A esperança que trazemos em nós, qual firme e sólida ancora de nossa alma, e por ela, sustentamos
a certeza do terceiro dia. Cantaremos novo tempo de alegria!
Irmãos e irmãs: Não precisamos esperar mais. Não há mais Vigília. A cruz não é mais o final, pois:
CRISTO RESSUSCITOU. ALELUIA! VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU. ALELUIA!
Saúdo com alegria os digníssimos concelebrantes,
Saúdo com alegria a Irmã Suzana e todas as irmãs Clarissas que moram aqui em nosso território,
e acolho com muita alegria em meu coração a cada um e cada uma presente. Irmãos e irmãs, estamos
reunidos na Noite Santa em que Nosso Senhor Jesus Cristo venceu a morte e ressuscitou Vitorioso.
O mundo estava na escuridão. Vivíamos na escuridão do pecado, na escuridão da Morte de Cristo.
Mas, então, veio essa Noite. Só essa Noite sabe em que momento foi. Mas, ao longo dessa Noite,
Noite Santa, o Pai devolveu ao Filho o seu Espírito, e o Filho venceu a morte. Ninguém nunca
tinha vencido a morte. Todos os que ressuscitaram antes voltaram para este mundo. Jesus vence
a morte uma vez por todas. Ele ressuscita e assume um corpo glorioso. Por isso seu corpo é simbolizado
por esta vela grande, o Círio Pascal. Pois o Ressuscitado já não tem rosto simplesmente humano,
ele é glorioso, luminoso. Representado então por esta vela que acendemos no nosso primeiro
momento da Vigília, a Celebração da Luz. No Círio está a Cruz Vitoriosa, as letras alfa e ômega,
pois Cristo é princípio e fim. E estão os algarismos do ano de 2020, nos lembrando que Jesus
ressuscitou hoje. Nós, que como ha quase 2000 anos atrás estávamos aqui, na esperança do retorno
do Mestre, vimos a escuridão dessa noite ser rompida pela claridade, pela luz da ressurreição
de Jesus. Irmãos e irmãs, Cristo rompeu essa noite com uma luz que jamais se apagará. Nós ouvimos,
na primeira leitura, a criação do homem. Ouvimos essa leitura para nos recordar que a ressurreição
é muito maior que a criação do mundo. Mas também ouvimos, pois a criação do homem no sexto
dia conclui a obra da criação, e Deus descansa no sétimo dia. Mas agora, agora chegou o oitavo
dia. Chegou o dia sem fim. Chegou o dia de Cristo. Dia de tal luz que não conhece fim. Irmãos
e irmãs, Jesus viveu a morte em nosso lugar. Eu dizia isso quinta, no começo do tríduo, era preciso
um Deus sacrificado para redimir toda a humanidade e firmar a nova aliança. É isso que nós vemos
na segunda leitura. Isaac é poupado da morte, mas, um carneiro preso no espinheiro pelos chifres
é oferecido em seu lugar. Esse carneiro é a representação de Jesus. Ele, no lugar de todos nós,
é oferecido como sacrifício ao Pai. Ele, como o povo de Israel que vemos na terceira leitura, estava
numa condição de morte. O povo de Israel era escravo no Egito, era uma situação de morte. Mas,
na Páscoa antiga, numa noite como essa, o Pai abriu para eles o mar e eles saíram libertos. O mesmo
acontece com Cristo. Abre-se o mar da morte para que ele saia vitorioso. E não saí sozinho. Traz
consigo toda a humanidade. A terceira leitura, do livro do Êxodo, ainda diz que quando o povo
passou, Deus soltou as águas e matou os egípcios. Quando Cristo passou pela morte e a venceu,
Ele vence o inimigo, o Diabo. Por isso, essa noite, é uma noite batismal. Na Igreja primitiva só
se batizava nessa noite. Pois, nas águas batismais, somos levados. Na água batismal fica nossa
situação de morte e saímos filhos e filhas de Deus. É isso que, já já, pela aspersão da água, vamos
recordar. É isso que São Paulo nos recorda na epístola aos Romanos, a quarta leitura. Nós vivemos
essa Páscoa com Cristo. Essa celebração Pascal deve nos dar forças, agora, para vencer com Cristo.
Já somos vencedores, irmãos e irmãs, pois Ele já venceu. Nós só precisamos ser fortes e persistentes
na vontade do Senhor, nas palavras do Senhor, repetindo seus gestos, seu amor, para vencermos
com Ele. O silêncio dessa noite foi rompido também pelo grande Aleluia. Desde o começo da quaresma
nós não o ouvíamos. Mas ele rompe o silêncio dessa noite para nos anunciar que Jesus Ressuscitou!
Por fim, irmãos e irmãs, no Evangelho vemos o anjo que anuncia as mulheres que Jesus não estava
mais ali no Sepulcro. Elas não precisam de provas. Elas se alegram e vão contar aos discípulos.
Mas, como elas foram fiéis até o fim da vida terrena do Senhor, Ele próprio aparece a elas Ressuscitado.
Elas são as primeiras a vê-lo Ressuscitado. Isso nos lembra que é persistindo até o fim com o Senhor,
que um dia o veremos rosto a rosto, onde, agora, Ele vive e reina para sempre. Meus amados irmãos
e irmãs, que a luz dessa Noite Santa se infunda no mais íntimo de nossos corações. Que essa Noite
nos restaure a esperança e a alegria frente as adversidades que vivemos. Pois, se Cristo venceu
até mesmo a morte, Ele pode vencer qualquer coisa. Que a alegria do Ressuscitado não nos deixe
mais. Que esse novo dia que começamos, o dia da Páscoa do Senhor, o dia sem fim, seja o dia
também da nossa vitória. Vitória das coisas desse mundo. Vitória também sobre nossos pecados.
Vitória, irmãos e irmãs, pois essa é a Noite da Vitória. Sim, ele Ressuscitou e vive para sempre.
Amém.
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