Irmãos, celebramos o segundo Domingo da Páscoa; Domingo "in albis"; Domingo na Oitava da Páscoa; a Festa da Divina Misericórdia. Essa celebração já foi preparada há tempos pelo Senhor para ser a festa de sua misericórdia. Mesmo antes do Concílio Vaticano II a liturgia desta celebração é ligada a Divina Misericórdia, pois já traziam a mesma epístola e Evangelho que ouvimos. É o próprio Senhor que foi preparando esse dia para ser a Festa da sua misericórdia. E é isso que hoje celebramos. Celebramos o lado aberto do nosso Redentor, de onde jorram para nós sangue e água, Eucaristia e Batismo. E essas fontes de misericórdia, uma vez abertas há 9 dias, com a Paixão do Senhor, não cessam mais de jorrar para nós. Por isso São João na sua primeira carta nos recorda que é confiando nessa fonte de misericórdia que nós vencemos o mundo, isto é, que alcançamos a vida em Cristo. De fato, é pela experiência do Batismo que nos tornamos filhos do Pai e irmãos de Jesus Cristo, nos tornando participantes da sua mesa, de seu altar, do banquete eterno que já vivenciamos na Terra. Os apóstolos já faziam essa experiência Eucarística. No domingo da Páscoa o próprio Senhor já se põe no meio deles e sopra sobre eles o Espírito Santo. Cristo sopra sobre Eles o seu próprio Espírito, aquilo que o ligava com o Pai Eterno agora também liga os discípulos. Esse era o primeiro dia da semana, o Domingo da Páscoa, aquela semana passa e chegamos ao dia de hoje. Os discípulos provavelmente se reuniam para celebrar a Eucaristia quando o próprio Senhor entra, sopra novamente a paz, e permite ser tocado pelos discípulos, por Tomé que não estava ali e que não acreditara no testemunho dos irmãos. Irmãos, Jesus também sabia que não acreditaríamos no testemunho apenas, por isso, ele próprio se faz pão e se deixa ser tocado por nós. Nos sacramentos, sua misericórdia continua chegando até nós e, de modo especial na Eucaristia, Ele continua nos tocando. A maior misericórdia, a maior graça, não é Tomé tocar em Cristo, mas Cristo tocar nele. É a misericórdia de Cristo que alcança a Tomé e que hoje alcança a cada um de nós. É no encontro de nossas misérias com a sua misericórdia que acontece o grande milagre do amor. E esse amor se torna caridade e unidade, como era a comunidade dos primeiros cristãos. Foi com sua atenção ao amor a Deus que Santa Faustina Kowalska pode ouvir a Cristo Jesus e escrever seu diário, narrar seus encontros místicos com Jesus. Estes que a Igreja confirmou, pois Jesus não dizia nada de novo, apenas ajudava na interpretação daquilo que já era revelado. São João Paulo II, instituindo esse domingo como Festa da Divina Misericórdia nos convida a uma experiência Pascal com a Misericórdia, com o amor de nosso Deus. Façamos essa experiência e permitamos que nossa vida seja transformada em Cristo Jesus Ressuscitado, que jorra para nós a sua eterna e infinita misericórdia.
Cristo Ressuscitou. Aleluia!
Verdadeiramente Ressuscitou. Aleluia!
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