Amados irmãos e irmãs, é com grande Alegria que nós estamos aqui reunidos para refletirmos sobre a vida religiosa. Este momento, antes de tudo, é um momento de encontro. Já destaquei com os bispos e destaco também conosco a importância de nos encontrarmos. O encontro nos impulsiona uns aos outros. Este momento do vosso encontro com o sucessor de Pedro, momento de reafirmar a vossa fé e a vossa comunhão com a Igreja. Bem sabemos que a vida religiosa aqui no habbo hotel é vive já a comunhão eclesial de modo singular. De fato, todos os religiosos estão também envolvidos com a pastoralidade e incardinados em cleros diocesanos. E isto é um ponto que quero abordar, convosco. Porque, às vezes, o fato de estarem inseridos nas dioceses pode fazer com que percais um pouco de vosso carisma. Meu convite é o contrário. Reavivai vossos carismas! Cada família religiosa deve viver a seu jeito. Não deixarão de viver nas dioceses. Não deixarão de ter trabalhos pastorais. Mas é preciso que a família religiosa tenha momentos de comunhão. Ao menos uma vez por semana, os religiosos devem se encontrar para um momento comunitário. Este momento comunitário deveria estar composto de um momento oracional e de um momento de partilha. Por exemplo, celebrar a missa na igreja principal e depois ter um jantar. É preciso criar laços. Os laços presentes nos grupos de WhatsApp, os laços das conversas, de modo que a família religiosa seja, de fato, família. O que nos falta, muitas vezes, essa identidade com carisma religioso. Em primeiro lugar, os religiosos são chamados a viver os conselhos evangélicos da castidade e da pobreza e da obediência, que se fundamentam nas palavras e nos exemplos do senhor. De fato, a partir da semente lançada por Deus, se foram desenvolvendo na história da igreja várias formas de vida religiosa, de vida comum, desde os tempos antigos. A vida religiosa não é um estado intermédio entre a condição clerical e a laical, mas de uma e de outra. Chama Deus alguns fiéis ao usufruírem este dom especial na vida da igreja e ajudarem, cada um de seu modo, nos desempenho da sua missão salvífica. Por isso, sempre há uma dupla perspectiva na vida religiosa: são como Cristo entregue à contemplação no Monte e evangelizando, o Reino de Deus, as multidões. E quando vos falo de reavivar os carismas, falo de voltarem aquilo que é próprio de cada congregação religiosa. O salesianos, por exemplo, devem se empenhar mais no trabalho com os jovens. Os franciscanos devem se empenhar mais no trabalho com os marginalizados. O redentoristas devem se empenhar mais no anúncio do Divino redentor. Se não perde, se a essência daquela consagração. De modo especial, quero destacar que deve ser vividos processos da vida religiosa e feitas as profissões de acordo com o novo pontifical Romano que irá sair no domingo de Pentecostes. Assim, cada família religiosa deverá preparar os livretos e enviá-Los para ser aprovados pelo Dicastério para o culto Divino e a disciplina dos sacramentos. Mas, voltando... Reavivar os carismas. Não apenas o hábito identifica o religioso. Porque se for para ser religioso apenas por causa de uma roupinha, não vale a pena. Se for pra ser religioso por causa de umas letrinhas depois do nome, não vale a pena. Só vale a pena ser religioso para viver a missão religiosa. Só vale a pena ser religioso para viver o carisma da família religiosa. E cada um vive o carisma a seu modo. Cada família deve viver o carisma, seu modo. Mas não pode deixar de viver o carisma. Porque o próprio Espírito Santo vos impulsiona o carisma. Não percais aquilo que lhes é próprio. Bonitos trabalhos com os leigos poderiam ser feitos por todas as nossas famílias religiosas. Mas não são. Bonitos trabalhos de evangelização de missão poderiam ser feitas por nossas famílias religiosas. Mas não são. Penso nas missões populares, penso nos Oratórios, penso na Ordem franciscana secular. Penso nisso tudo que pode vos impulsionar ao modo diferente de viver, o ser religioso dentro da nossa realidade. Mas para isso é preciso animação. Para isso, é preciso um inflamar do Espírito Santo. Que infla nos nossos corações da sua graça. Que sopra sobre nós. As famílias religiosas não se renovarão se não se renovarem no Espírito Santo. E se não se renovar em Espírito Santo, estão fadadas a em breve acabar. Porque a família religiosa serve enquanto serve a Igreja. E se deixa de servir a Igreja, e a missão não faz sentido de ser. Não digo isso para assustar ou ameaçar ninguém. Mas digo para vos dar ânimo. Nós estamos nos tempos da utilidade. Nós só queremos gastar tempo com o que é útil. Nós só queremos as pessoas que são úteis. Nós buscamos o útil o tempo todo. Por isso, pensem também na vossa utilidade. O Papa Francisco diz com sabedoria que quem não vive para servir, não serve para viver. E vida que estou falando, de vida autêntica. Que vós possais tornar as vossas famílias religiosas úteis. Não apenas uma estrutura que se reúne de vez em quando para eleger um novo ministro ou coisa do tipo. Às vezes, nós temos um fetiche em eleições. Não, não penso assim. Não penso que deva ser assim. Este não é o mais importante. Isso é secundário. O principal é no carisma, contemplar e anunciar Jesus Cristo. A partir do lugar em que estamos. A partir do modo que o experimentamos. E reavivar o carisma, também experimentar Jesus através do carisma. Experimentar Jesus através da Redenção, da Reconciliação, através dos jovens, através dos pobres. Sem a experiência de Jesus nestas realidades, cada um a seu modo, nós estamos perdendo tempo. Porque só faz sentido abraçar uma família quando nós temos com ela um sentimento de pertença. Um sentimento de encontro. Eu sei que estou no lugar certo, porque nele eu me encontro comigo mesmo. E me encontrando comigo mesmo, me encontro também com Cristo e com o outro. Que este nosso momento de encontro fraterno irmãos queridos, nos impulsionei a continuarmos a nos renovarmos para cumprirmos com a nossa missão. A medida é sempre alta. Que que Deus nos ajude a alcançá-la. Assim seja! Amém.
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