segunda-feira, 24 de maio de 2021

24.05.2021 - Nossa Senhora Auxiliadora e Mãe da Igreja

Digníssimo Dom Jean Silva, arcebispo eleito de Aparecida.
Digníssimo Dom Gregório Cardeal Magnus, núncio apostólico.
Digníssimo Mons. Lucas Beni, em nome do qual saúdo todos os concelebrantes aqui presentes.
Irmãos e irmãs, estamos celebrando Nossa Senhora Auxiliadora, solenidade aqui nesta Basílica e, numa coincidência deste ano, a memória de Maria, Mãe da Igreja. Esse último titulo, de Mãe da Igreja, já aparecera com Santo Ambrósio de Milão, mas volta a aparecer no Concílio Vaticano II, com São Paulo VI. Nos tempos do Concílio, havia uma discussão se Maria devia ser colocada no mesmo documento que falava sobre a Igreja ou se deveriam criar um documento só sobre ela. Então, sabiamente, o Concílio, na constituição Lumen Gentium, que fala sobre a Igreja, cria um capítulo unicamente para a Virgem Maria, pois, ela é membro da Igreja. E já fora assim na Igreja nascente. São João, colocando Maria aos pés da cruz, confere a ela um lugar privilegiado que ninguém, na época de Jesus, poderia ocupar: estar próximo a um condenado. Mas, São João não faz isso sem motivo, faz para que quando Jesus soprar o seu Espírito, ele recaia primeiro sobre Maria. Maria já era cheia do Espírito Santo pela concepção, mas, agora, recebia novamente o Espírito para ser Mãe da Igreja. Essa Igreja que brota do lado aberto do seu Senhor e que nasce no Pentecostes, recebe Maria como Mãe. Os discípulos deviam ter Maria próxima deles com grande carinho. Deviam sentar-se aos seus pés, pedindo para ouvir histórias sobre Jesus, pedindo para ela rezar com eles. Ela é Mãe da Igreja, e como Mãe não é alheia a vida dessa Igreja. Por isso, ela também é auxílio dos cristãos. Mesmo antes de São Pio V inserir este título na ladainha, Maria já era o auxílio dos cristãos. Foi auxílio da Igreja nascente e foi auxílio em cada momento. Em todas as aparições Marianas, ela não aparece em vão. Ela aparece para ser Mãe, e aparece para ser auxílio. Ela vem para nos ajudar nas dificuldades, nas confusões que os tempos propõem, e não deixa de ser presente na história de seus filhos. Não só foi auxílio em batalhas humanas, mas é auxílio nas batalhas espirituais. Depois dos nomes de Deus, é ao nome de Maria que o demônio mais teme, pois ela não conheceu a desobediência. Por fim, não podemos nos esquecer do que disse São João Bosco, há quase 160 anos atrás, mas que continua tão atual: "vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã".  Que a Mãe da Igreja nos seja auxílio nas batalhas humanas e também na defesa da nossa verdadeira fé, da Igreja e da dignidade da pessoa humana. Que ela continue sendo auxílio de toda a Igreja que sofre, de modo especial pelos cristãos da China e todo aquele país, que nas garras de poderes autoritários ainda não permitem que o reino de Deus se faça presente. Amém.

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