quarta-feira, 7 de abril de 2021

07.04.2021 - Convocação do Congresso Eucarístico Internacional

Irmãos, Os discípulos, naquela tarde do primeiro dia da semana, caminhavam tristes e abatidos. Eles tinham visto seu Mestre ser morto. Tinham exaltado aquele homem, Jesus de Nazaré. Haviam o aclamado com Hosanas, pediam que ele os salvasse. Mas, não compreenderam como se daria essa salvação. A preocupação das mulheres, quando iam ao túmulo, não era se encontrariam o Senhor, mas quem rolaria a pedra do túmulo. Assim, também, os discípulos iam de volta para Emaús sem esperança em rever Jesus Cristo. Mas, o próprio Senhor vai e caminha com eles. Só que os discípulos não sabiam reconhecer a presença de Jesus. Penso que hoje nós também temos essa mesma dificuldade. Sabemos e muitas vezes dizemos que acreditamos que Jesus Cristo Ressuscitado está entre nós. Porém, não conseguimos experimentá-lo. Meus veneráveis antecessores muito se preocuparam com o modo de realizar a experiência de Jesus Cristo em nosso meio habbiano e considero essa preocupação como muito válida. De fato, os discípulos não haviam compreendido o mistério de Cristo e, por isso, não podiam experimentá-lo. É por isso que o Mestre vai e caminha com Eles, o faz entender e compreender todo o Antigo Testamento. Jesus vai explicando as Escrituras, a Palavra, pois Ele próprio é a Palavra de Deus. Sinto essa mesma necessidade, de ser ajudado e de ajudar os irmãos na compreensão da Palavra de Deus. E, quando há essa relação de ajuda no conhecimento da Palavra, nós encontramos no outro a fala do próprio Jesus Cristo. Então, os discípulos mais adiante dizem que lhes ardia o coração quando Jesus falava. Mas, eu vos pergunto, irmãos, quantas vezes nosso coração não arde mais ao ouvir a voz de Jesus? Quantas vezes não ouvimos a Palavra de Deus com frieza no coração? Por que não permitimos que a Palavra entre, toque, arda, incendeie o nosso coração? O coração dos discípulos, por outro lado, ardeu, e eles pediram que o Senhor permanecesse com eles. Para permanecer, enfim, Jesus parte o pão para eles. E é então que eles reconhecem Jesus. Reconhecem Jesus na Fração do Pão, isto é, na Eucaristia. Pois a Eucaristia é o modo que Cristo escolheu para permanecer entre nós. Só quem tem um coração cheio da Palavra, que arde pelo Senhor Jesus, é capaz de reconhece-lo na Eucaristia. De modo contrário corremos o risco de transformar ritos em rubricismo, tradições em fantasias, a Ceia de Jesus Cristo em espetáculo nosso. Refletindo sobre essa questão, iluminado pelo Espírito do Cristo, me debrucei a ouvir a Divina Vontade. Sinto que, nestes tempos onde corremos o risco de perder de vista o foco, precisamos voltar os nossos olhos para Jesus e vermos que ele é o foco, a meta de nossa vida. Precisamos ouvir, com atenção, sua Palavra, para conseguirmos experimentá-lo melhor. Os Santos Padres e os sagrados Concílios da história da Igreja muito têm a nos oferecer neste sentido. Desejo tenhamos um momento de profunda reflexão sobre estes temas, tendo em vista nosso crescimento pessoal no amor ao Senhor e comunitariamente na mística celebrativa, na experiência da Fração do Pão. Por isso, CONVOCAMOS um Congresso Eucarístico Internacional, a ser realizado entre os dias 18 e 21 de Abril, no Brasil. Para este evento, escolhi como sede, a Arquidiocese Metropolitana de São Paulo. Os responsáveis pela Arquidiocese e a comissão para os Congressos Eucarísticos Internacionais se reunirão conosco a fim de definir a programação e melhor modo de vivenciarmos este profundo momento em nossa Igreja. Isso faremos pois:
Cristo Ressuscitou! Aleluia! Verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia!

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