Irmãos, é preciso permanecermos unidos a Cristo. Sem Cristo nossas atividades não serão frutuosas. Nós sabemos que existem grupos na Igreja que querem plantar outras videiras, mas não querem permanecer unidos a videira verdadeira. Cristo é gerador de comunhão. A videira precisa de podas, mesmo dos bons frutos, para que dê ainda mais frutos. É nesse espírito que podemos interpretar os acontecimentos do Concílio Vaticano II. A Igreja já dava frutos, mas o Senhor sentiu a necessidade de podar sua Igreja, para que pudesse dar ainda mais frutos. Mas, tem gente que não aceita a ação transformadora e, ao invés de dar frutos, se tornou galho seco, pronto para ser queimado no inferno. Esses galhos chegaram até a se replantar em cismas, na esperança de produzir frutos, mas não estão mais unidos a videira verdadeira. E, assim se dá, em nossa realidade, com todos os irmãos separados. Pessoas que queríamos que estivessem aqui, mas, preferiram ir por próprios caminhos, não aceitaram a poda, não quiseram ser ramos da videira. É claro irmãos, que muitas vezes é nossa culpa. Vejam só Paulo na primeira leitura. Todos desconfiavam dele, mas Barnabé o insere na comunidade. Muitas vezes nós não somos acolhedores e afastamos as pessoas. E é nessa mesma dinâmica que São João com um carinho e um tapa na cara ao mesmo tempo nos lembra que devemos amar com gestos, não com palavras vazias. Amar a Cristo, amar os irmãos, pelos gestos. Precisamos urgentemente de mais gestos de acolhida com aqueles que vem até nós, principalmente aqueles que vem para trabalhar conosco, aqueles que vem com o verdadeiro desejo de se unir a essa videira que é Cristo e ser seus ramos. E os que não querem ser ramos, estando dentro ou fora da Igreja, os que querem se dividir da verdadeira videira, Jesus Cristo e sua Igreja - encabeçada pelo Santo Padre -, estes vão secar e serem lançados no fogo. Mas, quem permanece na videira e vive a Palavra, este vai se unir a Deus para sempre e viver a comunhão do amor.
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