domingo, 4 de maio de 2025

04.05.2025 | III Domingo da Páscoa

Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando o Terceiro Domingo da Páscoa. Este Tempo Pascal é um tempo de vivenciarmos a nossa renovação espiritual, vivenciarmos o encontro com o Ressuscitado. O vigésimo primeiro capítulo de São João que hoje ouvimos é um apêndice à obra joanina, que destaca a experiência da comunidade de João com Jesus Cristo. Experiência esta que se dá na pesca. O chamado de Pedro a seguir Jesus no Evangelho de São Lucas havia sido uma pesca milagrosa. Hoje, Jesus leva Pedro de volta a esta cena original. Pedro que o havia negado três vezes, voltara a pescar. Ele estava despido e reconhece o Senhor. Colocar novamente a roupa é preparar-se de novo para seguir a Jesus. Pedro que estava despido das vestes de discípulos, atira-se no mar. Pedro faz a experiência de um novo batismo nas águas do Tiberíades. E, logo sai purificado dessas águas, é chamado a cear com Jesus, que repete os gestos Eucarísticos com o pão e o peixe, que no tempo da escrita deste Evangelho já era o símbolo de Jesus Cristo. Mas, São João não cessa aí a narrativa. Se, depois da Última Ceia, Pedro negou Jesus, agora, Pedro reconciliado, professa mais uma vez o seu amor por Jesus. Mas, há uma consequência deste amor: deixar que outros te cinjam e te levem para onde não queres ir. Seguir a Jesus Cristo, amados irmãos e irmãs, é uma experiência sempre pascal. Nossa vida é vivida na tensão das nossas fidelidades e infidelidades, dos nossos pecados e dos nossos acertos, dos nossos "nem conheço este homem" e nossos "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo.". Esta experiência verdadeira com Jesus levou os apóstolos recebessem os açoites por falarem de Jesus e se felicitarem por isso, por terem sido injuriados. Não felizes num masoquismo, mas, felizes, porque viram frutificar em sua vida o testemunho do amor do Senhor. Viveremos, amados irmãos e irmãs, nesta tensão que eu dizia até o dia que fizermos parte daqueles milhões que proclamam na Eternidade a glória do Cordeiro de Deus. A vida do cristão precisa ser sempre renovada espiritualmente na experiência Pascal de Cristo Ressuscitado, senão esmoreceremos na fé. Com a celebração anual da Páscoa, queremos fazer os nossos corações arderem neste desejo de transformar cada "não" a Deus em "sim", com a firme convicção de que com sua graça Ele nos livrará de todo mal, de todo pecado, de toda infidelidade e de todo desamor. Atiremo-nos, pois, irmãos e irmãs, no mar da vida, e diante de todos os riscos que nos são impostos, possamos ir até o Senhor que hoje nos alcança com seu amor.

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