Caríssimo Dom Angelo Lucianne, imagem do Bom Pastor para esta arquidiocese,
Querido bispo auxiliar, sacerdotes, diáconos, seminaristas,
Dom Isaac Xavie que me acompanha nesta visita,
amados e amadas de Deus.
Estamos celebrando essa missa na visita apostólica. A Primeira Leitura nos lembra que devemos ser todos discípulos de Jesus. No primeiro concílio da Igreja se discutia muito
se era preciso ser judeu para ser cristão, ou se bastava ser cristão. E essa simples discussão
era na verdade muito mais complexa do que pensamos. Na verdade essa discussão se refere
a Jesus Cristo, se ele renovou realmente todas as coisas. E sim, ele renovou. Então não é preciso
ser circuncidado para ser cristão. Mas é preciso ser circuncidado pela fé. Pensem que a circuncisão
era sinal da aliança com Deus. Então a circuncisão que nos diz o autor da primeira leitura, é a circuncisão
para a nova e eterna aliança. Mudando ainda de palavras, é aqueles que prestam culto a Deus
pelo seu Santo Espírito. Nós estamos aqui para fazer exatamente isso, prestarmos o culto a Deus
pelo seu Santo Espírito, pois é ele que leva as nossas oferendas para as mãos do Pai. São Paulo
ainda leva essa renovação vinda de Cristo a um ponto extremo, dizendo que tudo é perca
mediante a Jesus Cristo. Que bonito seria, irmãos, se todos nós tivessemos essa consciência que tudo é perda
que nada tem valor diante de Nosso Senhor. Sim, pois é ele o que vem e renova todas as coisas,
como o Bom Pastor, na dinâmica do Evangelho. Jesus é aquele que deixa todas as ovelhas e vai
atrás daquela que estava perdida. Nós somos hoje essa ovelha perdida, que precisa que o Bom Pastor
venha ao nosso encontro.
Nesse dia especial, onde visito esta dileta arquidiocese, encontro-me com a imagem do Bom Pastor aqui,
Dom Angelo Lucianne, e todo o clero. Que possam todos serem imagens do Bom Pastor,
cumprindo a nossa maior função e dever: Salvar as almas! A lei suprema da Igreja. Amém.
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