domingo, 16 de maio de 2021

16.05.2021 - VII Domingo da Páscoa

Irmãos, Cristo subiu aos céus não para se afastar de nós, mas, para que Deus nunca mais possa se esquecer de nós. Cada um de nós, com nossas particularidades, nunca mais seremos esquecidos por Deus. Pois toda a humanidade foi eternamente inserida no coração de Deus. E Cristo, agora junto do Pai, não cessa de interceder por nós. São João nos descreveu no seu Evangelho uma bonita oração que chamamos de oração Sacerdotal de Jesus. É Jesus que como sacerdote intercede ao Pai pelos seus. E essa oração está localizada entre a Ceia e a Cruz, lembrando que é nesse contexto que se insere nossa missão sacerdotal. E era ali, o momento em que Ele ia se fazer sacrifício, ali era o momento propício de pedir pelos seus. É a mesma coisa que fazemos na Eucaristia. Entre a Ceia, Consagração, e a Doxologia, a separação do Corpo e Sangue de Jesus, que o sacerdote faz as intercessões. Essas intercessões que fazemos não é em nosso próprio nome, mas, em nome da Igreja, em nome do Corpo do Senhor Ressuscitado. É ele quem faz da nossa missa a sua ação e não cessa de interceder por nós ao Pai, e o Pai o atende, nos guarda na verdade, que é o próprio Cristo, e nos sustenta na missão. Essa missão é dada por Jesus a cada um de nós. Em cada cristão há um coração missionário, ansioso por testemunhar Jesus Cristo. E quem não tem essa ânsia, não é cristão. Agora, nos céus, Jesus não está mais em um só lugar na humanidade, mas, está em todos os lugares, dentro do coração humano de cada um que o ama. Irmãos, Cristo intercede por nós, irmãos e Deus nunca se esquecerá de nós. E não se esqueceu de nós desde o começo da Igreja. Logo após a Ascensão do Senhor, os Apóstolos se reúnem e, por iniciativa de São Pedro, Matias é escolhido para ocupar aquele lugar vacante no colégio dos Apóstolos. Mas, Matias não é escolhido simplesmente por ação humana, é escolhido pela "sorte". Só que a sorte, aqui, não é a mesma sorte que nós compreendemos hoje. A sorte, aqui, pode ser compreendida como destino, como ação de Deus na história de Matias. Deus age na História e lhes concede São Matias. Depois disto, os Apóstolos não fundarão Igrejas para deixa-las vacantes, pelo contrário, sempre suscitarão Bispos, seus sucessores, para velarem por aquelas Igrejas, para as manterem íntegras na fé. Quanto mais Igrejas vão sendo fundadas, mais vai sendo necessária a criação de novas cátedras, de novos Bispos. Irmãos, por fim, hoje quantos homens não vivem na Igreja por um carreirismo desenfreado? Contudo, este é completamente inútil.  Quem faz as coisas buscando chegar em algum lugar na Igreja, buscando uma mitra, um episcopado, um cardinalato, não merece chegar em lugar algum. No fundo, o importante é que Deus lança a sorte, isto é, é Ele que determina nosso destino. Podemos ser fieis trabalhadores, melhores do que muitos outros, só que Deus chama os que quer, como quer e quando quer. Que cada um se esforce, não para chegar em algum lugar, mas, para agradar a Deus e ele nos guiará para onde Ele quiser. Pois, no fundo, no fundo, não importa onde e como, importa sermos testemunhas do Senhor, para que em toda a Terra ele possa se fazer presente.

BÊNÇÃO DO ALTAR
Irmãos caríssimos, a nossa comunidade está aqui reunida, com muita alegria, para fazermos a bênção deste altar. Participemos nesta ação sagrada com piedade e devoção, e peçamos a Deus que olhe com bondade para a oblação da Igreja que vier a ser colocada sobre este altar, e faça do seu povo uma oferenda eterna à sua glória. 

Bendito sois, Senhor nosso Deus, que aceitastes, para redenção do género humano, o Sacrifício de Cristo, vosso Filho, oferecido sobre o altar da cruz, e que, no vosso amor de Pai, reunis o vosso povo em volta da mesa do Senhor para celebrar o memorial desse mesmo Sacrifício. Olhai, pois, Senhor, para este altar, que nós preparámos para celebrar os vossos mistérios: seja ele o centro do nosso louvor e da nossa ação de graças; seja o altar onde oferecemos, de modo sacramental, o Sacrifício de Cristo; seja a mesa em que partimos o pão da vida e bebemos do cálice da unidade; seja a fonte perene donde jorra para nós a água da salvação, para que, aproximando-nos de Cristo, pedra viva, cresçamos n’Ele como templo santo, e, sobre o altar do coração, ofereçamos o sacrifício da vida santamente vivida, sacrifício agradável a vossos olhos, para louvor da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.

Em seguida, o Bispo asperge o altar com água benta e incensa-o. Depois, volta à cátedra, põe a mitra, é incensado e senta-se. 0 ministro incensa o povo.

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