Irmãos, qual vem sido o papel de Deus em nossas vidas? Ele vem sido àquele que amamos mais do que nossos pais, mães, filhos, filhas e mais do que a nós mesmos? Ou estamos deixando o Senhor em segundo, terceiro ou quarto plano? Quando os casais se apaixonam, querem estar o tempo todo próximos da pessoa amada. Isso é paixão. Quando amamos, queremos também estar junto, mas, sabemos que quando não podemos estar fisicamente próximos, ao menos estamos com os corações unidos. Assim deveria ser a nossa relação com Deus. Deveríamos ser apaixonados por Ele e deveríamos amá-lo de todo o coração. Mas, sabemos que muitas vezes não somos assim. Tantas e tantas vezes deixamos o Senhor em outros planos e vamos fazendo aquilo que mais nos convém primeiro. Como estamos sendo insensatos... Uma frase atribuída a Leonardo Da Vinci, diz assim: "As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.". Nós, muitas vezes, esquecemos de olhar para o Senhor. E, olhando para o Senhor, olharmos para o crucificado. Nós nos esquecemos de admirar o amor e não poderemos amá-lo. É fácil olhar para o Senhor glorioso e se encantar. Difícil é olhar ao crucificado, morto, ensanguentado e encontrar a beleza Nele. Beleza que precisamos imitar, pois, Jesus disse que quem não toma a cruz para segui-lo, não é digno Dele. Este é um convite contínuo a amarmos a Deus onde estamos plantados. É injusto dizermos que apenas os sacerdotes, os religiosos e religiosas, cumprem este mandamento de amar a Deus. Os casados, leigos e leigas, também devem amar a Deus acima dos pais, mães, filhos, filhas, esposos, e mais do que a si mesmo. Amar a Deus, renunciar a si mesmo, amar a Deus mais do que a si mesmo, é colocar os planos e projetos de Deus para a nossa vida acima de nossa própria felicidade, na esperança de neles encontrar a felicidade. Isso dói? Dói. Dói muito? Dói muito. Mas, como diz Saint-Exupéry: "O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.". Não tenhamos medo de nos desgastar no amor por Deus, de sentir a dor da cruz, pois sem esse desgaste e sem essa dor, estaremos amando a nós mesmos, mas, ainda não estaremos amando a Deus.
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