ASPERSÃO
Irmãos e irmãs em Cristo, que pela aspersão desta
água batismal da Vigília Pascal, nos recordemos
o batismo que nos lavou
e a misericórdia Divina que nos redimiu pelo Sangue e água que jorraram
do lado
de Cristo.
HOMILIA
Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, nós estamos celebrando o Segundo Domingo da Páscoa.Esse segundo Domingo é Festa da Divina Misericórdia. Instituída por nosso patrono, São João
Paulo II no ano de 2.000. A Divina Misericórdia tem como seu ícone Jesus Cristo, onde do seu
lado jorram sangue e água. Caríssimos, foi do lado aberto na Paixão do Senhor, que jorrou esse
sangue e essa água. Do lado aberto do Senhor. Sim, do lado aberto de Cristo que jorra para nós
toda a fonte de misericórdia. Mas, agora com o Senhor ressuscitado, jorra gloriosamente. Porque
as próprias chagas do Senhor Jesus agora são chagas gloriosas. Suas chagas permanecem, mas
são gloriosas. Por isso, para que recebamos hoje a Misericórdia de Deus, não há mais dor ou sofrimento,
o lado aberto de Cristo foi aberto uma vez por todas e pela sua Ressurreição ficará aberto eternamente.
E do céu, onde Jesus Cristo reina glorioso a direita do Pai, ele não cessa de derramar sobre nós
a sua Divina Misericórdia. E, é sobre essas chagas gloriosas que trata o Evangelho desse domingo.
Ele começa na narração da noite do Domingo da Páscoa. Jesus vai até os discípulos e lhes anuncia
a paz. Os discípulos fechados, com as portas trancadas, e Jesus se põe no meio deles. Cristo agora
tem essa capacidade. Ele mostra, assim, que não está mais limitado ao espaço ou ao tempo, como
nós. Por isso, ao pensarmos no céu, precisamos nos lembrar, que lá não há limitação de espaço,
nem há tempo. E Cristo, glorioso, experimenta essa realidade e a torna manifesta aos apóstolos.
E Jesus sopra sobre os apóstolos um novo sopro da vida. Ele batiza os apóstolos no Espírito Santo.
E depois, no pentecostes, eles serão confirmados nesse Espírito pelo derramamento do mesmo
em forma das línguas de fogo. Por fim, amados irmãos e irmãs, o Evangelho nos apresenta uma
questão. São Tomé não estava ali e ele quer ver para crer. Por isso, no oitavo dia, o dia de hoje,
o Senhor se põe de novo no meio dos discípulos e permite a São Tomé tocá-lo. Tomé não precisa
mais tocar. Ele não precisa mais encostar no Senhor. Ele vê e crê. E faz uma das mais belas profissões
de fé: "Meu Senhor e meu Deus." Irmãos e irmãs, quem acreditaria fácil numa história dessa
como
a Ressurreição? Muitas vezes nós também somos como São Tomé. Mas, quando ele não toca o Senhor,
é porque o próprio Senhor o tocou. O tocou com sua misericórdia. O tocou com o seu coração.
O Senhor une os dois corações, o dele e o de Tomé. E Tomé se inflama de amor pelo Senhor. E o
Senhor quer tocar também os nossos corações. Que sejamos capazes de nos permitir e de sentir
o toque misericordioso do Senhor até o dia que, com Ele, formos um só corpo no céu. Amém.
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