Irmãos, Os discípulos, naquela
tarde do primeiro dia da semana, caminhavam tristes e abatidos. Eles tinham
visto seu Mestre ser morto. Tinham exaltado aquele homem, Jesus de Nazaré.
Haviam o aclamado com Hosanas, pediam que ele os salvasse. Mas, não compreenderam
como se daria essa salvação. A preocupação das mulheres, quando iam ao túmulo,
não era se encontrariam o Senhor, mas quem rolaria a pedra do túmulo. Assim, também, os discípulos iam de volta para Emaús sem esperança em
rever Jesus Cristo. Mas, o próprio Senhor vai e caminha com eles. Só que os
discípulos não sabiam reconhecer a presença de Jesus. Penso
que hoje nós também temos essa mesma dificuldade. Sabemos e muitas vezes
dizemos que acreditamos que Jesus Cristo Ressuscitado está entre nós. Porém,
não conseguimos experimentá-lo. Meus veneráveis antecessores muito se
preocuparam com o modo de realizar a experiência de Jesus Cristo em nosso meio
habbiano e considero essa preocupação como muito válida. De fato, os discípulos
não haviam compreendido o mistério de Cristo e, por isso, não podiam
experimentá-lo. É por isso que o Mestre vai e caminha com Eles, o faz entender
e compreender todo o Antigo Testamento. Jesus vai explicando as Escrituras, a
Palavra, pois Ele próprio é a Palavra de Deus. Sinto essa mesma necessidade, de
ser ajudado e de ajudar os irmãos na compreensão da Palavra de Deus. E, quando
há essa relação de ajuda no conhecimento da Palavra, nós encontramos no outro a
fala do próprio Jesus Cristo. Então, os discípulos mais adiante dizem que lhes ardia o coração quando Jesus falava. Mas, eu vos pergunto, irmãos,
quantas vezes nosso coração não arde mais ao ouvir a voz de Jesus? Quantas
vezes não ouvimos a Palavra de Deus com frieza no coração? Por que não permitimos
que a Palavra entre, toque, arda, incendeie o nosso coração? O
coração dos discípulos, por outro lado, ardeu, e eles pediram que o Senhor
permanecesse com eles. Para permanecer, enfim, Jesus parte o pão
para eles. E é então que eles reconhecem Jesus. Reconhecem Jesus na Fração do Pão,
isto é, na Eucaristia. Pois a Eucaristia é o modo que Cristo escolheu para
permanecer entre nós. Só quem tem um coração cheio da Palavra, que arde pelo
Senhor Jesus, é capaz de reconhece-lo na Eucaristia. De modo contrário corremos
o risco de transformar ritos em rubricismo, tradições em fantasias, a Ceia de
Jesus Cristo em espetáculo nosso. Refletindo
sobre essa questão, iluminado pelo Espírito do Cristo, me debrucei a ouvir a
Divina Vontade. Sinto que, nestes tempos onde corremos o risco de perder de
vista o foco, precisamos voltar os nossos olhos para Jesus e vermos que ele é o
foco, a meta de nossa vida. Precisamos ouvir, com atenção, sua Palavra, para
conseguirmos experimentá-lo melhor. Os Santos Padres e os sagrados Concílios da
história da Igreja muito têm a nos oferecer neste sentido. Desejo tenhamos um
momento de profunda reflexão sobre estes temas, tendo em vista nosso
crescimento pessoal no amor ao Senhor e comunitariamente na mística celebrativa,
na experiência da Fração do Pão. Por isso, CONVOCAMOS um Congresso
Eucarístico Internacional, a ser realizado entre os dias 18 e 21 de Abril, no
Brasil. Para este evento, escolhi como sede, a Arquidiocese Metropolitana de
São Paulo. Os responsáveis pela Arquidiocese e a comissão para os Congressos
Eucarísticos Internacionais se reunirão conosco a fim de definir a programação
e melhor modo de vivenciarmos este profundo momento em nossa Igreja. Isso faremos pois:
Cristo Ressuscitou! Aleluia! Verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia!
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