terça-feira, 9 de agosto de 2022

09.08.2022 - Primeiro mês de pontificado

Saúdo o superior geral dos Redentoristas, Dom Vito Cardeal Lavezzo, que me convidou para celebrar aqui a comemoração do primeiro mês de meu pontificado. Em seu nome saúdo todos os diletos concelebrantes e todos que estão aqui presentes. Queridos filhos e filhas, a liturgia desta terça-feira nos interpela a sermos alimentados pela Palavra de Deus. A profecia de Ezequiel ilustra justamente esta realidade. Após a visão que Ezequiel teve ontem, hoje ele é chamado para a missão profética. Mas, para ser profeta, antes ele deve se alimentar da Palavra. E a Palavra era doce como o mel em sua boca. Ezequiel é otimista, filhos e filhas. Sabemos que nem sempre a Palavra do Senhor é doce, nem sempre ela "desce fácil". Muitas vezes a Palavra nos exige mudanças radicais, nos exige uma transformação, e isso nem sempre é fácil. A Palavra do Senhor tantas e tantas vezes nos tira do comodismo e ainda assim segui-la é mais doce do que seguir as palavras, ou melhor, as outras vozes. Ela é mais doce porque, mesmo quando dura, está propondo o amor e aliança. E é só experimentando em nós a ação de Deus, aquilo que Deus nos propõe por sua Palavra, que nós seremos capazes de levar essa mesma Palavra a todos. Diante da Palavra de Deus devemos ser como crianças, na dinâmica do Evangelho que ouvimos. Isto é, como crianças, devemos nos confiar e deixarmo-nos sermos guiados pelo próprio Deus. A criança confia no pai ou na mãe e acolhe com pureza o que lhes é ensinado. Assim também devemos ser diante daquilo que Deus nos fala: termos uma atitude de confiança. Diante de Deus, reconheçamos que somos pequenos. Não tenhamos medo, filhos e filhas, de ouvirmos o que Deus quer de nós e com sabedoria acolher sua Palavra em nossas vidas para sermos conforme os seus projetos. E quando formos profetizar, a partir da nossa vivência com a Palavra, precisamos profetizar a todos, sem excluir ninguém. Pensemos nas condições das crianças no tempo de Jesus: eram consideradas como inferiores, sem importância social. Aliás, era muito comum uma criança morrer por doenças. Ou seja, só se investia nas crianças se vissem que ela iria "vingar". Ainda hoje existe esta cultura em alguns povos. Esta cultura é negativa. Nossa missão profética é alcançar também as crianças, e mais, alcançar todos os pequeninos, todos os menores, todos os menosprezados, todos aqueles que são descartados e todos aqueles que o pecado maculou. A todos devemos levar a Boa-nova, pois somente a Palavra de Deus pode transformar o mundo. Assim seja! Amém.

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