terça-feira, 22 de outubro de 2019

22.10.2019

Beatíssimo Pai, Bento IV, Bispo de Roma, Pastor da Igreja Universal, que hoje vem a nossa Basílica
de São João Paulo II, para presidir a Solene Eucaristia no dia nosso padroeiro e para nos confirmar
na fé e na comunhão da Igreja Romana, é uma grande alegria acolhê-lo em nossa casa. Saúdo-o
filialmente. Assim, também, saúdo como irmãos os demais senhores concelebrantes, que com
grande alegria vem a nossa Basílica nessa noite celebrar São João Paulo II. Por fim, saúdo a todos
aqueles presentes aqui, nessa casa de oração.
Hoje celebramos São João Paulo II, padroeiro de nossa basílica, e co-patrono da juventude. É com

grande alegria que recebemos a notícia, também, do pedido do episcopado polonês para que nosso
amado padroeiro seja declarado doutor da Igreja. Nos unimos, assim, em oração, para que, se for
da vontade de Deus e da Santa Igreja, assim seja feito.
Na liturgia desta solenidade, a primeira leitura e o salmo, tão intimamente ligados, nos expõe
sobre aquele que se confia ao Senhor. É um convite a todos nós a colocarmos as nossas esperanças
no Senhor. O autor diz que Levi não recebeu sua parte na herança, pois o próprio Senhor é sua
herança. E que bonito é refletirmos isso irmãos. Quantas vezes nós colocamos as nossas esperanças
em coisas deste mundo? Quantas vezes buscamos nas coisas deste mundo a felicidade verdadeira,
o sentido da existência humana e tantas outras coisas, que nunca encontraremos nesse mundo,
mas encontraremos apenas em Deus. Por isso, ressoa tão eloquente convite de São João Paulo II:
"ABRI AS PORTAS A CRISTO!" Abrir as portas aqui não é somente deixar o Senhor entrar,
mas,
também é confiar-se ao Senhor, deixar que Ele realize a sua ação. Quantas vezes nos fechamos
a vontade do Senhor e não deixamos que ele transforme nossa vida e nossa existência? Quantas
vezes não batemos no pheito dizendo que somos do Senhor, que confiamos no Senhor, mas não
esperamos Nele? Precisamos buscar em outras coisas o sentido da nossa existência e muitas vezes,
a razão para vivermos? Principalmente nós irmãos, pastores das almas, se não nos confiarmos
verdadeiramente ao Senhor, onde estará o sentido de nosso ministério? A segunda leitura retrata
muito bem este tópico ao dizer que devemos nos fortalecer com a graça de Jesus, guardando a Palavra
e a Doutrina. Quem guarda a Palavra e a Doutrina de Jesus não se confia a Ele? Seguindo seus 
passos, não se torna igual a Ele? É isto que o Evangelho sempre nos pede: Nos tornarmos iguais
a Jesus. Iguais mesmo com nossas dificuldades, iguais mesmo com as nossas limitações. E assim,
que São João Paulo II subiu a honra dos altares. Pois se confiou e se deixou levar pelas mãos do Senhor,
sem medo de entregar a sua própria vida. Tão bem retrata os últimos momentos de sua vida o final
da segunda leitura: "Suporta os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus." E foi exatamente
isso que São João Paulo II fez e que se torna exemplo para nós: Suportar os sofrimentos. Os sofrimentos
sempre vêm irmãos. Na vida de nosso padroeiro veio com a doença, mas eles também podem vir
de outros modos, e como nós reagimos a isso? Nós somos persistentes na confiança ao Senhor?
Ou nós sucumbimos? João Paulo se torna exemplo de quem, como líder máximo da Igreja, suporta
as dores e sofrimentos, que em tantos momentos vieram em sua vida presbiteral: Na perseguição
nazhista, na comunista, no seu ministério em uma cidade pobre, vendo seus amigos morrerem,
sozinho, sem pais, sem seu irmão, ele tinha tudo para ter desistido. Depois, os sofrimentos no episcopado,
a presença no Concílio Vaticano II, com grandes responsabilidades, o Arcebispado de Cracóvia, 
e, por fim, o pontificado em um momento tão turbulento na história da Igreja. São João Paulo II
precisava confirmar a fé verdadeira da Igreja, daí o Catecismo da Igreja, as tantas encíclicas, os
sínodos, para manter a Igreja "sempre reformada", sempre atualizada e próxima da realidade
daqueles que fazem parte dela. Mediante a todas dificuldades, quantos momentos talvez não se 
passou pela cabeça do nosso santo em desistir? Mas o que ele faz? Ele se confia ao Senhor. Ele
põe suas esperanças naquele que o levou por toda a vida. E levou por caminhos a Karol desconhecidos.
Mas Karol, talvez com medo, talvez com receio, se confia e se entrega as mãos do Senhor. Se deixa
fazer sacrifício vivo e sacrifício de louvor nas mãos do Pai. Foi desse modo que o Pai o levou a glória
do pontificado. Não porque Karol quisesse, mas porque Deus quis. Karol? Ele só se confiou.
E porque se confiou - volto a repetir o que no ano passado, nessa mesma basílica, durante a Sé Vacante,
eu dizia - ele foi se lançando as águas mais profundas. O próprio São João Paulo II, na homilia 
do inicio do seu pontificado, diz que talvez Pedro quisesse ter ficado em seu barco na Galiléia,
mas deixou-se guiar pelo Senhor, deixou tudo e seguiu ao Senhor. Essa é a posição de quem se
confia: se abandona e segue. Irmãos, sim, é difícil deixarmos a nós mesmos para confiarmos em outro.
Mas o outro, aqui, é nosso Senhor! Ele não nos desamparará! Nós apenas precisamos nos abrir
verdadeiramente ao seu poder Salvador. Não tenhamos medo! É hora de nos abrirmos sempre
e cada vez mais, a Divina Vontade, que não nos deixará sozinhos. Temos, assim, um exemplo de abandono:
São João Paulo II, nosso padroeiro.
Ele, que em sua vida seguiu os exemplos do Cristo Bom Pastor, presente no Evangelho, com sua 
pregação que chegou a todos os confins da Terra, convidando todos a relação com Deus, em suas 
missões, em suas cartas, na teologia do corpo, na devoção a Nossa Senhora, na sua humildade,
em seus gestos, em seu perdão ao próprio homem que tentou o matar, quer nos dizer que é sim
possível se deixar levar pela vontade do Senhor. São João Paulo II nos aponta que aquele que 
confia inteiramente ao Senhor, abre suas portas a Ele, será plenamente feliz. Mesmo na dor, mesmo
na solidão, no sofrimento, será plenamente feliz. Que seu exemplo ecoe sempre em nossos corações,
e que seus escritos e ensinamentos alimentando a nossa espiritualidade, nossa devoção e nosso
conhecimento do Senhor e da nossa fé, nos conduzam a verdade eterna: Cristo Jesus!
Por fim, confiando-nos em Deus, um dia poderemos dizer junto com nosso padroeiro, o que ele
disse no fim de sua vida: "Deixem-me voltar a casa do meu Pai". Sim, João Paulo II está na janela
da casa do Pai, e é para nós exemplo e intercessor. Que sejamos capazes de imita-lo em nossa vida!
Amém.
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Discurso de encerramento do pontificado

Naquele 25 de outubro fui eleito pontífice da Igreja Universal. Adotei o nome de João, pois vejo em
São João Evangelista um amor profundo por Nosso Senhor. A este amor quis imitar ao longo 
de todo o pontificado. Iniciamos com a Igreja em tempos difíceis. Nossa primeira grande atitude
foi o fechamento das arquidioceses nos hp´s. O resultado a curto prazo foi catastrófico, surgiu
uma cisma. Veio então, a abertura do Concílio Vaticano VII, que se realizou diferente do meu desejo.
Mas, tudo bem, tudo foi graça de Deus. Foi graça de Deus, até na emeritação e nos ataques que 
sofri por Dom Isaac Xavie, que por mentiras, demonstrou-se extremamente descontrolado, havendo 
necessidade de diálogo com membro de sua família. Realizamos as quatro sessões conciliares 
com sucesso ao meu ver, pois era um concílio de manutenção, de continuidade. Encerramos o concílio,
comigo já cansado, e já tendo anunciado a renuncia nesta presente data. De fato, não foi um grande 
pontificado. Foi um pontificado onde minhas limitações ficaram cada vez mais claras. Seja nas 
brincadeiras, recentemente colocadas a público, seja no tempo que pude dedicar a vocês. Minhas 
limitações ficaram claras nos momentos onde não vos dei a atenção merecida, seja pelo tempo,
seja pelo cansaço. Foi um pontificado onde fui colocado aos extremos, e testado até o último minuto.
É fato, que, logo mais, tudo isso acabará, mas não acabará a tempestade que ainda persiste e persistirá.
Sim, tempestade, pois a barca de Pedro sempre vai passando por tempestades. É natural dos que
navegam em alto mar. A barca está em alto mar, vem as ondas, vem as fortes chuvas, tudo tentando
virar a barca, são raros os momentos de calmaria para a Igreja. Não me refiro a mim, mas me refiro
a Igreja toda, que sofre com atitudes de alguns, mas que também sofre em momentos de baixa
do clero, de desanimo. E irmãos, a Igreja deve continuar vencendo estas tempestades. Mas volto
a falar sobre este pontificado, com humildade pedindo perdão. Perdão por aquilo que fiz as escondidas.
Perdão pelas brincadeiras. Perdão pela ausência. Perdão por não ter sido capaz de me assemelhar
completamente ao Cristo Bom Pastor. Mas creio que fiz o melhor que pude, com todas as minhas 
limitações e dificuldades. Creio firmemente que fiz aquilo que estava ao meu alcance, e fiz por amor.
Amo a Igreja, e tudo o que fiz por ela, foi por amor. E se logo mais, às 22h30, deixa de existir
João II
também é por amor. Sei o quanto a Igreja sofre com um pastor ausente, cansado. E por reconhecer
tudo isso e meus limites, deixarei a cátedra de Pedro. Sigo na certeza, de que, mesmo com tudo,
colaborei um pouco com esta maravilhosa obra da salvação, e continuarei a colaborar, voltando 
ao colégio de cardeais. Mas, tudo o que vivemos, ficará guardado em meu coração. Vi cada clérigo
em um crescimento pessoal, e tive um crescimento pessoal. Tudo foi trabalhado de forma silenciosa,
imperceptível a quase todos. Neste silêncio, muita coisa foi feita. Não grandes feitos, estrondosos,
mas, crescimentos pessoais em cada um. Em cada homilia, em cada reflexão, em cada momento 
com cada um, fui fazendo aquilo que é a missão de um papa. Por fim, leio com vocês alguns trechos
da minha carta de anúncio da renúncia, pois, ao escrever este discurso, vi que lá está tudo o que 
quero dizer-vos. 
Parto não porque é mais simples para mim, ou menos trabalhoso. Há tantas coisas que ainda 
queria fazer convosco. Tantos planos, tantos projetos... E, por mais doloroso que me é fazer isso, 
sinto que é o tempo. Prefiro vos deixar com amor. Amor por cada um  de maneira especial, sobretudo 
por aqueles me  ajudaram mais de perto ao longo do pontificado. Foi um pontificado que vivi 
com intensidade, e aqueles que se abriram a ele também puderam viver. Poderão vir papas que
 mudarão aquilo que fizemos.  Haverão aqueles que poderão me criticar, poderão vos criticar. 
Mas, aquilo que Deus operou em nós, a nossa amizade, os nossos momentos juntos, tudo que construímos,
isso sempre permanecerá em uma página da história que ninguém jamais poderá apagar. Permanecerá 
eternamente em nossos corações. E vocês, cada um, permanecerão eternamente na história do 
Pontificado de João II. Sempre vos disse que ninguém é papa sozinho. E tudo o que houver de bom
a ser lembrado sobre mim na história, eu dedico a vocês. Vocês quem fizeram todo este pontificado,
eu fui apenas um instrumento de Deus para vos guiar. Tudo foi feito por vocês.
Há, obviamente, aqueles que não conseguiram crescer nada nesse pontificado, pois permanecem 
colocando-se limites. São ignorantes. Virá outro, e também como ele vocês devem crescer e fazê-lo crescer; 
aprender e ensinar; obedecerem e ama-lo; viver com intensidade cada momento não só do pontificado, 
mas da vida de vocês. Mesmo com tudo que pesar ao contrário, não se lembrem do meu lado ruim, 
nem mesmo do lado bom, lembrem-se sempre do que vos disse desde o primeiro dia: VIVAM COM INTENSIDADE, COM AMOR, A DOAÇÃO A JESUS CRISTO! 
ELE VALE TUDO! NÃO TENHAM MEDO! FAÇAM DA NOSSA IGREJA UMA IGREJA BONITA, 
QUE RESPLANDECE A TODOS O ROSTO DO RESSUSCITADO! NÃO PERCAM A ESPERANÇA!
Esta não era a minha missão, é a missão de todos vocês. Não deixem-a para trás! Permitam ao 
Espírito Santo realizar esta obra através de vocês. Não se esqueçam disso jamais!
É sempre um novo tempo, de erguermos o estandarte da cruz, e arrebanharmos as almas ao Cristo! 
Para encerrar: VIVAM COM INTENSIDADE!

14.01.19

Amados irmãos no grau do sacerdócio, de forma particular saúdo os eminentíssimos cardeais,
Amados e amadas de Deus,
estamos celebrando a ação de graças por todo este pontificado. Gostaria de, partindo da Liturgia 
da Palavra do dia de hoje, refletir convosco também sobre o que foi este pontificado. 
Estamos na primeira semana do Tempo Comum, a Liturgia neste ano de 2019 nos convida a iniciarmos
o Tempo Comum com a Carta aos Hebreus. A carta aos Hebreus, cujo não se sabe o autor, mas sabe-se
que nem é uma carta, inicia falando logo sobre Jesus Cristo. No passado, Deus se comunicava 
com o povo pelos profetas, mas agora, nos últimos tempos, Deus havia se comunicado com o povo
por meio de Cristo Jesus. Isso nos leva ao Evangelho de ontem, quando o céu se abre. Irmãos, 
por meio de Jesus Cristo, a nossa comunicação com o Pai foi aberta novamente. Tudo estava fechado
para nós. Mas Cristo nos abre novamente a graça de nos comunicarmos com Deus, pois Ele mesmo
é Deus. O Senhor Jesus, por meio de toda a sua obra redentora, nos torna Filhos, e nos permite 
termos novamente contato com o Pai, já que este havia se encerrado pela desobediência do povo.
E veremos ao longo destas quatro primeiras semanas do Tempo Comum, como a obediência do Cristo
nos mereceu esta comunicação com o Pai. Nos voltando, portanto, ao Evangelho, observamos 
a mesma dimensão, apresentada de outra forma. Cristo chama os seus discípulos, já na ciência
que eles seriam os primeiros bispos, eles seriam a Igreja nascente, para que eles fossem os continuadores
da comunicação do povo com Deus. De fato, a Igreja é esta figura que mantém a nossa relação
intima com Deus. A Igreja é aquela que continua, hoje, trazendo as verdades de Deus, e realizando
o intercâmbio comunicativo, que deve haver entre os filhos de Deus dispersos pelo mundo, e o seu Deus,
Criador, Redentor e Santificador. Por isso, a Igreja não só dialoga com o mundo, mas também 
dialoga com Cristo, sua cabeça. Assim, irmãos, nós, como Igreja Habbiana, devemos ser aqueles
que ouvimos a Palavra do Senhor, e a apresentamos ao povo. Povo que tem os seus anseios, que necesista
da voz do Deus todo amoroso, que os convida a ter esta comunicação com Ele. Que o Senhor faça
de toda a Igreja uma ferramenta de comunicação, que leva as verdades da fé, e traz as necessidades
do povo de Deus. Pois Ele foi o primeiro a nos abrir as portas da comunicação com Deus, para que 
todos saibamos que temos um Deus disposto e disponível a nos ouvir, um Deus próximo de nós.
Que nós também possamos nos tornarmos próximos de Deus, seguindo o seu exemplo, de irmos
as águas mais profundas, para sermos pescadores de almas. Amém.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Encerramento do Concílio

Caríssimos padres conciliares, que hoje pela última vez recebem este nome, nesta solene sessão conciliar,
em forma de celebração eucarística, na qual encerramos o Concílio Vaticano VII, amado povo de Deus,
Estamos encerrando o Concílio Vaticano VII. Na história da Igreja realizaram-se diversos Concílios,
e eu destaco os dois últimos grandes: Vaticano V, que deu respostas as urgências litúrgicas e legislativas da Igreja, 
e Latrão I, que deu respostas as urgências pastorais.
Quando decidi convocar o Concílio Vaticano VII, fui desencorajado, pois foi considerado um erro
abri-lo. De fato, haveriam poucos assuntos a serem tratados, mas, para mim, era importante convocar
os bispos do mundo todo, para ouvir suas opiniões. Lembrem-se que naqueles dias da convocação
vivíamos a tempestade da cisma no bhlet, a dispersão do clero, a onda de mentiras, e de revelações.
Neste contexto, convoquei um concílio destinado ao fracasso. Mas, logo na primeira Sessão, Deus 
se mostrou ao meu lado. Ali decidimos sobre a permanência de toda a Igreja aqui no Habbo Hotel,
que resultou na primeira constituição apostólica conciliar, a Igreja Universal, que trata justamente
sobre esse assunto, um dos dois principais assuntos a serem tratados neste santo sínodo. Depois,
veio a segunda sessão conciliar, uma sessão para refletir sobre as alterações daquelas leis do Concílio
Vaticano V sobre Liturgia, e que veio a apresentar a vontade da Igreja sobre estes assuntos, e,
por fim, não resultaria em grandes documentos, apenas uma declaração conciliar. Do mesmo
modo realizou-se a terceira sessão conciliar, que resultou no decreto conciliar datado de 6 de Janeiro 
e logo tornado público, onde ordenamos a reforma do Código do Direito Canônico e da formação
nos seminários. Bem como uma declaração conciliar sobre a unidade do clero. Por fim, realizamos
a IV e última sessão do concílio destinado a derrota, onde tratamos sua segunda principal pauta:
A natureza da Igreja no Habbo Hotel. Uma questão que a muito tempos assolava os grupos da Igreja
e as rodas de conversa, trazendo péssimas interpretações, e uma visão de Igreja faz-de-conta. 
Assim, esta sessão resultou na constituição apostólica Salus Animarum, que até o fim desta noite
será publicada.
Irmãos, Deus se mostrou ao nosso lado durante todos os dias deste concílio, que não foi um concílio
de ruptura, mas de continuidade. Continuidade daquilo que o Senhor já havia iniciado outrora,
em outros concílios, no coração do seu povo fiel. Como dizia São Paulo VI: "Por assim dizer, a Igreja baixou 
a dialogar com o homem; e conservando sempre a sua autoridade e a sua virtude, adoptou a maneira de 
falar acessível e amiga que é própria da caridade pastoral. Quis ser ouvida e entendida pelos homens. "
A primeira leitura da missa de hoje, da Profecia de Sofonias nos leva a refletir que Deus está sempre 
presente conosco. Sim irmãos, é Ele quem nos orienta, é Ele quem guia a Igreja Católica no Habbo
Hotel, pois atrás de cada um de nós há alguém real, a qual o Espírito Santo toca e conduz. Deus não nos 
abandona, pois sabe que fazemos isso por amor, que esta é nossa forma de doar a vida pela
causa do reino,
não ainda plenamente como deve ser, mas num caminho bonito de crescimento pessoal e crescimento
na vida de Igreja. A mesma dimensão se apresenta no Evangelho, quando Jesus pede que anunciemos
o Evangelho, pois Ele permaneceria conosco, nos auxiliando na missão. Assim irmãos, a segunda 
leitura nos orienta a sermos uma Igreja harmônica, onde cada um ocupa seu lugar, seu papel.
Uma Igreja de harmonia, é uma Igreja bonita. Que nós, padres, bispos, cardeais, leigos e leigas 
do Habbo, possamos nos transformar numa Igreja cada vez mais bonita, que evangeliza, como
diz São Francisco de Assis, usando palavras se for preciso. Pois é uma Igreja bonita que evangeliza
por sua própria existência. Uma Igreja bonita, que manifesta a todos o rosto do Cristo,
Bom Pastor crucificado e ressucitado, que convida a todos a participar da mesa do seu reino.
Que nossa Igreja possa ser isso, que nos possamos a transformar nisso, aí estaremos cumprindo
o nosso papel de batizados, sendo discípulos do Mestre, que nos convida a lançar as redes e ir
as águas mais profundas. Amém.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

"Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, 
como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou."
Assim, São João narra o perfeito amor com que nosso Senhor Jesus Cristo amou a sua Igreja.
Cristo ama a Igreja até o extremo. Hoje, este sucessor de Pedro se reconhece humano e limitado.
Tenho, e os que me acompanham de perto sabem muito bem, um amor muito profundo pela nossa Igreja.
Mas sei das minhas limitações, e sei que eu sou o mais pode prejudicar a nossa amada Igreja.
Por isso, ciente das consequências de meus atos, 
comunico a todos que renunciarei o ministério petrino às 22h30 do dia 14 de Janeiro deste ano
recorrente de 2019.
Faço isso, ciente de amei a Igreja até os meus extremos. Infelizmente os meus extremos não são
os mesmos que Cristo. Cristo é muito além de mim, e sabe ter o perfeito amor. Eu, na minha limitação -
óh quão limitado sou - fiz tudo aquilo que poderia e que julguei oportuno fazer. Mas sei também,
que de agora em diante me tornaria um peso, um fardo, e não é conveniente. É conveniente usar
de um pensamento maduro e cristão: colocar o bem da Igreja acima dos meus. Assim, também 
eu vos convido a colocarem o bem da Igreja acima dos seus, e fazerem uma reflexão profunda 
do vosso ministério.
Quanto a mim, farei convosco a IV e última sessão conciliar na segunda-feira, dia 07. Depois,
na quinta-feira, dia 10, vamos encerrar solenemente esse santo sínodo, dia onde também desejo fazer
a publicação de uma parte dos documentos. Os demais serão postados até o dia 14.
No mais, vos desejo que possam continuar se esforçando para serem aquilo que vos peço desde o ínicio
deste pontificado: o rosto bonito da Igreja, que é luz para os irmãos e irmãs. 
Empenhem-se nesse caminho de belezas que é o seguimento ao Senhor Jesus Cristo. Ele, que nos 
amou até os extremos, ensine a cada um de nós a fazermos também um seguimento fiel,
alegre e bonito,
nesse caminho que vale a nossa própria vida. Amém.