Amados irmãos no grau do sacerdócio, de forma particular saúdo os eminentíssimos cardeais,
Amados e amadas de Deus,
estamos celebrando a ação de graças por todo este pontificado. Gostaria de, partindo da Liturgia
da Palavra do dia de hoje, refletir convosco também sobre o que foi este pontificado.
Estamos na primeira semana do Tempo Comum, a Liturgia neste ano de 2019 nos convida a iniciarmos
o Tempo Comum com a Carta aos Hebreus. A carta aos Hebreus, cujo não se sabe o autor, mas sabe-se
que nem é uma carta, inicia falando logo sobre Jesus Cristo. No passado, Deus se comunicava
com o povo pelos profetas, mas agora, nos últimos tempos, Deus havia se comunicado com o povo
por meio de Cristo Jesus. Isso nos leva ao Evangelho de ontem, quando o céu se abre. Irmãos,
por meio de Jesus Cristo, a nossa comunicação com o Pai foi aberta novamente. Tudo estava fechado
para nós. Mas Cristo nos abre novamente a graça de nos comunicarmos com Deus, pois Ele mesmo
é Deus. O Senhor Jesus, por meio de toda a sua obra redentora, nos torna Filhos, e nos permite
termos novamente contato com o Pai, já que este havia se encerrado pela desobediência do povo.
E veremos ao longo destas quatro primeiras semanas do Tempo Comum, como a obediência do Cristo
nos mereceu esta comunicação com o Pai. Nos voltando, portanto, ao Evangelho, observamos
a mesma dimensão, apresentada de outra forma. Cristo chama os seus discípulos, já na ciência
que eles seriam os primeiros bispos, eles seriam a Igreja nascente, para que eles fossem os continuadores
da comunicação do povo com Deus. De fato, a Igreja é esta figura que mantém a nossa relação
intima com Deus. A Igreja é aquela que continua, hoje, trazendo as verdades de Deus, e realizando
o intercâmbio comunicativo, que deve haver entre os filhos de Deus dispersos pelo mundo, e o seu Deus,
Criador, Redentor e Santificador. Por isso, a Igreja não só dialoga com o mundo, mas também
dialoga com Cristo, sua cabeça. Assim, irmãos, nós, como Igreja Habbiana, devemos ser aqueles
que ouvimos a Palavra do Senhor, e a apresentamos ao povo. Povo que tem os seus anseios, que necesista
da voz do Deus todo amoroso, que os convida a ter esta comunicação com Ele. Que o Senhor faça
de toda a Igreja uma ferramenta de comunicação, que leva as verdades da fé, e traz as necessidades
do povo de Deus. Pois Ele foi o primeiro a nos abrir as portas da comunicação com Deus, para que
todos saibamos que temos um Deus disposto e disponível a nos ouvir, um Deus próximo de nós.
Que nós também possamos nos tornarmos próximos de Deus, seguindo o seu exemplo, de irmos
as águas mais profundas, para sermos pescadores de almas. Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário