domingo, 4 de abril de 2021

04.04.2021 - Domingo da Páscoa

Irmãos, hoje é dia de alegria. Alegria pois estamos no dia da Ressurreição. Embora a Vigília Pascal seja a missa por excelência da Páscoa, nós continuamos com essa mesma alegria por toda a oitava pascal. Em nossos dias muitas situações parecem querer romper com essa alegria. Mas, nós, ressuscitamos com Cristo. A experiência pascal deve ser concreta na nossa vida. Pois a Páscoa de Cristo é a nossa Páscoa. Nós a experimentamos, em primeiro lugar, na solene Liturgia. Mas deve ser transferida da liturgia para a vida. Nossa existência deve ser completamente renovada e restaurada em Cristo Jesus. É uma vida sempre nova. É claro que os velhos hábitos vão continuar nos tentando. Mas, retornando sempre a esse momento Pascal, tomaremos forças para nos levantar novamente. A primeira leitura nos mostra no texto de São Lucas, nos Atos dos Apóstolos, o modo como os primeiros cristãos faziam esse anúncio do Ressuscitado. Irmãos, o que nos comprova acima de tudo que Jesus ressuscitou é o testemunho desses homens. Mas, não apenas deles, como de muitos que vieram depois. E sabemos que esse testemunho é verdadeiro justamente porque eles morreram por realizar esse anúncio. Quem se entregaria a morte por uma mentira? Pelo contrário, o martírio deles e de tantos homens que vieram depois deles nos reforçam que, de fato, o Senhor está vivo, ressuscitado. Logo mais, na oração eucarística, vamos lembrar de tantos santos que acreditaram nesse Jesus ressuscitado e, por isso, alcançaram a santidade. Nossos nomes poderão estar, um dia, inseridos ali. Não estar inseridos naquela lista e talvez nem mesmo na lista dos canonizados, mas podemos ser contados entre os santos, entre aqueles que estão com Deus. A ressurreição de Jesus foi a alegria e ressurreição de cada um desses santos irmãos. Por que não pode ser a nossa? Mas, para isso, precisamos fazer a experiência do Ressuscitado. E a experiência do Ressuscitado é sempre comunitária. Não só comunitária, se faz na Igreja. Percebam que Pedro e João correm ao Sepulcro. Porém, João espera Pedro entrar. Ele espera Pedro pois sabe que deve se submeter a autoridade do príncipe dos Apóstolos. Hoje muitos não querem se submeter a autoridade do sucessor de Pedro, o Santo Padre, o papa. Estes escolhem outros caminhos. Mas, até o discípulo amado se submeteu a autoridade de Pedro. A Igreja foi desde sua origem hierárquica. E quando Pedro entra, João entra também e acredita. João nos mostra que só podemos fazer a verdadeira experiência do Ressuscitado dentro da Igreja. De modo contrário, podemos até fazer um pouco dessa experiência, mas, o verdadeiro e profundo encontro com Jesus está na Igreja. Por isso, a profunda liturgia Pascal foi e vai continuar a ser a nossa força renovadora. É nela que como Igreja nos reunimos, vemos, nos alegramos e podemos dizer:

Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!

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