domingo, 19 de maio de 2024

19.05.2024 | Domingo de Pentecostes

Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando o Domingo de Pentecostes. Este domingo que é a terceira mais importante solenidade do ano litúrgico, depois da Páscoa e do Natal é a festa do Espírito Santo. Entremos, pois, no mistério que celebramos. Estamos no quinquagésimo dia depois da Páscoa, o Pentecoste, dia em que segundo o relato dos Atos dos Apóstolos, os discípulos ficaram cheios do Espírito Santo no cenáculo de Jerusalém. De fato, o Espírito já havia sido soprado sobre eles por Jesus Ressuscitado, conforme o relato de São João. Mas, a partir do Pentecostes, nós percebemos os frutos, os dons, o agir do Espírito Santo. O Espírito Santo age, ele é Deus em movimento, e movimento de amor. É ele quem distribui os ministérios, os carismas e os seus sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, ciência, fortaleza, piedade e temor de Deus. É o Espírito Santo que ora em nós e phor nós. Ele precisa de nossa abertura de coração. E do mesmo modo que no Batismo recebemos o Espírito Santo e na confirmação, na crisma, assumimos com maturidade o agir do Espírito em nós, hoje a Igreja que nasceu do lado aberto do seu Redentor crucificado, que dele Ressuscitado recebeu o sopro do Espírito, torna-se madura na missão pela ação do mesmo Espírito. E como percebemos essa maturidade da missão? Os discípulos começam a falar em línguas estranhas, ou seja, em outros idiomas, e anunciaram o Evangelho. Precisamos perceber, irmãos e irmãs, como está a maturidade de nossa Igreja, e de modo especial a nossa Igreja no Habbo Hotel, a partir da nossa missão. É justamente neste contexto que a partir desta semana irei eu mesmo, como primeiro, presidir a Celebração da Palavra nos quartos públicos de nosso Hotel. Nós precisamos reaprender os modos de evangelização. Precisamos falar nas novas línguas. Algumas vezes podemos olhar, tanto para a nossa Igreja virtual tanto para a Igreja real e percebermos que vem diminuído o número dos membros da Igreja, diante de cisões, do desânimo e da falta de fé. Irmãos e irmãs queridos, que a Igreja de Jesus tenha poucos membros, não há problema. Problema é se formos insignificantes. Se nossa palavra, que é a Palavra, não tiver mais eficácia no mundo, na sociedade, não for transformadora e renovadora. Nossa palavra precisa ser quase um novo sopro do Espírito Santo sobre os outros. Sopro no sentido da ruah de Deus, naquele sopro criador do livro do Gênesis que manifesta o Espírito Santo ainda na criação do mundo. Sopro do Ressuscitado. Sopro que é aquela brisa leve onde Elias sente a presença de Deus. Sopro que é a forte ventania do dia de Pentecostes, que sinaliza a vinda do Espírito. Isto manifesta a força do Espírito Santo. Precisamos desta força. Mas esta força se manifesta no amor. Porque o Espírito Santo é o amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai, este amor é uma pessoa divina. Deste modo, quando pedirmos o Espírito Santo, não o peçamos de um modo intimista e individualista, como que apoderando-se do Espírito Santo e principalmente o honrando como Deus. Não usemos do Espírito Santo em vão. Percebamos, porém, seu sopro, sua ação que ocorre com força e carinho, quando abrimos o nosso coração a Ele e dizemos: Vem, Espírito Santo. Venha não apenas sobre mim, mas sobre todos nós. Vem para nos abrir ao amor. Vem com toda a força de vosso poder divino e vossa generosidade bondosa. Vem e rasga o nosso coração para conhecermos os vossos mistérios. Encerrando este tempo Pascal, Espírito Santo, vem como água viva e purifica nossos corações. Vem, Pai dos pobres, e inflama nosso coração do amor caridade uns pelos outros, para que frutifique em nós os dons que nos concedestes desde o nosso Batismo e confirmastes na Crisma para que assumissemos a maturidade da fé. Vem, Espírito Santo, sobre a vossa Igreja e não permita que ela caia na insignificância de ser incapaz de se comunicar com o mundo moderno, onde ainda tens tanto a agir. Age, Espírito Santo, em nós e phor nós. Assim seja! Amém.

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