Amados irmãos e irmãs, estamos reunidos na abertura desta porta santa, a quinta e última do nosso Jubileu. Celebramos a missa própria para este Jubileu, que apresenta para nós a esperança não apenas como chave de leitura de uma liturgia, mas, sim, como bem-aventurança. Nossa esperança, de fato, tem um nome, Jesus Cristo e esta é a mensagem de São Paulo à comunidade de Roma. Nossa esperança é uma pessoa viva e não uma ideia, ou idealismo. Tantas vezes nós nos perdemos em tantos ideais. Ideais, muitas vezes, até bons. Ideais transformadores, ideais carregados de expectativas, mas, não de esperança. Nossa esperança é porque fomos salvos em Jesus Cristo. Porque ele morreu phor nós e ressuscitou phor nós! Nossa esperança é porque o amor nos amou. O Evangelho que ouvimos é Jesus na sinagoga de Cafarnaum, inaugurando justamente este tempo que estamos vivendo: o ano da graça do Senhor. É claro, irmãos e irmãs, o jubileu é um ano de misericórdia, perdão e de graça de Deus. Mas, todos os anos, todos os dias o são. O tempo inaugurado por Jesus Cristo é um tempo que durará eternamente. É para sempre o dia de Cristo. Então, podemos nos perguntar, para quê um jubileu? Porque, por mais que sempre seja tempo de Cristo, nem sempre nós nos lembramos de experimentar o perdão e a graça de Deus. Porque, nem sempre o nosso coração se rejubila no Senhor. Porque, tantas vezes, nós perdemos a esperança. Que o jubileu seja para nós um momento de reavivamento e que possamos vivê-lo na graça do Espírito Santo, enchendo-nos de esperança, aproveitando este tempo favorável que Deus preparou para nós. Assim seja! Amém.
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