terça-feira, 28 de janeiro de 2025
28.01.25 | Missa Pro eligendo Romano Pontifice
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
Eminentíssimos senhores cardeais, diante das pautas desta nossa Congregação Geral noturna, como já vos disse na carta, sereis livres para deliberar sobre àquelas que desejarem. Ressalto que as pautas são: “Um novo pontificado: transição ou durável?; a formação continuada; o diálogo ecumênico com outras Igrejas virtuais; e a reabilitação de antigos clérigos.”
Quero, como na última Congregação Geral, eu mesmo iniciar com as reflexões desta noite. Primeiro no que se refere a durabilidade de um pontificado para este momento. Concordo que papados menores tenham uma certa magia, que a renovação gera um certo ânimo e que longos pontificados, sobretudo com a ausência dos papas tendem a ser cansativos. O próximo papa precisará, acima de tudo, ser um homem presente no cotidiano da Igreja para dialogar com os clérigos, estar presente na vida deles. Precisará ser alguém interessado em seus clérigos e com coragem para puxar a Igreja para seguir seus caminhos. Se for um bom papa, com estas características, um pontificado transitório não seria tão urgente e necessário ao meu ver. Embora eu mesmo tenha refletido muito sobre isso ultimamente e já tenha mudado de opinião umas duas ou três vezes. Um papa de transição não poderia durar até a segunda semana da Quaresma, pontificando por 35 ou 40 dias. Mas, vivemos num momento que não sei ao certo se conclaves movimentariam como gostaríamos a Igreja. As exéquias de Bonifácio II certamente trouxeram certo movimento. Mas, no fundo, percebo que o que de fato movimentou foi muito mais a nossa presença e atividade, nossa motivação para que tudo corresse com beleza. Será que não poderia ser assim também em outros momentos? Acho que vale a pena refletirmos sobre isso de hoje para amanhã.
A formação continuada é um tema que não poderia ficar de fora, principalmente considerando que Bonifácio manteve vago por um bom tempo o Dicastério para a Cultura e a Educação. E o fez por quê? Porque justamente não havia trabalho. Com raras exceções, não vemos cursos para aprofundamento acontecerem e nem deliberações muito válidas para formarmos o nosso clero e nem a nós mesmos. Penso nem serem necessárias novas universidadess, mas um Dicastério para a Educação que promova em consonância com os outros Dicastérios, a formação continuada de nosso clero. Iniciativa deste Dicastério, que tantas vezes faltou.
O diálogo ecumênico, ao meu ver, deve ser, de fato, diálogo. Não com a intenção de se degladiar, como vimos os cismáticos fazendo durante as exéquias de Bonifácio II, nem com a intenção de converter ninguém. Mas, acima de tudo, amizade. Celebrações conjuntas, visitas fraternas, espírito de unidade, já seria testemunho cristão. Sem pensarmos, irmãos, no retorno ou vinda de clérigos e nem anexação de HP´s a nossa Igreja. Se no tempo do Concílio Vaticano VII já temíamos o esvaziamento de clérigos do nosso hotel pelas facilidades do HP, muito mais hoje, onde a beleza dos seus paramentos, mobis, são muito mais atraentes do que aquilo que nós aqui simbolizamos.
Sobre a reabilitação de antigos clérigos, penso que o próximo papa deverá ser uma figura de solidez e firmeza. Não é mais a solução buscarmos antigos clérigos como fizemos outrora, para voltarem e ficarem um ou dois meses na Igreja, enchendo nossas listas de nomeações por algum tempo ou até trabalhando um pouco para depois ficarem eméritos de novo. E estamos cheios de ex-clérigos assim. Primeiro que qualquer reabilitação deveria ocorrer no mesmo nível hierarquico com que o ex-clérigo nos deixou ou menor. Nunca permitirmos usar a reabilitação como instrumento de autopromoção. Devemos ser fiéis aos que permaneceram fiéis a Igreja, na labuta. Principalmente precisamos ver se a pessoa leva ou não a Igreja a sério. Vindo da pessoa que reabilitou Dolezzio 782 vezes: não vale a pena trazermos gente para brincar, para zuar. Isso não evangeliza, isso nos tira do caminho da missão.
Obrigado!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
Eminentissímos irmãos, estamos nessa nossa Congregação Geral e vamos refletir sobre a nossa vida como Igreja. Muitas vezes nós pensamos que a Congregação Geral se refere apenas a traçar um perfil para o futuro Romano Pontífice, mas, antes disso, é para tratar sobre o futuro da nossa Igreja, que é muito mais do que a figura do Bispo de Roma. Claro, o Santo Padre terá a função de nos conduzir nestes mares. Mares que são sempre tempestuosos. Os pares sabem que eu sou contrário a qualquer ideia de crise, mas, é inegável que ao longo de toda a nossa história, nós somos atingidos por tempestades. E, hoje, a nossa Congregação Geral tem como pauta "Os desafios para a pastoralidade e a missionariedade na Igreja do Habbo Hotel no ano de 2025". E, começo eu por dizer-vos o meu parecer sobre o assunto. Nossa pastoralidade foi colocada em risco quando admitimos fechar as Igrejas Particulares no Brasil. Nossa missionariedade é fajuta. O Dicastério para a Evangelização nunca conseguiu cumprir com sua obrigação de promover a missão ad gentes, sob nenhuma das administrações, e isso também foi falha dos Romanos Pontífices e dos Pró-Prefeitos. Na pastoralidade, nós não damos atenção aos nossos leigos. Confesso que há coisas que eu mesmo não me proponho a fazer porque não gosto. Mas, precisamos ter quem faça. Porque se todos nós ficamos presos nas mesmas coisas, não rende em nada. Penso, caríssimos irmãos, que os desafios que se colocam partem do próprio esvaziamento do Habbo Hotel. E o Dicastério para a Comunicação nada fez nos últimos tempos para promover a nossa imagem. O ig, atualmente, seria uma grande ferramenta de divulgação, mas que não foi posta em uso. O que aconteceu há poucos dias com o Pe. Vinicius Soares, nosso fundador, no Flow Podcast, por pior e mais vergonhoso que tenha sido, foi uma oportunidade para nós. Então, eu penso que o maior dos desafios que se colocam diante de nós, somos nós próprios. Nós somos o desafio para a Igreja e o desafio para o próximo Romano Pontífice. Somos o desafio quando não cumprimos com nossas obrigações, mas vivemos reclamando de tudo, quando nada está bom, nada presta e nós, os suprassumos, nada fazemos daquilo que está ao nosso alcance. A pastoralidade depende de uma conversão pastoral que todos nós precisamos fazer. A missionariedade, que deveria ser parte intrinseca da nossa Igreja, que se diz um apostolado virtual, está trancada conosco em nossas sacristias. Precisamos, irmãos caríssimos, expandir nossos horizontes e quebrar com certos paradigmas que temos definidos em nós de como as coisas deveriam ser. Olhemos pra como as coisas são, para a crueza da realidade, e quem sabe possamos definir certos rumos de como as coisas de fato serão, a partir de nossas atitudes.
terça-feira, 21 de janeiro de 2025
23.01.2025 | Missa Exequial do Papa Bonifácio II
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
15.01.2025 | Abertura da Porta Santa da Basílica São João Paulo II
Amados irmãos e irmãs, estamos reunidos na abertura desta porta santa, a quinta e última do nosso Jubileu. Celebramos a missa própria para este Jubileu, que apresenta para nós a esperança não apenas como chave de leitura de uma liturgia, mas, sim, como bem-aventurança. Nossa esperança, de fato, tem um nome, Jesus Cristo e esta é a mensagem de São Paulo à comunidade de Roma. Nossa esperança é uma pessoa viva e não uma ideia, ou idealismo. Tantas vezes nós nos perdemos em tantos ideais. Ideais, muitas vezes, até bons. Ideais transformadores, ideais carregados de expectativas, mas, não de esperança. Nossa esperança é porque fomos salvos em Jesus Cristo. Porque ele morreu phor nós e ressuscitou phor nós! Nossa esperança é porque o amor nos amou. O Evangelho que ouvimos é Jesus na sinagoga de Cafarnaum, inaugurando justamente este tempo que estamos vivendo: o ano da graça do Senhor. É claro, irmãos e irmãs, o jubileu é um ano de misericórdia, perdão e de graça de Deus. Mas, todos os anos, todos os dias o são. O tempo inaugurado por Jesus Cristo é um tempo que durará eternamente. É para sempre o dia de Cristo. Então, podemos nos perguntar, para quê um jubileu? Porque, por mais que sempre seja tempo de Cristo, nem sempre nós nos lembramos de experimentar o perdão e a graça de Deus. Porque, nem sempre o nosso coração se rejubila no Senhor. Porque, tantas vezes, nós perdemos a esperança. Que o jubileu seja para nós um momento de reavivamento e que possamos vivê-lo na graça do Espírito Santo, enchendo-nos de esperança, aproveitando este tempo favorável que Deus preparou para nós. Assim seja! Amém.