,
salve-os do purgatório e abra-os as portas do paraíso. Por isso, ofertemos a nossa indulgência 
plenária pelas almas dos fiéis falecidos, a fim de que, aqueles que ainda não chegaram a pátria
celeste, possam chegar. E rezemos irmãos, para que quando nos estivermos necessitando de orações,
outros rezem pela nossa purificação, a fim de que, todos possamos nos assentarmos um dia na
mesa do banquete celeste. Amém.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

1/11/2018

Dignissímo Dom Carlo Cardeal Ventresca, em nome do qual saúdo todos concelebrantes,
Digníssimo Monsenhor Marcos, Bispo auxiliar eleito desta diocese de Roma,
amados e amadas de Deus.
Estamos, nessa missa de ordenação episcopal, celebrando a Solenidade de Todos os Santos e Santas.
Na primeira leitura anunciada fomos levados ao Livro do Apocalipse, que é o livro da revelação.
São João escreve esse livro enquanto estava exilado na ilha de Patmos. O trecho relata a visão
do céu. São João vê aqueles que foram purificados no sangue do cordeiro, os que atingiram a santidade.
Irmãos, estes santos lavaram e alvejaram suas vestes no sangue do cordeiro. Como poderia suas 
vestes ficarem brancas como a neve? Na realidade, suas vestes representavam seus próprios corações,
que foram purificados no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como nos diz São Paulo em um 
trecho de seus escritos, foi no amor de Jesus Cristo que nos tornamos Filhos. Irmãos, o que nos
é apresentado na segunda leitura é basicamente isso. São João na sua carta nos fala sobre sermos 
filhos de Deus. Somos filhos mesmo sem conhecer o Pai. Só sabemos que somos sua imagem,
e capazes de sua semelhança. Só seremos semelhança de Deus quando, após a morte, nos encontrarmos
com Ele, pois aí estaremos purificados totalmente. Mas, enquanto não estamos completamente 
puros de nossos pecados, somos chamados a viver na terra, uma busca de santidade. E é isso
que os nossos irmãos e irmãs que hoje celebramos fizeram. Os santos foram como nós,
não urinavam água benta e defecavam círio pascal, eles eram exatamente como nós, tinham suas
tentações, tinham seus desejos, mas buscaram por uma vida de santidade. Irmãos, esses nossos 
intercessores junto de Jesus nos são exemplos de homens e mulheres que conseguiram viver
o que foi proposto no Evangelho desta Solenidade. Viveram as bem-aventuranças.
Irmãos, os santos foram homens e mulheres que souberam ouvir o apelo de Deus para viver as coisas
boas deste mundo. Nós que não queremos viver as coisas boas. Por isso precisamos nos lembrarmos
que somos filhos amados de Deus, que nosso coração precisa ser lavado e alvejado no Sangue
do Senhor Jesus Cristo, nosso redentor, e que para isso, para que nosso coração possa ser
purificado, nós precisamos viver purificando-o com as bem-aventuranças, até o dia em que, passando desta vida para a imortalidade, ele nos purificar completamente.
E é nesta dinâmica que Mons. Marcos hoje será elevado ao terceiro grau da ordem, o episcopado.
Monsenhor, normalmente eu me atenho a falar tanto sobre o exemplo que os bispos devem dar,
sobre doação e sinceridade. Mas hoje, lhe convido a olhar ao exemplo dos santos, sobretudo,
dos santos pastores, e seguir seus exemplos, buscar ser igual a eles. Eles eram como o senhor,
com seus medos e anseios, e alcançaram a honra dos altares. Cuide com carinho do povo que nós
o confiarmos. Como bispo auxiliar desta diocese terá muito trabalho, se esforce e conte conosco.
Que as bem-aventuranças, tão lindamente proclamadas nesta Solenidade de Todos os Santos,
e dia de vossa ordenação episcopal, penetrhem tão profundamente o ser do senhor, 
e lhe transformem em um bispo imagem do Cristo, Bom Pastor. 
Amém.