Caríssimo Dom Gabriel Romero, arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro,
Caríssimos concelebrantes,
amado povo de Deus.
Estamos reunidos para celebrarmos a Dedicação desta Igreja catedral. Na realidade, essa celebração
é ainda mais simbólica. Ela é o inicio de um novo período vivido na nossa Santa Igreja, um período
de unidade e comunhão. A primeira leitura dessa Liturgia da dedicação vai ao Livro de Neemias,
quando o sacerdote Esdras faz a leitura do livro de Deus, diante de todo o povo. Precisamos entender
o contexto dessa leitura. O povo estava voltando do exílio da Babilônia, e encontrou Jerusalém
destruída. Reparem como o Senhor é providente, na leitura deste texto hoje. Enfim, então o povo
chorava, pois sabia que havia desobedecido ao Senhor, por isso estava exilado. Mas agora, Esdras
os anuncia a alegria que estava ali naquelas escrituras. Alegria pois tinham encontrado novamente
a graça diante do Senhor, pois aquele dia era um dia consagrado ao Senhor. Irmãos, é isso que vivemos
hoje, e nesses dias. Estamos voltando a unidade total, voltando ao Habbo, a nossa Jerusalém,
saindo da escravidão das doenças do "HCismo", da sede de poder, da falsa vocação. Estamos retornando
para a nossa pátria, para a nossa terra prometida e nossa origem. Por isso, a Dedicação dessa Igreja
quer ser um momento bonito do inicio da reconstrução da nova Jerusalém, como foi no tempo de
Neemias.
Dessa forma a segunda leitura, nós vemos São Paulo que quer nos recordar que somos todos nós
membros de um único grande corpo que é a Igreja. São Paulo nos interpela, nesse contexto atual,
a nos mantermos na unidade. Vivemos tempos de tão fácil dispersão, onde podemos inventar
desculpas para dispersão, mas a verdade é que queremos nos fechar em nossas doenças. Por isso,
é o momento oportuno de nos livrarmos de tudo que era do exílio, e iniciarmos a construção desse
corpo. Assim dedicamos essa Igreja, sinal visível e externo do corpo de Cristo. Corpo de Cristo,
que na dimensão do Evangelho proclamado, deve morrer e ressuscitar em 3 dias, pois o grande
templo é o corpo do próprio Cristo. E Jesus morre e ressuscita justamente para isso: fazer novas
todas as coisas. Que saibamos viver nesse espírito de renovação e que essa Igreja, construída de pedras,
possa representar o corpo de Cristo, Igreja militante, que caminha rumo a sua pátria definitiva,
mas já construindo aqui o Reino dos céus. Amém.
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