quarta-feira, 15 de abril de 2020

15.04 - Profissão de Fé das Clarissas

Digníssimos irmãos que comigo concelebram esta Eucaristia,
Digníssima irmã Suzana, superiora da Ordem de Santa Clara, 
Digníssimas noviças que hoje professam seus votos,
Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo, PAZ E BEM!
A gente pode ser muito mais feliz, seguindo o exemplo de Francisco de Assis. Hoje, essas nossas
irmãs escolhem consagrar-se por toda a vida, no seguimento de Jesus Cristo na ordem Clarissa.
Santa Clara escolhe a felicidade por meio do seguimento de Jesus, nos passos de seu amado Francisco.
Francisco e Clara vivem um amor profundo um pelo outro em Jesus Cristo. Uma amizade tão 
profunda que só podia virar santidade. O amor de um pelo outro não se contém e se torna caridade
pelos irmãos e irmãs. Por isso Santa Clara quer, como Francisco, doar-se ao Senhor. E Francisco
cria com Clara a Segunda Ordem Franciscana, o ramo feminino, as dhamhas pobres. E, dali, Santa
Clara se doa pela caridade e pela adoração ao Santíssimo, na Liturgia, com o apoio dos freis que 
sempre estão ali naquele convento de São Damião. Santa Clara era uma jovem bonita, de rica 
família, que tinha tudo, mas ela sente que tudo aquilo era superficial. Todas as riquezas deste
mundo, todas as aparências, tudo é superficial e apenas uma coisa é importante, seguir Jesus.
Queridas noviças, que hoje professarão seus votos, vocês entram vestidas de noivas. Vocês vêm
ao encontro de seu Esposo, Jesus Cristo. Vocês querem dar-se completamente a Ele. Isso é bonito.
Papa Francisco diz que quem não vive para servir, não serve para viver. As senhoras querem, do 
mesmo modo, empenhar sua vida em algo que vale a pena. E Cristo Jesus é esse Mestre a quem
vale a pena nos doarmos. As senhoras decidem preservar-se das coisas do mundo para merecerem
ser esposas daquele Amado de vossas almas. De fato, tendo Cristo como vosso amado, sois capazes
de compreender o que é o verdadeiro amor, como pode entender Santa Clara. O Senhor não chamou
apenas homens, Ele chama também vocês, mulheres, a servi-lo. E vocês são as mais fiéis. Por isso,
irmãs, não tenham medo dessa escolha que hoje vocês fazem. Pois o amado estará vos esperando,
no fim de vossas vidas, para que juntos vocês deitem-se no leito nupcial, isto é, no reino dos céus.
Hoje, irmãs, na primeira leitura, São Pedro, nosso primeiro papa, diz o que é essencial: Ele não 
tinha ouro, nem prata, como vós, mas tem a Jesus Cristo. As senhoras que escolhem a pobreza
Franciscana como modo de vida, podem não ter as riquezas, mas tem aquilo que é o mais importante
vocês tem Jesus Cristo. E quem o tem, tem tudo aquilo que verdadeiramente importa. E, tendo
Cristo, vocês são capazes de grandes milagres. O vosso grande milagre pode não ser a cura física.
Mas, o vosso grande milagre, é levar Jesus aos corações. É cuidar dos doentes, partilhar o pão,
fazer o vosso Amor ser amado por todos. Este é o vosso milagre. Que vocês sejam sempre sustentadas
pela oração, pela adoração e pela Liturgia. No Evangelho, os discípulos de Emaús reconhecem
Jesus Cristo no partir do pão. Irmãs, é na Eucaristia, na celebração da Liturgia, que vocês terão
seu íntimo encontro com Cristo, com o Ressucitado. Este encontro aquece o coração dos discípulos.
Por isso, irmãs, que cada vez que vocês se encontrarem entorno do altar, dessa mesa do banquete,
escutando Jesus que fala na Palavra, que é explicado na homilia, e que se dá na Eucaristia, vosso
coração seja um coração aquecido. E, um coração aquecido, é um coração cheio de amor. Que
vocês nunca deixem de se apaixonar por Jesus Cristo. Ele, vosso Amado, estará sempre aqui
presente,
para que vocês se amem, para que vocês façam comunhão. Assim, ele quer aquecer sempre o vosso
coração, para ser um coração completamente apaixonado e unido ao seu Sagrado Coração.
E a todos nós, irmãos e irmãs, que estamos aqui nessa Eucaristia, cada vez que vermos essas irmãs,
nos recordemos de Clara e Francisco, que andavam nas estradas de Assis, levando Jesus com 
seu exemplo, e aqueçamos também os nossos corações, e vendo tão grande prova de amor, também
nós nos sintamos interpelados a amar a Deus e a nos doarmos inteiramente por Ele, que Ressuscitado
parte o pão para nós e nos convida a mesa do seu amor. Amém.

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