quarta-feira, 28 de abril de 2021
28.04.2021 - Ordenação Episcopal do Mons. Junior Assis
terça-feira, 27 de abril de 2021
27.04.2021 - Missa com os Franciscanos
Irmãos, a Palavra do Senhor precisa ser anunciada. Urge em nossos tempos essa necessidade, tão forte quanto na era apostólica, que os que ainda não conhecem recebam a Palavra de Deus. Mas, não só isso. Agora é preciso, também, catequisar os cristãos. São Francisco de Assis, nos seus tempos, também entendeu essa necessidade do anúncio. É claro que o anúncio, para o santo de Assis, era muito mais pelo exemplo do que pelas palavras. Porém, ele próprio compreende que é preciso ir, é preciso evangelizar. E mesmo que ele não quisesse que seus freis mendicantes fossem pregadores, acolheu Antônio de Lisboa, ou de Pádua, que foi um exímio pregador, cujo santo a língua nem se corrompeu. Oxalá pudéssemos supor que isso acontecerá também conosco. E, de fato, nos aproximaremos destes grandes pregadores pela vida e pela Palavra. Foi exatamente isso que ouvimos na primeira leitura, irmãos. São Barnabé passa anunciando a Palavra, e Deus vai com ele, com sua mão poderosa. Deus permanece, irmãos, com os que anunciam a sua Palavra. Pois não tem como falar do que o coração vazio. Só podemos anunciar a Deus se estamos com Ele. Franciscanos, sejam anunciadores! Que vossa palavra e vosso exemplo nos remetam a Jesus Cristo. Quando precisamos disso em nossos tempos. Não se esqueçam o que vosso seráfico Pai disse quando soube do martírio dos seus frades: "agora posso dizer com verdade que tenho cinco verdadeiros frades menores". Os frades, provavelmente, foram super caridosos em sua missão e exalaram o odor do próprio Cristo. E por isso foram martirizados. O jeito de Jesus Cristo é incomodo para todos os tempos e todos àqueles que com tanta ânsia de poder. Tenham, queridos irmãos, as feições do próprio Jesus. Nós ouvimos no Ato dos Apóstolos que em Antioquia os discípulos receberam pela primeira vez o nome de Jesus. Sim, irmãos, o jeito que os discípulos viviam era diferente a ponto deles serem reconhecidos como outros Cristos. Vejam que exemplo bonito! Temos que ser como o próprio Cristo e atrairmos a todos pelo anúncio do Reino e o testemunho de vida. Insisto muito nisso para vocês, pois considero que deveis ser exemplo para toda a Igreja. Numa Igreja onde o individualismo, a preguiça, o carreirismo, a mediocridade está sempre presente, esperamos de vocês a fraternidade, o esforço, o desapego e uma alta medida. Queremos olhar para vocês e lembrar daquele cântico: Canta Francisco... Canta novo sonho, sonho de esperança, que a liberdade vai chegar! E qual é, irmãos, o nosso maior sonho, a nossa maior esperança, a nossa verdadeira liberdade, senão Cristo Jesus?
27.04.2021 - Audiência Geral
“O que está acontecendo hoje?”
Este questionamento de um
autor desconhecido, de uma homilia no grande sábado santo, leva a uma profunda
reflexão sobre a descida de Cristo à mansão dos mortos. O amor de Cristo não se
encerra quando todo seu sangue se esgota. Seu serviço e entrega permanecem até
enquanto morto.
Na véspera da sexta-feira
Jesus se reuniu com os discípulos para a ceia. Nela, o Mestre realiza o lava-pés
e a fração do pão, manifestando sua entrega. O primeiro não é um ato de simples
humildade, mas, representação da sua morte. A morte seria o ato maior de serviço
do Messias pela humanidade. Vemos Jesus dizendo a Pedro que se Ele não morresse
por Pedro, se não entregasse sua vida, homem algum tomaria parte na vida de
Cristo. O segundo momento é sua entrega litúrgica, quando os alimenta com seu
próprio corpo e sangue. Mais tarde naquela sexta-feira, com o sol já estando no
céu, Jesus se entrega historicamente. Ao mesmo tempo que os cordeiros dos
judeus eram sacrificados, no altar da cruz, o Cordeiro de Deus se dava em
sacrifício. Não mais o sangue dos cordeiros precisaria ser passado no batente
das portas. Pois, a própria cruz, na qual estava crucificado o Filho de Deus,
estava encharcada do sangue do verdadeiro Cordeiro. No alto da cruz vemos o
“Deus santo, Deus forte, Deus imortal”. O Deus santo foi crucificado como
malfeitor. O Deus forte em fraqueza. O Deus imortal dilacerado pela morte.
Naquela tarde, o Filho entrega
seu Espírito ao Pai. Entrega ao Pai aquilo que era entre eles o vínculo de
amor. Jesus já havia se esvaziado do ser igual a Deus, embora não o houvesse
deixado de ser. Mas foi preciso que Deus experimentasse a morte na pessoa do
Filho, superando e abraçando todas as pessoas humanas, tornando possível o
sacrifício redentor por todos (cf. CIC 616). O Evangelista São João narra a
entrega do Espírito quando Jesus inclina a cabeça, prenunciando, assim, o envio
do Espírito Santo sobre a sua Igreja. Ele entrega tudo aquilo que ainda tinha e
experimenta com toda a humanidade, que estava sem o Espírito de Deus, a morte. O
Pai sente a morte do Filho e o Filho, o distanciamento do Pai. Há uma dor no
coração da Santíssima Trindade.
Deus Filho também não impediu
a morte de separar a alma do corpo segundo a ordem necessária à natureza. Porém,
a única pessoa de Cristo não foi dividida em duas pessoas. O corpo e a alma de
Cristo existiram da mesma forma desde o início e ficaram cada um com a mesma e
única pessoa do Verbo. A morte de Cristo foi verdadeira enquanto colocar fim à
sua existência humana terrestre. Contudo, “não era possível que a morte o
retivesse em seu poder” (At 2,24).
Pouco ou quase nada se fala
nas escrituras sobre a descida de Cristo aos infernos. Mas, professamos no
símbolo da fé que Ele, morto, desceu à mansão dos mortos. Neste contexto os
infernos, a mansão dos mortos, o sheol, o hades, são a mesma coisa. É o lugar
onde os mortos, bons ou maus, aguardavam a vinda do Cristo Salvador. Cristo
desce ao sheol para proclamar o Evangelho aos que ali eram prisioneiros. Dali,
daquele lugar de ausência de Deus, Ele vai resgatar os justos que o haviam
precedido (cf. CIC 633). Ali, Cristo vence o Diabo, libertando os justos e
anunciando o Evangelho. Ele passa a deter a chave do hades (Ap 1,18) e até ali,
diante do seu nome, todos os joelhos se dobrarão (cf. Fl 2,10), pois, até ali,
sua salvação chegou.
Retornamos à antiga homilia do
grande sábado santo, do século IV, que tão bem narra o evento da descida de
Cristo à mansão dos mortos. No texto, Cristo vai primeiramente em busca de Adão
e Eva, Ele entra ao encontro deles levando a arma da cruz vitoriosa. Num
belíssimo discurso, diz:
“Acorda,
tu que dormes, levanta dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu
Deus, que por tua causa me tornei teu filho [...] Eu te ordeno: Acorda, tu que
dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te,
obra de minhas mãos; eu sou a vida dos mortos. [...] Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu
filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que
habito no mais alto dos céus, desci à Terra, e fui mesmo sepultado abaixo da
terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre
os mortos. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a
lança que estava voltada contra ti. Levanta-te, vamos daqui. [...] Está
preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, constituído
o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos
adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado
para ti desde toda a eternidade”.
Nestes trechos, de modo
especial, vemos a explicação da própria descida de Jesus aos infernos. Por amor
a todos os que o precederam e a toda humanidade, que Jesus desceu à mansão dos
mortos. Naquele dia de silêncio, onde tudo parecia trevas no mundo dos vivos,
na verdade, o Cristo estava debaixo da terra, para ali também realizar sua ação
de salvação. É o momento de todos participarem do Banquete do Cordeiro na vida
eterna. A humanidade não foi criada para a morte. É claro que morreríamos de
qualquer modo, mas essa morte como a incerteza que conhecemos não era dos
planos de Deus. Cristo se abandona entre os mortos para dar a todos os que
seguem os seus caminhos, a certeza da ressurreição.
Tendo chegado a kenosis de
Jesus até a mansão dos mortos, e ali tendo vencido, na madrugada do primeiro
dia da semana, rompe a morte e dos infernos ressuscita vitorioso. Ele passa o
mar da morte e sai do outro lado. A vida tem a palavra final.
O amor de Jesus pela
humanidade foi tão grande que devia recair sobre todos os tempos. Por isso na
ceia ele institui a Eucaristia para os tempos futuros e agora desce para salvar
os que viveram no passado. A graça transbordante e inesgotável do Cristo chega
a toda criatura. Se Cristo rompeu todas as barreiras por amor, quem nos
separará do amor de Deus?
domingo, 25 de abril de 2021
25.04.2021 - IV Domingo da Páscoa e Ordenações Episcopais
Irmãos, neste IV Domingo da Páscoa, celebramos o Domingo do Bom Pastor. E hoje nos reunimos nesta basílica para ordenamos no terceiro grau da Ordem, a plenitude da Ordem, os nossos irmãos Júlio Oliver e Nadson Paixão. A liturgia deste domingo, nos três ciclos litúrgicos dominicais, nos remetem que somos as ovelhas do Senhor, sempre com base em diferentes trechos do décimo capítulo do Evangelho de São João. No ano A, ele é a porta do redil, por Ele devemos entrar. No ano C, Jesus é aquele que dá a vida eterna às ovelhas. Neste ano B, Jesus é o Bom Pastor que se entrega livremente pelas ovelhas. Júlio e Nadson, é a este Cristo que hoje vos configuramos de modo ainda mais perfeito pela Ordenação Episcopal. Tornando-vos sucessores dos apóstolos, queridos filhos, deveis vos configurar ao Cristo Bom Pastor, a aquele que dá a vida por suas ovelhas. E não só dar a vida, mas, dá-la livremente. Foi na liberdade que Jesus deu a vida por nossa Salvação. Quem serve a Cristo, quem é cristão, deve, também, dar a vida livremente. É preciso desgastar-se, irmãos. É muito forte pensar que devemos dar a vida pelas ovelhas. Nós bispos, devemos dar a vida pelos que nos foram confiados, e do mesmo modo os presbíteros. Mas essa não é uma missão exclusivamente dos clérigos. Todos os membros da Igreja devem se esforçar para reunir os homens e mulheres sob o cajado daquele que é o supremo e Bom Pastor, Jesus Cristo. Isso se dá porque, como nos recorda São João na sua carta, somos Filhos de Deus. E, como filhos, devemos convidar a todos a se tornarem também filhos, também verem a manifestação de Jesus Cristo. Irmãos, o cajado que nos reúne no Senhor é sua a cruz, cruz crucificado e Ressuscitado, cruz que unindo-se ao corpo do Senhor une a todos nós. Monsenhores Júlio e Nadson, como Franciscanos que sois, vos lembro que deveis permanecer firmes a este carisma, sendo chefes e ao mesmo tempo servos do povo santo. Realizando assim vosso ministério, ele será frutífero. Não percam vossa essência. Vós recebereis o báculo, o vosso cajado. Ele traz no seu topo uma curvatura por dois motivos. Em primeiro lugar, ela recorda a limitação de vosso poder e vossa obediência ao Romano Pontifice. Em segundo lugar, ela é usada para arrebanhar as ovelhas de Cristo. Vocês, como bispos, devem arrebanhar as pessoas, de modo integral, para o redil do Senhor. E devem, de modo particular, arrebanhar os presbíteros, diáconos e seminaristas. Estes que tantas vezes se perdem e se desviam, sob vossa tutela, devem retornar para o Caminho, para o serviço. Por isso, no espírito do Sínodo que celebraremos, a Igreja espera que vocês, Júlio e Nadson e, também, todos os bispos, sejam agentes na formação presbiteral, tanto nos seminários como na formação permanente, e que sejais de tal modo exemplo, que, ao ouvir a voz dos senhores, os vossos súditos ouçam a voz do próprio supremo e Bom Pastor. Quando acaba a eletrecidade, nós chamamos os outros e nos guiamos por sua voz. Assim também deve ser, irmãos, a nossa relação com Jesus. Deixemos que sua voz nos guie, caminhemos por seus caminhos, ele nos levará a verdes pastos. Confiemos em Jesus, irmãos, pois Ele é nosso pastor e não nos abandona. Ele teve a coragem de dar sua vida por nós e a força de retomar a sua vida para nos dar a vida. Os homens o rejeitaram, mas Ele é a pedra que nos une. Ele é a pedra que nos une como Igreja e é a nossa unidade com o Pai. Por isso, Monsenhores Júlio e Nadson, irmãos todos aqui reunidos, anunciamos o nome de Jesus Cristo acima de tudo e louvemos esse nome, pois como nos recorda São Pedro: não há outro nome pelo qual sejamos salvos.
sexta-feira, 16 de abril de 2021
15.04.2021
Irmãos, que bonito o texto da primeira leitura de hoje. Gamaliel era mestre da lei. Ele tem coragem e ousadia de levantar-se para defender os apóstolos. Se não fosse Gamaliel, possivelmente as perseguições dos judeus contra os cristãos teriam sido ainda mais intensas e, talvez, o cristianismo nem mesmo subsistisse para depois enfrentar o império Romano. Mas, na boca de Gamaliel, Deus põe a defesa de seu povo. Gamaliel recorda que os judeus corriam o risco de estarem perseguindo algo que era de Deus. E como ele estava certo. Era de Deus e por isso persistiu. Irmãos, eis a Igreja de Cristo que persiste através dos tempos, pois é Divina. Combatamos, mas não temamos os cismáticos, modernistas, tradicionalistas e hereges, que roubam a alma, dizem-se a verdadeira Igreja, pois não persistirão. Ao longo da história muitos tentaram ir contra a Igreja de Jesus Cristo, irmãos, contra a Igreja Católica Apostólica Romana. Mas, sempre, sempre, sempre, a Igreja prevalece, permanece vitoriosa. Mesmo que diante as aparências pareçamos estar perdendo as lutas e as batalhas, a verdade é que estamos vencendo. Somos a Igreja do Crucificado e Ressuscitado, que, parecendo ser fracassada, é, na verdade, vitoriosa. Somos a Igreja que persiste através dos séculos, graças a verdadeira Tradição (com T maiúsculo), o Magistério e a Escritura. E aí está a presença de Deus em nosso meio. A Igreja é o Corpo de Cristo em meio ao mundo e nada poderá derrotar-nos, enquanto permanecermos com Cristo, atentos ao sopro do Espírito Santo, nos deixando ir pelos caminhos de Cristo. Felizes seremos quando perseguidos, como os Apóstolos. Pois é aí, quando perseguidos, e saindo vitoriosos, nos unindo a nosso Divino Mestre, que percebemos e sentimos que Deus está conosco.
quarta-feira, 14 de abril de 2021
14.04.2021 - Catequese
14.04.2021 - Missa em São Paulo fora dos Muros
Irmãos, a raiva que o mundo tem contra nós não nos limita. Ouvimos no Atos dos Apóstolos os discípulos que, presos, são libertados pelo próprio Senhor, para podermos anunciar a Jesus Cristo. Esse trecho dos Atos nos reporta a tudo que vivemos em nossa sociedade atual. O mundo continua não conseguindo ouvir a Palavra de Jesus. Pois a Palavra é uma Palavra incomoda. Jesus Cristo incomoda. Incomoda pois não segue os nossos planos e sonhos, não segue as leis do mundo. Pelo contrário, Jesus Cristo caminha no sentido oposto. Enquanto muitos procuram distanciar-se de Deus, o caminho de Jesus é um caminho para o Pai. Enquanto muitos pregam a lei pela própria lei, Jesus diz que a lei é o amor. Esse caminho, esse percurso de Jesus, é uma subversão total não apenas de um sistema político e religioso onde estavam inseridos os judeus, mas, também uma subversão com as ideias e os paradigmas dos homens. Os discípulos anunciaram essas ideias e foram presos por isso. Mas, Deus os libertou. E os libertou dessas cadeias para que eles sejam fiéis anunciadores, testemunhas, da graça e ação de Deus. O projeto de Jesus, ou melhor, a pessoa de Jesus (já que confundem-se pessoa e projeto), é anunciado ao povo no templo e conquista o coração daquelas pessoas, de modo que os servos dos sacerdotes tinham medo de ser agressivos com os discípulos e o povo ser agressivo com eles. Os discípulos, isto é, o próprio Cristo, já tinha conquistado aqueles corações. E nós? Estamos aceitando prisões por anunciar a Jesus Cristo? Estamos fazendo com que os outros também se apaixonem por Jesus ou os estamos distanciando de nosso Senhor? Pois é, irmãos, nós precisamos aproximar os outros da luz que é Jesus e não distancia-los. Mas, o que estamos fazendo com nossa vida e testemunho? Estamos crendo e confiando, verdadeiramente em Jesus ou estamos nos condenando? Estamos pecando e achando que escondemos algo de Deus? Estamos preferindo as trevas ou a luz? Qual é a meta de nossa vida? Para onde estamos caminhando?
Que nossas angústias e dúvidas, nossos medos e anseios, sejam transformados pelo Senhor. E que possamos agora nos aproximar dele, da Luz, da Palavra encarnada, que se dará a nós pela Eucaristia. Façamos o nosso ofertório.
segunda-feira, 12 de abril de 2021
12.04.2021 - Comemoração do primeiro mês do pontificado
Para onde vamos? Essa é grande dúvida que urge no coração de cada pessoa humana diante das situações mais difíceis e complexas de sua existência. Sempre estamos nos perguntando sobre os rumos que estamos tomando, os caminhos que estamos seguindo. Jesus, no Evangelho que acabamos de ouvir, diz a Nicodemos para onde estamos indo: para onde o Espírito nos guiar. O Espírito sopra e é um vento que nos conduz por estradas desconhecidas. Eu não pensava que, hoje, estaria sentado nessa cátedra de São Pedro. Não acreditava que a Divina Providência me concederia tal serviço. Porém, aqui estou. E assim, irmãos, é na vida de cada um de nós. Não sabemos para onde estamos caminhando. É claro que Deus faz seus planos para nós. Mas, nós, precisamos ir tentando acertar quais são esses planos. Precisamos ir procurando, examinando, pra saber por qual caminho seguir. Assim fez a comunidade dos primeiros cristãos. E o caminho para os quais foram levados foi o caminho da perseguição e do martírio. Irmãos, parece crueldade que o Espírito os tenha conduzido por esse caminho. Mas, era necessário que fosse desse modo. Era preciso que eles testemunhassem com a própria vida a verdade que hoje professamos com amor: Cristo Jesus Ressuscitou! Contudo, sabemos que esses caminhos de Deus são caminhos desconhecidos. Podemos, sim, tentar entendê-los, mas, somos incapazes de compreender completamente. Deus vai sim revelando aos poucos para nós. É por isso, irmãos, que nos importa viver o presente, o aqui e agora, e fazermos desse momento, desse dia, desse minuto, um dia na vontade do Senhor, no caminho do Senhor, indo para onde ele nos enviar.
Rendamos graças a Deus neste dia por esse primeiro mês de meu ministério como Bispo de Roma e pontífice da Igreja Universal e façamos de nossa vida uma oblação no altar de Deus, com nosso ofertório.
domingo, 11 de abril de 2021
11.04.2021 - Segundo Domingo da Páscoa
Irmãos, celebramos o segundo Domingo da Páscoa; Domingo "in albis"; Domingo na Oitava da Páscoa; a Festa da Divina Misericórdia. Essa celebração já foi preparada há tempos pelo Senhor para ser a festa de sua misericórdia. Mesmo antes do Concílio Vaticano II a liturgia desta celebração é ligada a Divina Misericórdia, pois já traziam a mesma epístola e Evangelho que ouvimos. É o próprio Senhor que foi preparando esse dia para ser a Festa da sua misericórdia. E é isso que hoje celebramos. Celebramos o lado aberto do nosso Redentor, de onde jorram para nós sangue e água, Eucaristia e Batismo. E essas fontes de misericórdia, uma vez abertas há 9 dias, com a Paixão do Senhor, não cessam mais de jorrar para nós. Por isso São João na sua primeira carta nos recorda que é confiando nessa fonte de misericórdia que nós vencemos o mundo, isto é, que alcançamos a vida em Cristo. De fato, é pela experiência do Batismo que nos tornamos filhos do Pai e irmãos de Jesus Cristo, nos tornando participantes da sua mesa, de seu altar, do banquete eterno que já vivenciamos na Terra. Os apóstolos já faziam essa experiência Eucarística. No domingo da Páscoa o próprio Senhor já se põe no meio deles e sopra sobre eles o Espírito Santo. Cristo sopra sobre Eles o seu próprio Espírito, aquilo que o ligava com o Pai Eterno agora também liga os discípulos. Esse era o primeiro dia da semana, o Domingo da Páscoa, aquela semana passa e chegamos ao dia de hoje. Os discípulos provavelmente se reuniam para celebrar a Eucaristia quando o próprio Senhor entra, sopra novamente a paz, e permite ser tocado pelos discípulos, por Tomé que não estava ali e que não acreditara no testemunho dos irmãos. Irmãos, Jesus também sabia que não acreditaríamos no testemunho apenas, por isso, ele próprio se faz pão e se deixa ser tocado por nós. Nos sacramentos, sua misericórdia continua chegando até nós e, de modo especial na Eucaristia, Ele continua nos tocando. A maior misericórdia, a maior graça, não é Tomé tocar em Cristo, mas Cristo tocar nele. É a misericórdia de Cristo que alcança a Tomé e que hoje alcança a cada um de nós. É no encontro de nossas misérias com a sua misericórdia que acontece o grande milagre do amor. E esse amor se torna caridade e unidade, como era a comunidade dos primeiros cristãos. Foi com sua atenção ao amor a Deus que Santa Faustina Kowalska pode ouvir a Cristo Jesus e escrever seu diário, narrar seus encontros místicos com Jesus. Estes que a Igreja confirmou, pois Jesus não dizia nada de novo, apenas ajudava na interpretação daquilo que já era revelado. São João Paulo II, instituindo esse domingo como Festa da Divina Misericórdia nos convida a uma experiência Pascal com a Misericórdia, com o amor de nosso Deus. Façamos essa experiência e permitamos que nossa vida seja transformada em Cristo Jesus Ressuscitado, que jorra para nós a sua eterna e infinita misericórdia.
Cristo Ressuscitou. Aleluia!
Verdadeiramente Ressuscitou. Aleluia!
quarta-feira, 7 de abril de 2021
07.04.2021 - Convocação do Congresso Eucarístico Internacional
terça-feira, 6 de abril de 2021
06.04.2021 - Bênção Urbi et Orbi
Irmãos, nós agora podemos ver a Deus. Quando Jesus morre na cruz a cortina do santuário se rasga de alto a baixo. No templo de Jerusalém havia um lugar sagrado: o santo dos santos. Ali era o lugar da presença de Deus. Outrora estava ali a arca da aliança. Mas, depois do exílio, a arca se perdeu. Ainda sim o santo dos santos era o lugar da presença de Deus, onde acreditava-se que Deus descia e ficava presente. Então, para separar profano e sagrado, havia um véu. Esse véu porém se rasgou. Não há mais uma separação entre Deus e seu povo. Pelo contrário, o Ressuscitado nos une mais plenamente em Deus. Nossa carne foi glorificada com a ressurreição de Jesus Cristo. Não precisamos mais nos separar de Deus, podemos nos unir eternamente a Ele. Irmãos e irmãs, de todas as classes, raças, línguas e nações, o Ressuscitado vive entre nós. Não há mais razões para divisões. Em Cristo Ressuscitado somos um só corpo. Tudo se renova na Páscoa de Jesus Cristo. As nossas diferenças ficaram para trás. Somos um só povo dos batizados. E em todos os batizados está uma realidade comum que é o Espírito Santo. É este Espírito que o Ressuscitado nos enviou e que nos fortalece. É a partir da presença do Espírito que nós somos capazes de reconhecer a presença de Jesus na Eucaristia, mas, também, nos outros sacramentos, na Palavra anunciada e nos irmãos e irmãs. Que o Ressuscitado sopre sobre nós este Espírito e renove toda a face da terra.
Feliz Páscoa a todos!
domingo, 4 de abril de 2021
04.04.2021 - Domingo da Páscoa
Irmãos, hoje é dia de alegria. Alegria pois estamos no dia da Ressurreição. Embora a Vigília Pascal seja a missa por excelência da Páscoa, nós continuamos com essa mesma alegria por toda a oitava pascal. Em nossos dias muitas situações parecem querer romper com essa alegria. Mas, nós, ressuscitamos com Cristo. A experiência pascal deve ser concreta na nossa vida. Pois a Páscoa de Cristo é a nossa Páscoa. Nós a experimentamos, em primeiro lugar, na solene Liturgia. Mas deve ser transferida da liturgia para a vida. Nossa existência deve ser completamente renovada e restaurada em Cristo Jesus. É uma vida sempre nova. É claro que os velhos hábitos vão continuar nos tentando. Mas, retornando sempre a esse momento Pascal, tomaremos forças para nos levantar novamente. A primeira leitura nos mostra no texto de São Lucas, nos Atos dos Apóstolos, o modo como os primeiros cristãos faziam esse anúncio do Ressuscitado. Irmãos, o que nos comprova acima de tudo que Jesus ressuscitou é o testemunho desses homens. Mas, não apenas deles, como de muitos que vieram depois. E sabemos que esse testemunho é verdadeiro justamente porque eles morreram por realizar esse anúncio. Quem se entregaria a morte por uma mentira? Pelo contrário, o martírio deles e de tantos homens que vieram depois deles nos reforçam que, de fato, o Senhor está vivo, ressuscitado. Logo mais, na oração eucarística, vamos lembrar de tantos santos que acreditaram nesse Jesus ressuscitado e, por isso, alcançaram a santidade. Nossos nomes poderão estar, um dia, inseridos ali. Não estar inseridos naquela lista e talvez nem mesmo na lista dos canonizados, mas podemos ser contados entre os santos, entre aqueles que estão com Deus. A ressurreição de Jesus foi a alegria e ressurreição de cada um desses santos irmãos. Por que não pode ser a nossa? Mas, para isso, precisamos fazer a experiência do Ressuscitado. E a experiência do Ressuscitado é sempre comunitária. Não só comunitária, se faz na Igreja. Percebam que Pedro e João correm ao Sepulcro. Porém, João espera Pedro entrar. Ele espera Pedro pois sabe que deve se submeter a autoridade do príncipe dos Apóstolos. Hoje muitos não querem se submeter a autoridade do sucessor de Pedro, o Santo Padre, o papa. Estes escolhem outros caminhos. Mas, até o discípulo amado se submeteu a autoridade de Pedro. A Igreja foi desde sua origem hierárquica. E quando Pedro entra, João entra também e acredita. João nos mostra que só podemos fazer a verdadeira experiência do Ressuscitado dentro da Igreja. De modo contrário, podemos até fazer um pouco dessa experiência, mas, o verdadeiro e profundo encontro com Jesus está na Igreja. Por isso, a profunda liturgia Pascal foi e vai continuar a ser a nossa força renovadora. É nela que como Igreja nos reunimos, vemos, nos alegramos e podemos dizer:
Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!
sábado, 3 de abril de 2021
03.04.2021 - Vigília Pascal na Noite Santa
Irmãos, a vida é vitoriosa para sempre. Cristo venceu a morte e ressurgiu vitorioso. Essa é a noite da nossa vitória. A morte não pode detê-lo. Cristo, nessa noite santíssima, mata a própria morte, se torna a ruína do inferno. Pois o demônio, a morte, já não nos tem mais. Eles foram derrotados e, no combate entre vida e morte, a vida saiu vitoriosa. Jesus realizou toda a sua passagem, entrando na morte e agora a vencendo, nos dando essa nova e eterna Páscoa. Essa noite do Domingo da Páscoa, é, para nós, irmãos, a noite mais importante do que todas as noites. Nessa mãe de todas as vigílias temos uma certeza: estamos na noite em que Cristo ressuscitou! Com sua Ressurreição, irmãos, ele nos garantiu tantas vitórias: vitória sobre o pecado, vitória sobre a dor, sobre o mal, sobre a angústia, sobre todas as realidades que nos afastam de Deus e da verdadeira felicidade. Essa é a noite da nossa vitória. Pois essa é a noite que como Isaac fomos poupados da morte, pois o Cordeiro foi imolado em nosso lugar. Essa é a noite que o povo da aliança saiu da escravidão do Egito e cruzando o mar viu a morte de seus opressores e nós vemos a morte e o pecado serem afogados nas águas do Batismo. Sim, irmãos, como Cristo passou o mar da morte e a afogou, nós também passamos pelo Batismo, e saímos vitoriosos como ele saiu vitorioso. Nós já temos essa força pela graça, de sempre vencer o mal, o pecado, mas, precisamos sempre nos esforçar e nos renovar nessa fonte renovadora que é o Senhor Jesus. Nessa noite, irmãos, acendemos o Círio Pascal: a luz de Cristo Ressuscitado que ilumina as trevas do mundo todo. Que nessa noite, Jesus saia vitorioso e ilumine tantas situações de morte que vivemos: a dor da pandemia da COVID-19; a falta dos governantes; as divisões dentro da Igreja, principalmente as causadas pelo mal do tradicionalismo; os doentes, prisioneiros, moradores de rua, vendedoras do próprio corpo, os marginalizados e excluídos, os que vivem nas periferias existenciais, que sofrem pela ansiedade ou depressão. Que essas situações de morte, iluminadas por Jesus Cristo nos sejam vistas com novos olhos. As mulheres não tinham ainda esses novos olhos. Elas foram ao túmulo para terminar de preparar o corpo conforme os rituais judaicos, e elas precisarem parar para o sábado. Mas, já era tarde. Cristo já não estava mais ali, ele havia Ressuscitado. E o jovem diz que Cristo os precederia na Galileia. Isso, irmãos, porque a Ressurreição não é o final da história. Pelo contrário, a Páscoa é o começo de uma nova história, na qual até hoje vivemos. Irmãos, nessa noite tudo se renova. Essa noite é uma noite nova. Essa noite é a noite da vida nova: vida em Cristo Jesus Ressuscitado!
Cristo ressuscitou! Aleluia! Aleluia!
Verdadeiramente ressuscitou! Aleluia! Aleluia!
quinta-feira, 1 de abril de 2021
03.04.2021 - Ofício das Trevas no Sábado do Silêncio
Irmãos, estamos celebrando o Ofício das Trevas no grande Sábado do Silêncio. Hoje não é Sábado de Aleluia. É o Sábado do Silêncio. Sábado da Morte. Cristo Jesus penetrou na morte. O Pai já assistira calado a morte de seu Filho. O Filho, porém, falou. Hoje, ninguém fala. Hoje reina o silêncio. Neste dia, o segundo do Tríduo Pascal, Jesus desce a mansão dos mortos. Não aos infernos como conhecemos, mas, ao lugar onde todos esperavam a sua vinda. E de modo muito belo nos narrou o autor da homilia deste Sábado no século IV, que Cristo foi ao encontro de Adão. Ele, o novo Adão, o novo homem, vai ao encontro de nosso primeiro Pai. Cristo penetra na morte para resgatar toda a humanidade. Hoje, nós só vemos cadáver. Mas, enquanto isso, Jesus vai ao mais baixo da terra para nos resgatar. Neste dia, irmãos, permanece para nós a esperança. Esperança na vida que vence a morte. E quantas situações de morte nós encontramos em nossos dias? A Pandemia da COVID-19 nos faz refletir como estamos gastando a nossa vida. Neste Sábado Maior, que nossa reflexão seja cheia de esperança. Parece que no meio de tanta dor e de tanto angústia, Deus não se faz mais presente. Sentimos isso. Dói para nós. Porém, no silêncio do Sepulcro do Senhor, podemos lembrar que mesmo na quietude Deus está agindo. Ele agia na mansão dos mortos, enquanto pensávamos que a morte o havia vencido. Precisamos, nesses tempos, ter esperança. Esperança de que Deus esteja agindo em nossos tempos. Esperança na vida. Esperança que essa pandemia passará. Esperança que a humanidade de todas as classes, línguas, raças, nações, gêneros, orientação sexhual, todos, todos, se unam como uma só comunidade na construção de um mundo melhor, mais justo, mais fraterno, mais humano. Não um mundo de indiferença e de egoísmo. Mas, um lugar onde nos preocupemos com o bem do outro, e literalmente com o outro. Nesta tarde, Cristo vai as margens para resgatar. Que nós também aprendamos a ir ao encontro dos que precisam, nas periferias sociais e existenciais, para resgatar os nossos irmãos e irmãs. Nesta tarde, fique para nós a reflexão do silêncio. Num mundo de tantos barulhos, silenciar, é a oportunidade de ouvir a ação de Deus. Que essa tarde, seja a tarde da nossa esperança. Esperança em um mundo melhor no Senhor. Esperança em Jesus Cristo. Esperança, pois está perto o momento de Jesus.
Cristo por nós padeceu, morreu e foi sepultado. Vinde todos, adoremos.
02.04.2021 - Celebração da Paixão do Senhor
01.04.2021 - Missa Vespertina In Coena Domini
Irmãos, nós estamos na Santa Ceia. Hoje, diante de nossos olhos, Jesus lava os pés dos discípulos e celebra com eles a Eucaristia. Hoje, Cristo institui para nós este sacramento de amor. A Palavra que marca a Liturgia da véspera da Paixão do Senhor é justamente esse: AMOR. Nesse tríduo eu quero refletir com vocês cinco palavras: amor, gratidão, esperança, vitória e alegria. Em cada uma das celebrações deste tríduo Pascal, e no ofício das trevas, vamos meditar uma dessas palavras. Hoje, irmãos, celebramos o amor do nosso Deus. Jesus Cristo, nos diz São João, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo. O extremo de Jesus Cristo é a doação da própria vida. Por isso, hoje, iniciamos o primeiro dia do tríduo Pascal, o dia da morte do Senhor, sua entrega e Paixão por nós. Jesus, nesta tarde santa, institui o mandamento do amor, o sacramento do amor e o sacerdócio ministerial. O sacerdócio é instituído em vista da Eucaristia. A Eucaristia é instituída em vista da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Sim, irmãos, pois Eucaristia é também ressurreição. Se não fosse assim, amanhã poderíamos celebrar a Missa com muita solenidade. Porém, não. Na Missa se faz presente, também, a ressurreição do Senhor. Hoje, Jesus lava os pés dos discípulos. Esse gesto que São João narra com tanta delicadeza. Cristo se faz servo. O chefe da família nunca lavava as mãos dos seus convivas. Mas, o Senhor, lava os pés dos discípulos. Não é um simples serviço. É entrega, é rebaixamento, é Kenosis. Ele, que já era Deus, já tinha se feito homem, faz-se servo de todos. E seu serviço, qual é? É a Salvação. Quando Jesus derrama a água nos pés dos discípulos, ele derrama a si próprio. Por isso, quando Pedro não o permite lavar os pés, Ele diz que Pedro não teria parte com Ele. Sim, irmãos, se Jesus não derramasse cada gota de seu sangue, suor e lágrimas pela Salvação de Pedro, a humanidade não teria parte com Deus, não seriamos reconciliados. Hoje, o amor de Deus por nós chega ao seu extremo. Na Ceia que estamos, Jesus parte o pão e passa o cálice ao seus discípulos. Pão e Vinho, que nas mãos do Senhor, se tornam Corpo e Sangue. Sim, se tornam verdadeiramente. Pois na Ceia ele faz sua entrega litúrgica. Se no Antigo Testamento, como ouvimos, os cordeiros, machos, de um ano, sem defeito, deveriam ser imolados para a celebração da Páscoa, Ele, o cordeiro de Deus, jovem, verdadeiro homem, sem mancha do pecado, se imolou pela nossa redenção. Sua Páscoa é a certeza da nossa Páscoa. Sua Páscoa é a nova Páscoa, a Páscoa por excelência. Uma vez tendo se entregue na Liturgia da Ceia, Cristo leva ao extremo a sua doação. No dia seguinte, no momento em que os cordeiros estivessem sendo imolados para a Páscoa, ele se imola no altar da Cruz. Não mais o sangue dos cordeiros precisavam ser passados no batente das portas. O próprio Senhor, o Cordeiro de Deus, derramou seu sangue no batente da Cruz e afastou de nós o anjo exterminador. A morte foi vencida na morte de Jesus. E, para que celebrássemos pelos séculos sua Páscoa, Ele nos deixa a Eucaristia. Todas as vezes que celebramos esta mesa, este altar, nos reunidos para o banquete de um Deus que não é Deus da morte, mas Deus da vida. Cristo, imolado já não morre e morto vive para sempre. Ele se faz presente em nosso meio. Irmãos, unamo-nos verdadeiramente ao Senhor nesse primeiro momento do tríduo Pascal, pois o Cálice por nós abençoado é a nossa comunhão no Sangue do Senhor.
Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.