terça-feira, 25 de maio de 2021

25.05.2021 - Visita em Aparecida

Dom Jean Silva, digníssimo Arcebispo Eleito,
Dom Gregório Cardeal Magnus, digníssimo núncio apostólico,
Irmãos, o que estamos oferecendo em nosso sacrifício? Um coração manchado, maculado pelo pecado, não é capaz de oferecer-se a Deus em sacrifício puro. É claro que Cristo é aquele que se ofereceu ao Pai como hóstia, como vítima, pura, inocente, sem mancha alguma. Mas, e nós? Não precisaríamos nos oferecer do mesmo modo? Então porque continuamos a nos oferecer a Deus como sacrifícios podres? Como se fossemos dons estragados elevados em sacrifício? Como incenso da pior qualidade? O livro do Eclesiástico nos diz que o que agrada a Deus é deixarmos o mal e o que o aplaca é deixarmos a injustiça. Mas, isso não é suficiente. Isso é o suficiente para que ele olhe para nós com misericórdia, com perdão. Tanto isso é uma realidade, que aqueles que não tem reta intenção de deixar o pecado não recebem uma absolvição válida no sacramento da reconciliação. É preciso ir além, é preciso amar o Senhor. É preciso que nossa própria vida seja feita sacrifício. Na celebração Eucarística, todos os batizados oferecem algo a Deus. Enquanto o próprio Cristo é oferecido pelas mãos daqueles que receberam a ordem, cabe a cada um dos participantes da assembleia litúrgica oferecem a Deus a sua própria vida. Mas, esse oferecimento não se dá apenas no ofício litúrgico, mas acontece no dia a dia. No Evangelho, nós podemos perceber que o deixar a a casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos por sua causa e pela causa do Evangelho pode se dar de dois modos. Primeiro pode ser um deixar no sentido literal, abraçando uma vida de doação mais intensa a Cristo por meio dos ministérios ordenados e da vida religiosa. Mas, podemos deixar todas essas coisas também as possuindo. Como? As tendo como segundo plano. Jesus não quer que todos sejam padres, freis e freiras. Mas, quer que todos sejam santos. Por isso, irmãos, o Concílio Vaticano II na Gaudium et Spes nos recorda que todos somos chamados a testemunharmos Jesus Cristo, nos âmbitos variados da sociedade: nos ambientes acadêmicos, de trabalho, de lazer, enfim, em todos os lugares. Quando colocarmos a Cristo, a Deus, em primeiro lugar e todas as outras coisas em segundo plano, é que todas as outras realidade se encherão de sentido, darão verdadeira alegria e prazer ao nosso coração. Sem colocarmos Deus em primeiro lugar, sem fazermos de nossa vida uma oblação, não receberemos a recompensa, que é a vida eterna prometida a nós.
Coloquemo-nos inteiramente no altar do Senhor e firmemos um compromisso com Deus por meio do nosso ofertório. 

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