segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

30.01.2023 - Dedicação do Altar da Capela Mater Ecclesiae

 Amados irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos celebrando a dedicação deste altar a Deus. A primeira leitura que ouvimos fala-nos sobre a festa da dedicação do altar do templo de Jerusalém, que outrora havia sido profanado. A dedicação mostra a alegria do povo em poder novamente oferecer ali, a Deus os seus holocaustos. Porém, estes holocaustos, estes sacrifícios de animais ali oferecidos eram apenas imagem, figura do verdadeiro sacrifício de Cristo. De fato, quando chegou a plenitude dos tempos, o próprio Filho, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, entregou-se a morte para nos reconciliar com Deus e fez-se ele próprio o sacrifício: sacerdote, altar e cordeiro. Aqueles sacrifícios de animais, que não agradavam totalmente ao Senhor, são substituídos por um único e verdadeiro sacrifício: o de Cristo Jesus. Ele, na véspera da sua paixão, instituiu este sacrifício liturgicamente como Ceia e no dia santo em que consumou este sacrifício, transformou a cruz em altar, derramando seu próprio sangue e fazendo-se vítima, como um cordeiro levado ao matadouro. Com sua morte, Ele venceu a morte; com sua ressurreição gloriosa, Ele garantiu-nos a vida: ó grande e incomparável mistério que se celebra sobre os altares de todo mundo cada vez que celebramos a Eucaristia. Nós, aqui no Habbo, fazemos memória deste mistério, mas, na realidade, este mistério de amor é presentificado sobre a mesa e somos partícipes do mesmo Corpo e Sangue do Senhor, nos sinais do pão e do vinho que comungamos, como nos recordou São Paulo na primeira carta aos coríntios. Deste modo, o altar passa a ocupar um lugar central na vida do cristão: é o lugar da renovação da aliança, da presentificação do mistério Pascal, mistério da vida, mistério da fé e do amor, mistério da Salvação do mundo. Dentre tudo que temos dentro da igreja, nenhum lugar, nem mesmo o sacrário, é mais importante do que o altar, já nos recordava Pio XII. Sem o altar e sem o sacrifício, a oferta oferecida sobre o altar pelo próprio Deus, a igreja, o templo físico não teria sentido algum. É a mesa do altar, a mesa do banquete Divino e celeste no meio do seu povo, o centro de toda celebração e vida da Igreja, que tem como fonte e ápice a celebração da Eucaristia. Mesmo assim, irmãos e irmãs, a nossa participação nesta comunhão do altar pode não gerar em nós os devidos frutos, pois muitas vezes nós nos aproximamos do altar para a comunhão com Cristo, mas sem antes fazermos comunhão com os irmãos. Estas duas comunhões, porém, são indivisíveis. Por isso, o Senhor nos manda reconciliarmo-nos com os irmãos. De fato, quando estamos em paz, a Eucaristia gera em nós frutos abundantes de salvação. Não nos aproximemos, nunca, desta mesa, desta ceia, deste altar, desta comunhão, como se nada fosse, pois "todas as vezes que comemos deste pão, e todas as vezes que bebemos deste vinho, se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando a sua volta". Assim seja! Amém.

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