domingo, 30 de março de 2025
30.03.2025 | IV Domingo da Quaresma
quinta-feira, 27 de março de 2025
27.03.2025 | Consistório Extraordinário
27.03.2025 | Posse de Dom Haddad
Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. Eminentíssimo Dom Fernando Cardeal Haddad, amados irmãos e irmãs, o Apóstolo São Paulo nos fala que a fé chega pelo ouvido. A primeira leitura, da profecia de Jeremias, vemos Deus criticando o seu povo por ter fechado os ouvidos e não escutado a voz de Deus que os falava, sobretudo pelos profetas. E, uma vez que não ouviam, não tinham fé. Por não terem fé, esta morreu e lhes foi tirada da boca. Por isso, Jesus começa o Evangelho de hoje expulsando um demônio que era mudo. Era o demônio da mudez, da falta de fé do antigo Israel. A falta de fé daqueles que se diziam crentes, que até podiam seguir a lei, mas não o faziam com o coração. Jesus quer por de volta na boca do povo de Deus a profissão de fé. Mas, ainda assim, o povo compara Jesus ao princípe dos demônios, Belzebu e lhe pede um sinal do céu. Sinal este, que não é dado. E mesmo quando foi dado, mesmo com os inúmeros sinais realizados por Jesus, muitos ainda assim lhe fecharam o coração. É daí que vem as divisões. Jesus sabia que a consequência de sua missão era união com o Pai, mas a divisão com todos aqueles que não aderissem o seu projeto. O seu projeto é o Reino de Deus. O que Jesus está dizendo é como se fosse: vejam, eu vos dei os sinais do Reino de Deus, quem acreditar nisso, venha comigo, quem não acreditar, está indo contra este Reino. Deus nos concede, amados irmãos e irmãs, a liberdade de crer ou não no seu Reino. Este Reino que já está entre nós, dentro de nós, e encarnado na pessoa de Jesus Cristo, como nos afirmava Orígenes. Mas, este Reino que ainda não é pleno aqui, pois não é deste mundo, como diz Jesus na Paixão segundo João. Fato é, amados irmãos e irmãs, que o dedo de Deus já traz esse Reino e nos dá a graça de participar dele, se ouvirmos sua voz, professarmos a fé com a boca e com a vida, fazendo de nós próprios sinais do céu e sua presença entre os homens e mulheres.
quarta-feira, 26 de março de 2025
26.03.25 | Audiência com o Colégio Episcopal
terça-feira, 25 de março de 2025
25.03.2025 | Solenidade da Anunciação do Senhor
domingo, 23 de março de 2025
23.03.2025 | III Domingo da Quaresma
quarta-feira, 19 de março de 2025
19.03.2025 | Missa de início do ministério petrino
terça-feira, 18 de março de 2025
18.03.2025 | Missa pro Ecclesia
segunda-feira, 17 de março de 2025
17.03.2025 | Missa pro eligendo
Eminentíssimos senhores cardeais, os quais saúdo em nome de Dom Fernando Haddad, Vice-Decano, excelentíssimos senhores bispos, reverendíssimos presbíteros e diáconos, leigos e leigas, toda a Igreja de Cristo que saúdo em nome de Dom Raul Cardeal Steiner, nosso Camerlengo, "motivados pelo amor queremos ater-nos à verdade e crescer em tudo até atingirmos aquele que é a Cabeça, Cristo.". Este versículo da carta de São Paulo aos Efésios deve dar a tônica desta Missa pro eligendo Romano Pontifice, bem como do conclave que se se seguirá. SOMOS MOTIVADOS PELO AMOR: A Igreja que nasce do lado aberto do seu Divino Redentor, Jesus Cristo, quando ele expira o Espírito, quando seu lado jorram sangue e água, nasce do coração do próprio Deus, nasce de seu amor. Porque o Filho que se entrega a morte, e estamos nos preparando nesta quaresma para celebrar este mistério na Páscoa, não se entrega por mera consequência dos pecados, mas, num ato de amor, pois "tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.". O fator determinante da Igreja, o fator determinante da História da Salvação, é o amor. Parece-nos tão batido, tão repetitivo falarmos da experiência do amor, que tantas vezes tangenciamos este tema central da nossa fé. E, para São Paulo, na carta aos Efésios, a nossa ministerialidade depende da motivação pelo amor. Cristo que nos instituiu para os ministérios a fim de edifcarmos o seu Corpo, que nos conduz à verdade que é Ele próprio, foi alguém que cumpriu sua missão, seu ministério no amor. Por isso, só cumpriremos a nossa missão, só concretizamos o nosso ministério no amor. Se não exercemos no amor, motivados pelo amor, tudo aquilo que fizermos permanecerá sem frutos, permanecerá seco, não terá sentido. Jesus no Evangelho, na cena da última ceia, diz: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor.". Só é capaz de permanecer na missão, irmãos e irmãs, quem permanece no amor. Se hoje a nossa Igreja lamenta a falta de compromisso, a baixa de clérigos, bem como a baixa do próprio Hotel, é porque antes esteve em baixa o amor. Faltou-nos por primeiro, a tantos daqueles que por aqui passaram, o amor pela nossa Igreja. E a falta do amor faz com que nós nos tornemos funcionários do sagrado e da Igreja façamos da Igreja uma estrutura aos nossos gostos, aos nossos moldes, do nosso jeitinho. Se hoje nos falta motivação, é porque nos falta amor. Precisamos, também, ser guiados pelo amor, guiados por alguém que ama a nossa Igreja. E seremos guiados para onde? PARA CRESCER EM TUDO ATÉ ATINGIRMOS AQUELE QUE É A CABEÇA, CRISTO. Àquele sobre o qual repousa o Espírito do Senhor é a nossa meta. Nossa meta é sermos como Cristo. O amor nos impele a sermos como Cristo. O próprio Jesus no Evangelho nos dá o mandamento do amor "amai-vos uns aos outros". Esta noite elegeremos um papa, se Deus quiser, para ser imagem do Cristo-Cabeça, que governa e deve governar a Igreja no amor, em autêntico espírito de caridade. Santa Teresa de Lisieux em sua célebre frase "Dans le cœur de l’Eglise, je serai l’Amour", "No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor", evoca para nós nesta noite uma autêntica interpretação da nossa liturgia. Precisamos ser, na Igreja, amor. Que Maria, nossa mãe e mãe da Igreja, mãe do amor, nos ensine faça entender que ou amaremos a Igreja e seremos nela o amor, ou estamos destinando a Igreja a ser nada.
sexta-feira, 14 de março de 2025
Eminentíssimos senhores cardeais, como já foi transmitido aos senhores na manhã de ontem nossas pautas de hoje são: “Qual deve ser o perfil do próximo pontificado?" e "Como a Igreja do Habbo Hotel deve agir diante das cismas dos outros hotéis que cada dia mais levam nossos membros?”. Fará a secretaria desta Congregação o nosso Vice-Decano, Dom Fernando Cardeal Haddad.
Diante dessas duas pautas quero eu mesmo iniciar a reflexão apontando para como é complexa a reflexão deste momento. Deveríamos eleger um papa mais experiente ou alguém que traga novidade? Com o fim do pontificado do Papa Lucas IV, podemos pensar que alguém com mais experiência pode já saber colocar as coisas no trilhos, ao mesmo tempo pode ser desmotivador por ser mais do mesmo. Alguém novo é capaz de movimentar, mesmo que terá de lidar com as frustraçõe próprias de um pontificado e aceitar que sua condição não é de um sabe tudo que fará tudo sozinho, com toda a dificuldade de um primeiro pontificado, o que Lucas IV não conseguiu lidar. O papa terá que lidar com a baixa do clero e do próprio Hotel, isto é fato. Vejo no que foi falado na última quinta-feira colocações interessantes para a movimentação eclesial, principalmente no que se refere ao pagamento do clero. Tema esse, porém, que eu também vejo com certa dualidade: por um lado, anima, sem dúvidas, mas, por outro, nos coloca no mesmo nível dos RPG´s. Creio, ainda, que o papa terá que lidar com a nossa velhice e ter a capacidade de tornar mais ôrganica a nossa Igreja, envolvendo a todos. As dioceses precisarão voltar a ser arquidioceses, ao meu ver, para promover uma estrutura maior, mesmo que mais difícil de se manter. Um curso para os bispos se torna cada vez mais indispensável.
terça-feira, 11 de março de 2025
12.03.2025 | Despedida Lucas IV
Santo Padre, apenas quarenta e dois dias se passaram desde que na praça que está diante desta Basílica, vossa santidade apontou para a Igreja com o nome de Lucas IV e hoje rendemos graças a Deus por este pontificado, que em sua brevidade foi capaz de corresponder com os compromissos assumidos no próprio início. Não acho justo e nem suficiente, santidade, comparar o final de nenhum pontificado a João Batista que diz que não é ele quem deveria vir. Penso, justamente o contrário: cada papa está para o seu tempo. O papa é aquilo que a Igreja precisa para àquele momento mediante a sua possibilidade. Nenhum pontificado está para preparar o caminho para um sucessor, mas, está para exercer o seu ministério de sucessor de Pedro com beleza e seriedade. Por isso, não quero lhe associar a imagem do último dos profetas, mas, ao profeta que gritou na liturgia deste dia: Jonas. Foi um longo processo para Deus formar Jonas para que ele chegue a Nínive. O profeta tenta fugir, vai para o outro lado, murmura contra Deus, pois não estava ainda pronto para assumir a missão. E, assim também foi com vossa santidade. Não é um clérigo recém chegado na Igreja, mas, um homem experimentado com muitos anos de vida apostólica, sendo preparado não por algum de nós, mas, pelo próprio Deus. Os percalços do caminho vieram, sem dúvidas com muito menos murmuração do que com Jonas, mas aconteceram. Porém, quando Jonas chegou a Nínive, para onde Deus tinha lhe enviado, e quando vossa santidade assumiu a cátedra, para onde Deus tinha lhe guiado, ambos perceberam que a obra não é do profeta, não é do papa, não é do homem: a obra é de Deus. Àquela cidade que deveria ser percorrida em três dias e foi percorrida em um. Esse pontificado poderia tem um percurso maior a ser feito, mas quarenta e dois dias foram o suficiente para cumprir com a sua missão. Por quê? Porque se a obra fosse de vossa santidade certamente não se cumpriria. Não pelas vossas capacidades, que tão bem conhecemos, mas, porque a obra não lhe percente. A obra é de Deus. Este é, também, o sinal do Evangelho de hoje: a obra de Deus é a conversão. E a conversão foi promovida por vossa santidade em nossa Igreja. Uma conversão de corações. Deste modo, mesmo diante da dificuldade dos instrumentos, a obra de Deus aconteceu e continuará a acontecer. Que este capítulo da nossa história seja sempre visto com beleza, Santo Padre. E que o senhor seja recompensado por ter sido instrumento da ação de Deus em nossa Igreja. Nossa ação de graças ao Senhor é pelo senhor. Obrigado!