quarta-feira, 3 de agosto de 2022

03.08.2022 - Vigília de Oração

Queridos filhos, antes de iniciar o tema do "Mistério da Salvação na Liturgia", sobre o qual nos debruçaremos nas Audiências Gerais a partir da próxima quarta-feira, na catequese desta noite tratarei sobre o sacerdócio em nossa realidade no Habbo. 
COMO TER ÂNIMO PARA DESEMPENHAR O SACERDÓCIO NO HABBO? 
Quero destacar três palavras: gosto, amizade e vontade.
A primeira coisa é o GOSTO e sobre isso me debruçarei mais. Irmãos caríssimos, não tem como ser clérigos no Habbo, se não temos gosto pelas coisas da Igreja. Podemos até amar a Deus, mas não termos gosto pelas suas coisas, gosto pela Igreja da realidade. Isto porque, como afirmou o Concílio de Jerusalém no Habbo, em 2020, no documento sobre a Igreja: "Em nossa missão de evangelizar pelos meios virtuais, é necessário realizar a pregação explícita da Palavra de Deus e de todo o rico tesouro que compõem a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Entre estas pérolas da Igreja, está sem dúvida a realização dos sacramentos. Embora a pregação primeira seja necessariamente da Palavra de Deus, a celebração dos sacramentos, mesmo que virtualmente, favorece o encontro da comunidade reunida que apresenta ao Pai suas preces e o louva em espírito e verdade, alimentando a fé e fazendo-a crescer no encontro com o anúncio do Senhor Ressuscitado, presente de forma verdadeira nos tabernáculos dos templos reais. De tal modo que, por meio da realização dos sacramentos, a Igreja pode ser apresentada em sua totalidade, favorecendo o incentivo para a participação daqueles que são virtualmente atingidos pelo nosso trabalho, a fim de que, de forma concreta, passem da presença na comunidade virtual para a comunidade real.".  Nós precisamos, portanto, ter gosto por àquilo que fazemos. Quem não tem gosto não vai aguentar, é muito simples. Pois quando se gosta de algo, se explora essa coisa, sente-se a alegria por fazê-la. Quem faz sem alegria, cheio de desânimo, não realiza um bom serviço e por isso não deveria estar desempenhando qualquer ministério que seja. Mas, poderiam me perguntar se eu acredito ser essencial que os bons sacerdotes no Habbo queiram ser padres na realidade e eu já respondo que não acredito. Acredito que basta que a pessoa faça com gosto e tenha gosto pelas coisas. Se esse gosto vai evoluir para uma vocação na realidade só Deus sabe. Pois, não é necessário que todo mundo que gosta da Igreja queira se consagrar a ela como ministro. Pelo contrário, a Igreja também precisa de leigos e leigas, pessoas que se dediquem a servir a Cristo de outros modos. Então é indispensável que exista este carinho ou desejo pelas coisas que são próprias da Igreja. Além disso, é preciso desenvolver um carinho, um gosto, um afeto, pela própria Igreja no hotel. É preciso que isso traga alegria, satisfação. Não a satisfação de quem cresce em cargos, ou algo do tipo. Não! É uma satisfação, uma alegria, uma felicidade por estar fazendo algo que gosta. Sem isso, quando as coisas esfriam, quando as pessoas nos desanimam, nós simplesmente nos deixamos ir e desistimos. É preciso termos em mente que não estamos perdendo nosso tempo, que não é uma simples brincadeira. É um serviço, um ministério virtual que nos fará crescer como pessoas, assumindo responsabilidades, no conhecimento e até mesmo no amor. Eu repito isso várias vezes pois acredito que isso é uma verdade, meus irmãos, vale a pena. E vale a pena para todos: para os que querem ser padres, para os que não querem, para os que querem conhecer mais sobre a Igreja, para os que querem gastar seu tempo em algo, e sobretudo para os que querem crescer no caminho do Senhor e convidar os outros para isso também. É por isso que precisamos nós sermos sacramentos vivos. É necessário, portanto, mesmo que os outros não saibam o significado, usarmos a batina ou o colarinho romano. Sempre devemos estar com uma dessas vestes. Essas combinações de vestuário dificilmente serão vistas sendo usadas por pessoas que não são da Igreja. Elas podem até usar uma peça ou outra, mas a combinação toda nos identifica. Além disso, ela nos lembra quem somos, e isso não podemos perder de vista. Eu bato nessa tecla desde o começo do pontificado e baterei até o último dia se for preciso: quando nos veem com nossas vestes, os outros se lembram de Deus; quando nos veem celebrando, se lembram de Deus; quando agimos com amor, se lembram de Deus; quando pregamos, anunciamos Deus! Sem o gosto por tudo isso, iremos realmente desanimar. Digo por mim mesmo, se não fosse o gosto pela Igreja não gastaria tanto meu tempo (pois isto demanda muito tempo) preparando missas, documentos, homilias e nem mesmo este discurso, esta catequese.
Depois do gosto, a segunda coisa é a AMIZADE. Além de termos gosto, é essencial deixarmo-nos envolver com os irmãos de ministério num espírito de amizade. Digo por mim mesmo, que há tantos anos estou aqui: graças a Igreja desenvolvi belíssimas amizades que não tenho dúvidas que levarei por toda a vida; pessoas que sem dúvida amo. Sem citar nomes, mas digo de irmãos que já combinamos de participar das ordenações uns dos outros na realidade, mas, não só isso, pessoas com as quais realmente partilhamos sobre a nossa vida fora do jogo e constituímos vínculos de amizade. E mesmo que não seja amizade fora do jogo, que seja amizade dentro do jogo. Isso é muito importante. Os amigos se animam mutuamente e vão se suportando, se dando forças. É tão triste quando ficamos sozinhos. Mas, às vezes falta que nós dêmos abertura para haver esse entrelaçamento entre nós e os outros numa relação de amizade. Permitamo-nos a isso. Mesmo que você seja um chato de galocha, tenha certeza que você encontrará outro para ter amizade com você! Aqui um ponto importante é que essas amizades devem ser sadias, e não erotizadas. É uma realidade para se ter cuidado. E a amizade, ou ao menos um vínculo de cuidado, deve haver entre os diferentes graus da hierarquia e principalmente com os seminaristas. Quantos não deixam o nosso convívio por não se sentirem bem acolhidos entre nós? A amizade, irmãos, é indispensável para nosso ânimo no sacerdócio.
A terceira coisa é a VONTADE. O Concílio de Jerusalém, no documento sobre o sacerdócio disse que: "Por conseguinte, o sacerdócio na Igreja habbiana é chamado a ser o principal difusor da missão eclesiástica que exercemos por este meio virtual, pois devemos ser os primeiros 'chamados para o serviço do Povo de Deus', agindo através da pregação da boa-nova do Evangelho, por meio da dissimulação dos sacramentos, principalmente o da Eucaristia". Mas, para mim, há uma realidade além que eu disse na missa de abertura, ontem: nós somos sacerdotes no Habbo na medida em que ofertamos a Deus um sacrifício de louvor conduzindo as outras pessoas à Cristo, e também oferecemos o nosso esforço de perseverar, de se doar e se gastar. Por isso, é claro que nem em todos momentos nós teremos ânimo. Isso é natural. Tem momentos que todos nós ficamos borocôxos, queremos desistir, andamos nos arrastamos e não participamos e não ajudamos em nada. Acontece comigo e com cada um de vocês. Mas precisamos ter simplesmente vontade de continuar. Por isso, precisamos avaliar tudo antes de desistir de qualquer coisa na Igreja: as amizades, o gosto, as situações adversas, as situações favoráveis, nossas condições, nossa compreensão da missão, a missão em si. Normalmente, basta ter vontade de continuar, de fazer dar certo e continuamos. E quando não conseguimos, quando realmente não dá, nós precisamos ter a humildade de reconhecer isso. Não é fracasso. Pelo contrário, é coroarmos um obra bem sucedida. Mas, sem vontade de continuar, qualquer ventinho nos derruba, nos faz desistir. 
GOSTO, AMIZADE E VONTADE: Três realidade que unidas AO AMOR A CRISTO nos animam para desempenharmos o nosso sacerdócio em nossa Igreja. Que Deus nos ajude a nos animarmos para nos empenharmos no ministério que nós escolhemos. Assim seja! Amém.

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