Irmãos, estamos celebrando o nascimento da Igreja, a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos com o Pentecostes. A solenidade que hoje celebramos, a terceira em grau de importância dentro do ano litúrgico, encerra para nós o Tempo Pascal. Encerrada a missão de Jesus, ele volta para o Pai, mas, permanece a Igreja e sua missão. Qual é a missão da Igreja? Unir todos os homens sob a mesma aliança firmada no sangue do Senhor. No fatídico episódio da Torre se Babel as línguas se confundiram, mas as línguas de fogo sobre os Apóstolos os apóstolos os possibilitaram reunir todos os povos e nações sob a Igreja de Cristo. Por isso, somos um só corpo, o Corpo de Cristo. Jesus sopra o Espírito Santo na cruz, quando inclina a cabeça e entrega o espírito ao Pai, e este sopro derrama o Espírito do amor sobre toda a humanidade. Quando Ressuscita, Jesus também se põe no meio dos discípulos e sopra sobre eles o Espírito Santo. Mas, o Pentecostes, é o novo sopro do Espírito Santo, que sempre agiu na História da Salvação. Descendo em línguas de fogo, Ele nos impele a professamos nossa fé, explícita em nós os seus dons e nos envia à missão. E os dons não existem para nada, existem para ser colocados em prática. Os dons só podem ser postos em prática numa vida comunitária. Quem não vive para servir, não serve para viver. A vida dos que receberam o Espírito Santo é uma vida que se volta à ação, missionária, evangelizadora, contemplativa, caritativa, enfim, no desenvolvimento dos dons particulares. Acima de tudo, é o Espírito que nos chama e nos possibilita alcançarmos a santidade. Sim, irmãos e irmãs, existimos para sermos santos, para nos unirmos plenamente a Deus. Mas só se une a Deus quem é capaz de construir pontes e não muros, de fazer unidade. O Espírito Santo é o que une nosso espírito humano a Deus, mas é quem também nos une como irmãos e irmãs. Em toda a humanidade, há germes desse Espírito que precisamos fazer florescer. As divisões existentes não são obras do Espírito Santo. Qualquer separação não acontece por vontade de Deus. Rezemos pelos Ortodoxos, Luteranos, Calvinistas, Batistas, Pentecostais, pelos Católicos Progressistas e Tradicionalistas, enfim, por todos os cismáticos, todos os que deixaram o corpo de Cristo, para que voltem à unidade. Quando cortamos um membro, não só o membro morre, mas o corpo fica ferido. O Corpo de Cristo está aleijado, com partes faltando, enquanto todas essas divisões continuarem a ocorrendo na Igreja. Precisamos entender que unidade não é uniformidade, e que o importante é todos permanecermos sob a ação do Espírito Santo, que inspirou as escrituras, os concílios desde Jerusalém até o Vaticano II, a verdadeira Tradição. Utilizemos dessa nova linguagem única que nos trouxe o Espírito Santo: o amor! Pois, o amor de Deus foi derramado em nossos corações, pelo seu Espírito que habita em nós! Aleluia! Aleluia!
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