domingo, 25 de julho de 2021
25.07.2021 - XVII Domingo do Tempo Comum
Irmãos, o preço da nossa Salvação é demasiadamente elevado. Neste Ano Litúrgico B, de São Marcos, damos uma pausa na leitura do Evangelho de Marcos e nos voltamos para o Evangelho de São João, tendo em vista que o texto de Marcos é curto. Nós ouvimos no texto bíblico de São João a multiplicação dos pães. Devemos observar que nem mesmo duzentas moedas de prata poderiam alimentar toda aquela multidão que estava ali para ouvir Jesus. Lembremo-nos que quando Judas Iscariotes vende a Jesus, ele o faz por trinta moedas de prata. O pão com o qual Jesus ia saciar a multidão valia muito mais do que o preço da sua própria vida. De fato, o pão que o povo comeu naquele dia era prefiguração do pão Eucarístico que seria partido e repartido nos altares do mundo. Com a multiplicação dos pães, Jesus adianta a sua hora. Sim, pois a Eucaristia está diretamente conectada com a hora da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Podermos celebrar a Eucaristia nos garante dignidade e libertação. Naqueles tempos, só podia sentar-se o homem livre. O homem escravo, o servo, tinha a obrigação de permanecer em pé diante de seus senhores. Jesus manda que o povo se sente. A Eucaristia concede-nos dignidade. Sermos participes da Ceia do Senhor nos concede libertação da escravidão do pecado e nos reconhece como pessoas. Entorno da Ceia do Senhor não há escravos ou livres, ricos ou pobres, brancos, pretos, amarelos ou pardos, nem mesmo pecadores ou santos. Aqui, somos um só Corpo e um só povo, todos iguais. Junto do Altar do Deus da vida somos todos o povo liberto que diante dos seus olhos vê Jesus repetir aquele mesmo gesto de pegar o pão, elevar os olhos ao céu, dar graças, partir e o dar aos discípulos para que nós possamos comer Dele. Cristo é pão dos pobres, famintos e necessitados. Mas, não dos que tem fome e sede das coisas deste mundo, apenas. Ele é pão que sacia a fome mais intensa que o ser humano sente que é a fome de Deus. Nossos anseios, projetos e sonhos, o que temos e somos, nada disso nos realiza completamente, nos sacia completamente. Arthur Schopenhauer fala exatamente sobre essa nossa busca de felicidade nas coisas e quando conseguimos o que desejávamos, retornamos a infelicidade. Só Cristo sacia completamente o ser humano e seu coração. Mas, para isso, precisamos entrar em comunhão com Ele. De tal modo, disse Bento XVI: "a transformação da substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue de Cristo é fruto do dom que Cristo fez de si mesmo, dom de um Amor mais forte que a morte, Amor divino que o fez ressuscitar dos mortos. Eis porque a Eucaristia é alimento de vida eterna, Pão da vida." Entremos em comunhão com Cristo por meio da participação neste Banquete da Vida e Libertação. Assim seja! Amém.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário