sexta-feira, 2 de novembro de 2018

2/11/2018

Estimados concelebrantes e ministros nesta Sagrada Eucaristia,
amado povo de Deus.
Estamos reunidos para celebrarmos a comemoração de todos os fiéis defuntos. Hoje não é um dia
de tristeza ou de angústia, mas é dia de celebrarmos a esperança na ressurreição. Por isso, usamos
paramentos roxos. O roxo, na Liturgia, é a cor da esperança.
Irmãos, a primeira leitura nos apresenta, na profecia de Isaías, uma prefiguração da salvação.
Ali vemos Deus que resgata seu povo e ele exulta de alegria. Exulta de alegria pois agora se encontraram
com Deus. E se encontram com Deus por meio de Jesus Cristo.
O Evangelho vem nos apresentar exatamente isso. Quem o vê, vê o Pai. Mas não é suficiente ver Jesus,
é preciso observar Jesus, observar seus mandamentos, observar a nova aliança. E a nova aliança,
firmada entre nós e o Pai, pelo Senhor Jesus, é a nossa salvação. Nossa salvação que nos conduz
a Deus. Se não fossemos salvos por Jesus estaríamos todos perdidos nas trevas do erro e da morte.
Por isso Jesus desceu do céu, para fazer a vontade do Pai, e a vontade do Pai é a nossa salvação,
é que Jesus não perdesse ninguém pelo caminho. Mas sabemos irmãos, que embora, como na
dimensão da segunda leitura, sejamos todos filhos de Deus, alguns se perdem pelo caminho.
Alguns de nossos irmãos e irmãs se afastaram completamente do caminho para os céus que é
o próprio Cristo Jesus, e estes foram condenados para a morte eterna, o inferno. Contudo, nós
que como cristãos buscamos a santidade, somos chamados a ser semelhança de Deus. Pois ainda
nem se manifestou o que seremos, nos diz São João na carta. Não se manifestou pois ainda não 
vimos a manifestação gloriosa de Jesus. E essa manifestação gloriosa se dá no fim dos tempos,
mas se dá também no fim da nossa vida, quando Ele, como justo juiz, nos julgará. 
Irmãos, refletir a morte de todos os fiéis defuntos é refletir a vida que nós temos. Não podemos
viver como se nunca fossemos morrer e nem morrer como se nunca tivéssemos vivido. Precisamos
deixar a nossa marca, e não na humanidade, mas a nossa marca numa vida de busca de santidade,
que nos levará para o céu. A nossa vida vale a pena, pois ela teve um custo alto, a morte de Deus.
Irmãos, que honremos esse grande mistério pascal, que nos dá a vida eterna. Do mesmo modo,
é o momento de rezarmos pelos nossos irmãos e irmãs falecidos, a fim de que, Deus, na sua 
infinita misericórdia, olhe para eles, e pelos nossos méritos e pelos méritos de todos os santos,
salve-os do purgatório e abra-os as portas do paraíso. Por isso, ofertemos a nossa indulgência 
plenária pelas almas dos fiéis falecidos, a fim de que, aqueles que ainda não chegaram a pátria
celeste, possam chegar. E rezemos irmãos, para que quando nos estivermos necessitando de orações,
outros rezem pela nossa purificação, a fim de que, todos possamos nos assentarmos um dia na
mesa do banquete celeste. Amém.

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