Nestes dias, um dos grandes símbolos da paz em nossos tempos fez a sua Páscoa com Cristo. Hoje, nós o colocamos nas mãos de Deus, com a firme convicção de que Jesus Cristo, que tem a chave da morte e que vive para sempre, acolhe também o seu servo Papa Francisco nas moradas eternas. Papa Francisco foi um grande construtor da paz. Ele nos ensinou que a paz é um processo artesanal. Ensinou-nos que as grandes coisas não acontecem de um dia para o outro, mas a partir de processos que devem ser iniciados. Mostrou-nos que o rosto de Deus é misericórdia. Fez a Igreja refletir sobre as fragilidades do próprio corpo eclesial. O caminho aberto por Bento XVI, que desejava uma reforma na Igreja, pôde ser trilhado pelo Papa Francisco. Mas, como sempre, onde há movimentação do Espírito Santo, gera-se certa desarmonia. Nem todos estavam prontos, ou melhor, muito poucos estavam prontos para o que Francisco foi na nossa Igreja. Enquanto para muitos Papa Francisco simbolizava a destruição do símbolo do papado, na verdade ele nos mostra que há muitos modos de ser Igreja. Não podemos, amados irmãos e irmãs, neste momento de dor e sofrimento, querer ficar colocando na balança este ou aquele Papa. Devemos rezar com convicção por este nosso Papa Francisco, que passa para junto do Pai. Sem dúvidas, muito em breve a Igreja verá também Papa Francisco sendo venerado sobre os altares. Sim, porque em nossos tempos, se era verdade o que dizia Karl Rahner, que no século XXI o cristão ou seria místico ou não seria cristão, também é verdade que, em nossos tempos, o Papa ou será santo ou não conseguirá guiar a Igreja. Ao mesmo tempo em que pedimos que Deus acolha o seu servo Francisco, pedimos humildemente que nos conceda outro homem de coração disponível e aberto, que guie, na realidade, a Igreja de Cristo rumo à Pátria definitiva, onde todos os santos Papas e toda a Igreja celeste nos encontraremos no Senhor Jesus, vencedor da morte.
domingo, 27 de abril de 2025
27.04.2025 | II Domingo da Páscoa em Sufrágio do Papa Francisco
Nestes dias, um dos grandes símbolos da paz em nossos tempos fez a sua Páscoa com Cristo. Hoje, nós o colocamos nas mãos de Deus, com a firme convicção de que Jesus Cristo, que tem a chave da morte e que vive para sempre, acolhe também o seu servo Papa Francisco nas moradas eternas. Papa Francisco foi um grande construtor da paz. Ele nos ensinou que a paz é um processo artesanal. Ensinou-nos que as grandes coisas não acontecem de um dia para o outro, mas a partir de processos que devem ser iniciados. Mostrou-nos que o rosto de Deus é misericórdia. Fez a Igreja refletir sobre as fragilidades do próprio corpo eclesial. O caminho aberto por Bento XVI, que desejava uma reforma na Igreja, pôde ser trilhado pelo Papa Francisco. Mas, como sempre, onde há movimentação do Espírito Santo, gera-se certa desarmonia. Nem todos estavam prontos, ou melhor, muito poucos estavam prontos para o que Francisco foi na nossa Igreja. Enquanto para muitos Papa Francisco simbolizava a destruição do símbolo do papado, na verdade ele nos mostra que há muitos modos de ser Igreja. Não podemos, amados irmãos e irmãs, neste momento de dor e sofrimento, querer ficar colocando na balança este ou aquele Papa. Devemos rezar com convicção por este nosso Papa Francisco, que passa para junto do Pai. Sem dúvidas, muito em breve a Igreja verá também Papa Francisco sendo venerado sobre os altares. Sim, porque em nossos tempos, se era verdade o que dizia Karl Rahner, que no século XXI o cristão ou seria místico ou não seria cristão, também é verdade que, em nossos tempos, o Papa ou será santo ou não conseguirá guiar a Igreja. Ao mesmo tempo em que pedimos que Deus acolha o seu servo Francisco, pedimos humildemente que nos conceda outro homem de coração disponível e aberto, que guie, na realidade, a Igreja de Cristo rumo à Pátria definitiva, onde todos os santos Papas e toda a Igreja celeste nos encontraremos no Senhor Jesus, vencedor da morte.
quinta-feira, 24 de abril de 2025
24.04.2025 | Abertura do Caminho Sinodal
Eminentíssimos Dom Raul Gabriel Cardeal Steiner, Secretário geral do sínodo dos Bispos, Dom Felipe Cardeal Sampaio, Relator geral do sínodo, eminetíssimos senhores cardeais, excelentíssimos senhores bispos, amados irmãos e irmãs, nós estamos aqui reunidos nesta Quinta-feira da Oitava da Páscoa para iniciarmos nosso caminho sinodal rumo ao décimo terceiro sínodo geral dos Bispos, que se realizará em julho deste ano. Quis convocar para o sínodo deste ano um caminho preparatório. A imagem da Igreja da realidade e do sínodo dos últimos anos, quis que fossemos capazes de realizar um longo processo de escuta e de diálogo, para chegarmos a decisões maduras sobre o futuro de nossa Igreja. Mas, nenhum futuro ocorre sem base num passado. Diante do Ressuscitado, os discípulos do Evangelho de Lucas que acabamos de ouvir sentem medo. O medo é algo que nos estagna, nos torna inertes mediante a nova realidade que se impõe diante dos nossos olhos. Nossa Igreja não pode, amados irmãos, permanecer presa pelo medo. Não podemos deixar de correr riscos olhando para os fantasmas do passado. Precisamos ter coragem de correr os mesmos riscos, talvez até cometer os mesmos erros. E, quando Jesus Ressuscitado se revela aos discípulos os convida a olhar suas mãos e seus pés. Nas marcas do sofrimento e da cruz, Jesus revela que era ele mesmo. Porque, por mais que não possamos nos apegar ao passado, não podemos esquecê-lo. O Ressuscitado trás as marcas da cruz, porque são marcas de uma história de amor. Amor, amados irmãos, não é meramente um tema para quando não temos o que falar. Deus é amor. O amor deixa marcas profundas. O amor precisa marcar profundamente a nossa Igreja. As chagas da nossa história, precisam ser vistas phor nós como marcas de amor. O sofrimento e a dor do presente momento, onde lidamos com a baixa do Hotel, não pode ser motivo do nosso desânimo definitivo. Por isso este sínodo. Porque não é momento de desistir, mas, sim, de encontrar um novo jeito de ser Igreja. Diante de uma tendência que cresce dentro de nossa Igreja, quero conclama-los a amar a Igreja e persistirem nela. Enquanto alguns cismáticos já anunciam o fim da Igreja, eu vos anuncio diferente: persistiremos em Cristo Jesus, trazendo as marcas da Paixão na Ressurreição, mesmo que nos reduzamos aos poucos. E mesmo se nos reduzirmos a quase ninguém, amados irmãos, tenho certeza que seremos muito maiores do que qualquer outros pela qualidade e comprometimento dos nossos membros. É hora de abrirmos os nossos olhos para reconhecermos o futuro que está diante dos nossos olhos, que é momento de continuarmos no testemunho de Jesus. O reconhecimento de sermos povo sacerdotal neste sínodo será para todos nós um especial momento de reencontrarmos nossa vocação como oferecedores do sacrifício de louvor da nossa própria vida, como pregadores da Palavra de Deus e anunciadores de um amor capaz de vencer a própria morte. Enquanto há dois anos e meio, no último sínodo, falávamos de renovação eclesial, parece que esta renovação ainda não aconteceu. O tempo passado desde então trouxe-nos novos desafios que precisam ser refletidos. Mas, este sínodo também terá de ter os pés no chão. Ele exigirá de nós propormos algo que teremos o compromisso de concretizar logo. Tenho consciência, amados irmãos, que dado o tempo que levará até a realização deste sínodo provavelmente não serei eu a presidi-lo. Porém, permaneço convicto e cheio de esperança de que nele nós todos poderemos nos renovar como povo sacerdotal e fazer da nossa Igreja um reino de sacerdotes capazes de exercer verdadeiramente o próprio ministério. Confio que o Divino Espírito Santo, sob a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, de São José, dos Apóstolos Pedro e Paulo, de Santa Maria Madalena, nossa padroeira, conduzirá nosso caminho sinodal rumo a consciência da nossa missão sacerdotal e eclesial, no testemunho de Jesus Cristo, atentos aos sinais dos tempos, rumo a um novo tempo na nossa comunidade do Habbo Hotel.
quarta-feira, 23 de abril de 2025
23.04.2025 | Consistório Ordinário Público
terça-feira, 22 de abril de 2025
22.04.2025 | Terça-feira da Oitava Pascal
Eminentíssimo Dom Erlei Cardeal Forgione, arcebispo metropolitano desta Arquidiocese de Aparecida, amados irmãos e irmãs, estamos reunidos nesta terça-feira da Oitava da Páscoa para celebrarmos a elevação desta Igreja à categoria de Arquidiocese Metropolitana. "Transborda em toda a terra a bondade do Senhor." Diante deste canto do salmista, podemos refletir toda a liturgia desta terça-feira. O transbordamento da graça de Deus aconteceu na vida de Maria Madalena, quando ela foi a primeira a ver Jesus ressuscitado. O transbordamento da bondade de Deus acontece em nossas vidas pelo batismo. Pedro, na primeira leitura, está anunciando Jesus Cristo e, diante da conversão daqueles que queriam seguir a Jesus Cristo, propõe-lhes o batismo. De fato, este tempo pascal é profundamente batismal, porque no batismo nós somos mergulhados na morte com Cristo, para vivermos com Ele uma vida nova. Algo muito importante do nosso batismo é o nosso nome. No batismo, nós inscrevemos os nossos nomes nas fileiras dos membros da Igreja. No Evangelho que ouvimos, o próprio Ressuscitado chama Maria pelo nome. Ela, que olhava para o vazio do sepulcro, chorando, pensa estar falando com o jardineiro. Quando Jesus a chama de "mulher", ela não o reconhece. Mas o reconhece logo que Ele a chama: "Maria". Ali, ela entende que Ele era o Mestre Ressuscitado. Ao chamar-lhe pelo nome, Jesus lembra a Maria que ela é filha amada. Deus não nos vê como uma massa de pessoas, de filhos e filhas. Nos vê, a cada um, como pessoas. Nos chama pelo nome e nos dá dignidade. Não somos desconhecidos para Deus. Lhe pertencemos. Fomos adquiridos pelo sangue precioso de Jesus Cristo. Amados irmãos e irmãs, quantas vezes nós também não ficamos parados, olhando para o túmulo? Este túmulo, que muitas vezes é o nosso passado, com tantas situações desastrosas? Que nós aprendamos com Maria Madalena a ouvir a voz de Deus que nos chama. E que, ao nos chamar, nos propõe um novo caminhar com Ele: o caminhar daqueles que se encontraram com o Ressuscitado, a vida nova que brota no coração do discípulo e da discípula que aprendeu a seguir Jesus Cristo.
domingo, 20 de abril de 2025
20.04.2025 | Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor
sábado, 19 de abril de 2025
19.04.2025 | Vigília Pascal na Noite Santa
quinta-feira, 17 de abril de 2025
17.04.2025 | Missa Vespertina da Ceia do Senhor
quarta-feira, 16 de abril de 2025
16.04.2025 | Missa do Crisma
segunda-feira, 14 de abril de 2025
14.04.2025 | Segunda-feira Santa
domingo, 13 de abril de 2025
13.04.2025 | Domingo de Ramos da Paixão do Senhor
quinta-feira, 10 de abril de 2025
10.04.2025 | Celebração Penitencial
quarta-feira, 9 de abril de 2025
09.04.2025 | Sermão das 7 palavras
domingo, 6 de abril de 2025
06.04.2025 | V Domingo da Quaresma
Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando o Quinto Domingo da Quaresma, nos aproximando da Semana Santa. A liturgia da Palavra deste domingo continua a nos apontar a grandeza da misericórdia de Deus, destacando qual é o momento de experimenta-la: HOJE! Após os últimos domingos terem nos recordado as grandezas do Senhor em Noé, Abrão e Moisés, o profeta Isaías hoje nos fala para não nos apegarmos ao passado, mas olharmos para Deus que faz novas todas as coisas. Sim, o Senhor fez coisas grandiosas com o povo da antiga aliança, fez coisas maravilhosas aos nossos antepassados em todos estes anos de cristianismo, mas, ele continua fazendo obras estupendas diante de nossos olhos. Tantas e tantas vezes somos nós que fechamos os olhos e os ouvidos e não conseguimos nos abrir à experiência da bondade do Deus todo-poderoso nas nossas vidas na nossa história. E quando reconhecemos somos nós este povo que exclama com o salmista: Maravilhas fez conosco o Senhor! Mas, só somos capazes de reconhecer essas maravilhas, quando ouvimos a voz do Apóstolo Paulo que fala à comunidade dos Filipenses que tudo devemos ter como lixo diante de Deus. Só o coração que está livre, desapegado das coisas deste mundo, é capaz de reconhecer as maravilhas de Deus. Muitas vezes ficamos ludibriados com tantas coisas, que nos esquecemos da simplicidade da ação de Deus. Reconhecendo a ação de Deus, temos coragem de deixar para trás o nosso passado e nos lançarmos em Cristo, que como diz São Paulo, é a nossa meta. Acolhemos, ainda, a nossa imperfeição. Paulo aceita ainda não ter alcançado a Cristo, a meta, mas, reconhece que Cristo já o acalçou. Assim como Jesus Cristo, no Evangelho de hoje, alcança com sua misericórdia a mulher pega em flagrante adultério. Esta perícope, embora joanina, tem características do Evangelho de São Lucas, por isso é lida neste domingo do ano C. Percebamos que a lei antiga já não era mais suficiente para Jesus. Alguns exegetas colocam no gesto de Jesus se escrever no chão, o gesto dele escrever uma nova lei. Assim como Deus escreveu na pedra as leis e as deu a Moisés, agora Jesus escreve na pedra do chão do Templo uma nova lei, que é a misericórdia. Mas, o próprio Jesus não descumpre a lei antiga, apenas a mostra insuficiente: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra.". Ora, ninguém pode se colocar nesta posição, e a lei que outrora era usada para acusar, agora é usada para misericordiar. A maravilha realizada por Deus na vida daquela mulher, foi a maravilha da misericórdia. E Jesus dialoga com a mulher: "Ninguém te condenou?" "Ninguém, Senhor." "Nem eu te condeno. Vai e não peques mais.". Sim, amados irmãos e irmãs, diferente do que pensam muitos cristãos e cristãs sobretudo em nossos tempos, Deus não tem pedras nas mãos prontas para lançar em nós por cada pecado que fizermos. Deus não nos condena, mas, exige de nós um caminho de conversão. Não pecar mais, que tantas vezes parece impossível, nos demonstra que pecamos porque estamos confiando nas nossas forças e não na graça de Deus, somos neopelagianos. Achar impossível não voltar ao caminho do pecado é recusar o caminho do amor, o projeto de Jesus e não precisarmos que os outros nos apedrejem, mas, nós mesmos nos apedrejarmos, incapazes de perceber a maravilhosa misericórdia de Deus para conosco.