sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

06.01.2023 - Solenidade da Epifania do Senhor

Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando esta que é a quarta mais importante solenidade do Ano Litúrgico: a Epifania do Senhor. Celebramos este dia da primeira manifestação do Senhor Jesus Cristo, ainda no presépio, ainda um bebê. A segunda manifestação é o Batismo e a terceira é o primeiro sinal nas Bodas de Caná. Esta primeira manifestação dá-se por meio da visita daqueles três magos vindos do oriente, que vêm para adorar o Senhor, conforme ouvimos no relato do Evangelho de São Mateus. Estes três homens simbolizam todos os pagãos que reconhecem Jesus Cristo como Deus e Senhor. A tradição afirma que um dos homens é asíatico, um europeu e um africano, e eles representam toda a humanidade conhecida. Deus se manifesta aos diferentes povos. Os magos são homens bem diferentes dos judeus: são estudantes das estrelas, não crentes no Deus único, mas também a eles estava destinada a salvação. Na antiga aliança, Deus tomava o povo de Israel por seu povo e era o seu Deus. Agora, porém, todos se tornam filhos e filhas de Jerusalém e toda a humanidade se reúne como povo de Deus, como já profetizara Isaías na primeira leitura; e os pagãos foram associados ao Corpo de Cristo, como nos recordou São Paulo na segunda leitura. E àqueles magos vão até Belém e o que fazem? Alegram-se; adoram; e oferecem. O encontro com o Senhor nunca pode ser um encontro triste, mesmo que não estejamos bem, a presença do Senhor deve trazer paz ao nosso coração, deve nos alegrar. A alegria pelo encontro com o Senhor é marca da vida do cristão. Depois, é preciso adorar. Adorar é contemplar o mistério. Por fim, oferecemos a Deus o que temos e somos. Não importa ao Senhor se vamos oferecê-lo ouro, incenso e mirra. Importa ao Senhor que nós nos ofereçamos. Mesmo que só tenhamos pecado e miséria, quase nada de amor, ofereçamos tudo isso ao Senhor. Contemplemos alegres o seu mistério de amor e nos coloquemos em adoração, e mesmo o pouco que temos para oferecer irá agradá-lo. O Senhor não se importa de onde viemos e o que trazemos, Ele quer que estejamos com Ele e Nele, para sermos uma manifestação viva de sua graça, seu amor e sua misericórdia. Assim seja! Amém.

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