domingo, 9 de maio de 2021

09.05.2021 - VI Domingo da Páscoa

Irmãos, nós somos amigos de Cristo. Não somos servos, obrigados a fazer o que ele manda. Somos amigos e podemos escolher fazer o que ele nos quer. Na verdade, só seremos amigos se fizermos o que Ele nos manda. E o que Ele nos manda? É um mandamento novo, superior a todos os outros mandamentos. É amar como Ele amou. É uma nova medida para o amor. Cristo torna-se a medida para tudo na nossa vida! Sermos como Cristo, assumirmos a sua semelhança, é o nosso objetivo de vida. Nesse domingo, a Liturgia continua a dinâmica do domingo passado. Devemos permanecer em Jesus. Mas, se ele vai aos céus, o que celebramos nesta quinta-feira com a Ascensão, como permaneceremos com Ele? Permaneceremos se permanecermos no amor. Pois o Cristo vai e nos enviará o Paráclito, o Espírito Santo que é a união do nosso espírito humano com o próprio Deus. O Espírito Santo é o Espírito do amor e que nos torna capazes de amar. Quem não tem o Espírito Santo não é capaz de amar, pois o próprio Deus é amor e nos concede o dom de amar. Não nos basta, porém, amar só aqueles que nos amam. Devemos amar a todos em Cristo Jesus. Nós ouvimos nos Atos dos Apóstolos o relato da conversão de Cornélio, o primeiro pagão a se converter ao Cristianismo. O próprio ministério de Jesus era, em primeiro lugar, para o povo da antiga aliança. Jesus sempre está passando pelas sinagogas, ou entrando e saindo das cidades, pois é um ministério ao povo hebreu. Mas, não se fechou neles o ministério. Assim, com Cornélio, o Espírito Santo se move no coração de São Pedro e o levará a batizar aquele pagão. E o próprio São Pedro vai dizer que ele percebe que Deus não faz distinção de pessoas. E isso é fato, irmãos, para Deus não importa sermos brancos, pretos, amarelos ou indígenas, homens, mulheres, transexuais, heterossexuais ou homossexuais, independente da posição política, todos somos iguais diante de Deus. Ele olha para todos nós com os mesmos olhos. O que define a nossa relação com Deus é o jeito que olhamos para Ele. Pois Deus acolhe os pecadores, mesmo não acolhendo o pecado, ama-nos mesmo que não o amemos o suficiente. Precisamos nós também sermos uma comunidade de acolhida para as mais diversas realidades e verdadeiramente amarmos a todos. Não só dizermos "eu te amo", pois isso é fácil. Precisamos amar com atitudes, demonstrar o amor. Muito mais do que falarmos, o amor se manifesta no carinho e cuidado. Quem ama, cuida. E Deus é aquele que cuida de nós acima de tudo. E que amor, humanamente, é maior que o de mãe? Neste dia das mães, louvamos a Deus por todas as mulheres que são mães, as que geraram, que criaram, que cuidam dos outros. As mães sempre tendem a cuidar dos outros. É um cuidado tão grande que cuida não apenas dos filhos. Assim nos lembramos o que disse o Papa João Paulo I: "Deus é mãe. É Pai, mas, também é mãe.". Que todos nós olhando para Deus e seus cuidados com a humanidade, para Maria, rosto materno de Deus, e para todas as mamães, possamos aprender a cuidar dos que vivem ao nosso redor, amando-os verdadeiramente, como o próprio Cristo amou.

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