Irmãos, celebramos este rito que é atribuído, originalmente por Santo Ambrósio, mas, que seguiu a Constituição Sacrossantum Concilium do Concílio Vaticano II. Este rito é utilizado por 5 milhões de católicos da região norte da Itália e é uma liturgia belíssima da nossa Igreja Latina. Celebramos, hoje, a festa da Senhora do Carmo. Cabe-nos uma pergunta, irmãos: que lugar estamos na relação com Jesus? Maria foi aquela que soube ser mãe do Senhor, pois, soube fazer o que manda a Palavra de Deus. Mas, todos nós, quando ouvimos sua Palavra e colocamos em prática, também nos tornamos irmãos e irmãs de Jesus. Temos, porém, dificuldade em colocar em prática a vontade do Senhor, pois, colocamos nossas vontades como superiores. Não nos esforçamos para sermos amigos, irmãos e irmãs de Jesus. Então, Maria, que nos quer com seu Filho, nos concede meios de alcançarmos essa relação íntima com Jesus, que se concluí no céu. A Mãe de Deus, aparecendo a São Simão Stock, um monge carmelita, no monte Carmelo, entrega-lhe o escapulário. Quem usar o escapulário, Nossa Senhora garante, que não irá para o inferno. Morrendo com o escapulário sobre os ombros, a pessoa conseguirá a salvação. E é seguindo esta promessa, que milhares de pessoas utilizam-se deste sinal de devoção. O monte Carmelo, desde os tempos do profeta Elias, já era um local marcado do encontro com Deus. E, com a experiência realizada lá com Nossa Senhora do Carmo, aquele local se tornou ainda mais marca de um Deus que fala com a humanidade e quer atrair-nos à Ele seja como for. Constantemente o Senhor nos concede meios para sermos salvos. Por que não abraçamos esse meio? O que estamos esperando para abraçarmos o Senhor? Em nossos dias, é tão comum vivermos numa cultura do imediato. Mas, não temos pressa para as coisas de Deus. De fato, Deus em nós não cresce de imediato. Deus vai crescendo dentro de nós como a semente de uma bela flor, que vai se expandindo dentro de nós. Um momento, porém, essa flor desabrocha dentro de nós. Maria é a flor do Carmelo. Nela, de tal modo desabrochou Deus, que se tornou a mais bela das flores e a mais bela das almas. Deixemos, pois, que Cristo vá crescendo e se formando em nós e abramo-nos a experiência de sermos seus irmãos e irmãs: aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.
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