quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

05.01.2023 - Missa Exequial do Papa Emérito Gregório XVII

Amados irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos celebrando a Missa Exequial na qual nos despedimos do nosso Papa Emérito Gregório XVII, fundador da Igreja Católica no Habbo Hotel. Quando ele e seus companheiros fundaram este nosso apostolado virtual, não sabiam até onde essa Igreja iria em sua missão: e hoje estamos aqui, quase dezessete anos depois, com o mesmo ardor e o mesmo espírito. Todos sabemos quais foram os caminhos seguidos pelo nosso fundador, de modo que esse momento de nos despedirmos oficialmente dele era inevitável. Em 2020, ele mesmo declarou que aquela seria sua última visita a Igreja. Chegado o momento oportuno, despedimo-nos oficialmente daquele que foi o primeiro homem a simbolizar o sucessor de São Pedro e que fundou esta Igreja da qual fazemos parte. Dela, diversas outras Igrejas se separaram, mas, todas saíram daqui, da cátedra de Gregório XVII, que a Divina providência quis confiar-me. Alguns costumes em nosso meio religioso dizem que só se prova uma ordem religiosa com a morte de seu fundador. Gregório deixou a Igreja em 2010 e num momento muito difícil a nossa Igreja passou por muitas dificuldades até que o seu primeiro sucessor fosse eleito, após quase um ano de interregno da Cátedra. Assim, a obra prosperou graças a ação do Espírito Santo. E nós estamos aqui reunidos para louvar e agradecer a Deus pelo dom da Igreja no Habbo Hotel, mas, também pelo dom deste primeiro Sumo Pontífice, do qual nos despedimos, com emoção e saudade. Agora o confiamos ao Senhor, para que Gregório entre nas verdes pastajens as quais nos cantou o salmo 22 e receba àquela alegria que profetizou Isaías na primeira leitura. A liturgia da Palavra que acabamos de ouvir nos ressalta a importância da fé para a nossa salvação. E nossa fé não é uma fé em algo abstrato: é a fé numa pessoa, em Jesus Cristo, e Jesus Ressuscitado! Ele é o vencedor da morte e dos infernos; àquele que derrotou o antigo inimigo, que nos reconciliou eternamente com o Pai e garantiu à nossa humanidade fazer parte do convívio de Deus na eternidade. E benditos somos nós, como afirma São Pedro, que sem termos visto o Senhor Ressuscitado, Nele acreditamos e esperamos. Esta mesma fé no Senhor teve o bom ladrão, com Ele crucificado, que conquistou um lugar Paraíso naquele instante que ouvimos narrado no Evangelho de São Lucas. Ali percebemos a ação de um Deus que não cansa de nos amar, de nos perdoar, pois nos quer todos com Ele. A nós, só basta darmos a abertura para Deus por meio da fé e tudo em nós Ele pode transformar. Por fim, a fé é também um ato de confiança, é um lançar-se. Não é um lançar-se no escuro: pois conhecemos a Deus. Ter fé é lançar-se nos braços do Pai todo-poderoso, como o Filho Jesus, que entrega ao Pai o seu espírito no ultimo momento de sua vida, consumando a confiança que Ele teve no Pai ao longo de toda a sua existência. Ele se derrama nas mãos do Pai, se joga em seus braços como uma criança que confia cegamente que o pai não o deixará cair no chão. De fato, o Pai não o deixa abandonado, mas o assiste descer a mansão dos mortos, que Cristo destrói e derrota, liberta a todos que ali estavam, e Ressuscita vitorioso, concedendo-nos também ressuscitar com Ele. A Cristo, morto e ressuscitado, louvor e glória neste banquete eucarístico e no banquete da eternidade. Amém.

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