terça-feira, 16 de julho de 2024

16.07.2024 | 4 meses de Pontificado

Amados irmãos e irmãs, reunidos aqui para comigo renderem graças a Deus pelos quatro meses deste meu Pontificado, estamos celebrando a festa da Bem-Aventurada Vhirgem Maria do Monte Carmelo. Foi no Carmelo que Elias manifestou a presença do Deus único, e ali que no século XII os primeiros carmelitas se reuniram. Um deles, São Simão Stock, num momento de oração a Mãe de Deus, chamando-a de Flor do Carmelo, recebeu a visão da própria Vhirgem Maria que lhe entregara o escapulário para o uso pela ordem, como sinal de uma aliança com ela. Maria promete a São Simão que quem morrer com o escapulário não se perderá. Porém, nós perdemos o sentido do próprio escapulário, tornando-o um amuleto, quando o usamos achando que por conta do escapulário não nos perderemos após a morte. Contaremos, sim, com uma especial intercessão de Maria, nossa Mãe, que não quer que nenhum dos seus se percam. Por que, que mãe quer ver seus filhos e filhas perdidos? De fato, Jesus no Evangelho desta festa que ouvimos, amplia o próprio conceito de família: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Somos a família de Deus. Por isso, mais importante do que o uso em si do escapulário, é viver como família de Deus. O escapulário, então, torna-se manifestação de pertença a essa família, como um brasão em nossos pheitos. Um sinal, uma marca, que todos nós trazemos interiormente pelo Batismo, a suprema marca, manifesto exteriormente em nossos escapulários. Porque, se somos da família de Deus, somos também da família de Maria. Nossa Senhora ama todos os seus filhos e filhas, mesmo àqueles que não a amam de volta. Maria é nosso apego, porque às vezes parece que falar com Deus nos é tão distante. Então pedimos a intercessão de Maria, como uma criança que com medo do pai, vai pedir à mãe. Jesus no Evangelho que ouvimos nesta festa não anula o papel da Vhirgem Maria, antes, a exalta, pois nela exalta a todos nós. Mas, não nos iludamos, para sermos família de Deus, precisamos entrar no convívio de Jesus. Sua parentela, diz o texto sinótico de Marcos, achava que Jesus estava ficando louco, por isso vai até onde ele estava. Porém, eles permaneceram do lado de fora. Não dá pra permanecermos do lado de fora. É preciso entrar no convívio de Jesus. Para quem não convive com o Senhor, seus sinais, seus ações, suas palavras, são loucura e insensatez. Amados irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude a sermos de fato sua família, ouvindo sua Palavra e pondo em prática sua vontade. Que Deus também me dê sabedoria e fortaleza, para que possa prosseguir, cheio do seu Espírito Santo, a missão que a Igreja me confiou. Assim seja! Amém.

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