domingo, 25 de abril de 2021

25.04.2021 - IV Domingo da Páscoa e Ordenações Episcopais

Irmãos, neste IV Domingo da Páscoa, celebramos o Domingo do Bom Pastor. E hoje nos reunimos nesta basílica para ordenamos no terceiro grau da Ordem, a plenitude da Ordem, os nossos irmãos Júlio Oliver e Nadson Paixão. A liturgia deste domingo, nos três ciclos litúrgicos dominicais, nos remetem que somos as ovelhas do Senhor, sempre com base em diferentes trechos do décimo capítulo do Evangelho de São João. No ano A, ele é a porta do redil, por Ele devemos entrar. No ano C, Jesus é aquele que dá a vida eterna às ovelhas. Neste ano B, Jesus é o Bom Pastor que se entrega livremente pelas ovelhas. Júlio e Nadson, é a este Cristo que hoje vos configuramos de modo ainda mais perfeito pela Ordenação Episcopal. Tornando-vos sucessores dos apóstolos, queridos filhos, deveis vos configurar ao Cristo Bom Pastor, a aquele que dá a vida por suas ovelhas. E não só dar a vida, mas, dá-la livremente. Foi na liberdade que Jesus deu a vida por nossa Salvação. Quem serve a Cristo, quem é cristão, deve, também, dar a vida livremente. É preciso desgastar-se, irmãos. É muito forte pensar que devemos dar a vida pelas ovelhas. Nós bispos, devemos dar a vida pelos que nos foram confiados, e do mesmo modo os presbíteros. Mas essa não é uma missão exclusivamente dos clérigos. Todos os membros da Igreja devem se esforçar para reunir os homens e mulheres sob o cajado daquele que é o supremo e Bom Pastor, Jesus Cristo. Isso se dá porque, como nos recorda São João na sua carta, somos Filhos de Deus. E, como filhos, devemos convidar a todos a se tornarem também filhos, também verem a manifestação de Jesus Cristo. Irmãos, o cajado que nos reúne no Senhor é sua a cruz, cruz crucificado e Ressuscitado, cruz que unindo-se ao corpo do Senhor une a todos nós. Monsenhores Júlio e Nadson, como Franciscanos que sois, vos lembro que deveis permanecer firmes a este carisma, sendo chefes e ao mesmo tempo servos do povo santo. Realizando assim vosso ministério, ele será frutífero. Não percam vossa essência. Vós recebereis o báculo, o vosso cajado. Ele traz no seu topo uma curvatura por dois motivos. Em primeiro lugar, ela recorda a limitação de vosso poder e vossa obediência ao Romano Pontifice. Em segundo lugar, ela é usada para arrebanhar as ovelhas de Cristo. Vocês, como bispos, devem arrebanhar as pessoas, de modo integral, para o redil do Senhor. E devem, de modo particular, arrebanhar os presbíteros, diáconos e seminaristas. Estes que tantas vezes se perdem e se desviam, sob vossa tutela, devem retornar para o Caminho, para o serviço. Por isso, no espírito do Sínodo que celebraremos, a Igreja espera que vocês, Júlio e Nadson e, também, todos os bispos, sejam agentes na formação presbiteral, tanto nos seminários como na formação permanente, e que sejais de tal modo exemplo, que, ao ouvir a voz dos senhores, os vossos súditos ouçam a voz do próprio supremo e Bom Pastor. Quando acaba a eletrecidade, nós chamamos os outros e nos guiamos por sua voz. Assim também deve ser, irmãos, a nossa relação com Jesus. Deixemos que sua voz nos guie, caminhemos por seus caminhos, ele nos levará a verdes pastos. Confiemos em Jesus, irmãos, pois Ele é nosso pastor e não nos abandona. Ele teve a coragem de dar sua vida por nós e a força de retomar a sua vida para nos dar a vida. Os homens o rejeitaram, mas Ele é a pedra que nos une. Ele é a pedra que nos une como Igreja e é a nossa unidade com o Pai. Por isso, Monsenhores Júlio e Nadson, irmãos todos aqui reunidos, anunciamos o nome de Jesus Cristo acima de tudo e louvemos esse nome, pois como nos recorda São Pedro: não há outro nome pelo qual sejamos salvos.

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