quinta-feira, 7 de maio de 2020

7.05.2020 - Missa em São Paulo Fora dos Muros


Reino de Sacerdotes para Deus seu Pai: eis o que fomos constituídos por Cristo, que nos lavou por seu sangue, e nos faz participar de seu sacerdócio para sua honra e glória para sempre (cf. Ap 1, 5-6). Já no Antigo Testamento o Senhor prefigurava o reino sacerdotal que seria estabelecido pelo seu Filho: “Toda a terra é minha, mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada” (Ex 19,6). E, ainda, no Novo Testamento, os apóstolos dizem: “Vós também vos tornais [...] um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pd 2, 5) e “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual” (Rm 12, 1).
Deste modo, todos nós somos chamados para desempenharmos o sacerdócio em nome de nosso Senhor, Jesus Cristo. Alguns pelo sacerdócio ministerial, configurados plenamente a Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, outros pela graça do sacerdócio comum de todos os fiéis, que também é, verdadeiramente, o sacerdócio de Cristo, do qual todos fazemos parte pelo Batismo.
São Leão Magno, dirigindo-se ao povo de Roma, diz: “Que outra coisa é mais sacerdotal do que oferecer a Deus uma consciência pura e oferecer no altar do coração as hóstias imaculadas da piedade? [...] Com efeito, em todo o corpo da Igreja não existe mais do que um só pontificado (o de Cristo), cuja graça misteriosa, embora se derrame com maior abundância sobre os membros superiores (o Papa, os bispos, os sacerdotes), nem por isso deixa de fluir sem parcimônia até os membros inferiores”.
Quando a vítima Pascal, oferecida uma vez por todas no altar da cruz, é novamente oferecida no altar, todos nós somos associados ao oferecimento deste sacrifício do Cristo pela oblação do sacerdote ministerial, que em nome de todos e em união com todos atualiza a Páscoa do Senhor, para que todos nela façam comunhão. Porém, somos convidados, de modo particular em nossa realidade habbiana, como diz São Leão Magno, a oferecer a Deus a vítima da nossa piedade, o nosso coração e a nossa consciência no altar de Deus.
Gregório XVII, o Magno, primeiro papa no Habbo, estabeleceu em 2006 a Cátedra da Santa Igreja, a Cátedra do Bispo de Roma, estabelecendo assim um apostolado virtual que tomou forma de Igreja. Há divergências da exata data em que isto aconteceu, mas, sabe-se que se deu entre junho e julho.
Porém, o importante é que, tal como cada família é uma Igreja Doméstica, com sua hierarquia, em nossas terras também se estabeleceu um reflexo da verdadeira e grande Igreja Católica Apostólica Romana, a qual estamos mais que estritamente unidos, pois dela fazemos parte. Gregório sabia que a nossa Igreja necessitaria de uma organização, por isso, junto dos outros fundadores, deu um caráter hierárquico a esse apostolado, assumindo, ele próprio, Vinicius Soares, a Cátedra, e assumindo o nome de Gregório XVII.
Depois de Gregório, outros sessenta e sete pontífices reinaram sobre esta Cátedra de Pedro, de Gregório, do Bispo de Roma. Alguns não tão santos quanto deveriam. Muitos momentos de escuridão e muitos momentos de luz foram vivenciados ao longo de todo esse tempo.
Uma coisa, contudo, não se perdeu em todo esse tempo: o sentimento de que todos e todas, como membros do Corpo de Cristo, devem ser anunciadores do Evangelho e distribuidores da graça de Deus que se derrama sobre nós por meio de nossa vida de louvor e de adoração e, tal graça, que deve ser comunicada a todos os irmãos e irmãs.
Esta Igreja foi fortalecida ao longo destes quase quinze anos por meio da celebração da Eucaristia, em nossa realidade, a memória do sacrifício do Senhor. A celebração dos demais ritos também colaboraram com o fortalecimento desta Igreja, bem como a doação de tantos homens e mulheres que aqui doaram e desgastaram tantos momentos de sua vida, para que Cristo seja mais conhecido e amado.
No Habbo, definiu o Concílio Vaticano VII na Constituição Salus Animarum, a Igreja é um discipulado ligado ao nosso sacerdócio batismal, onde somos convidados a oferecer a Deus o nosso louvor e receber suas graças, não pelo sacrifício do Cristo, mas, pela nossa oração, adoração, ação de graças, pedido de perdão pela humanidade e a celebrarmos os mistérios da nossa fé como ato de lembrança, de memória, do grande evento da nossa Salvação. Deste modo, a Igreja Católica Apostólica Romana no Habbo conduz o nosso coração a Deus e a todos a uma comunhão com a Igreja Católica na realidade e a uma vivência da fé.
No próximo ano de 2021, a Igreja celebrará seus quinze anos de discipulado. Por isso, usando de nossa autoridade apostólica, CONVOCAMOS o ano de 2021 como um ANO JUBILAR, celebrando os quinze anos da Igreja.
A abertura do ano jubilar será celebrada com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro no dia 21 de novembro, com a celebração da Santa Missa da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, rei do Universo. O encerramento do ano Jubilar se dará em 31 de dezembro de 2021, com o fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana e a Santa Missa da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus com o solene canto do Te Deum.
A Cristo, Senhor do tempo e da história, nossa ação de graças e adoração, nossa ação de graças, nossa doação, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Amém.


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