sexta-feira, 6 de agosto de 2021

06.08.2021 - Despedida do Brasil

Irmãos, nós não vamos fazer aqui três tendas e permanecermos aqui, sobre o Tabor. É hora de voltarmos para as nossas Dioceses, para as nossas paróquias e colocarmos em prática a ordem do Pai de fazermos o que Jesus nos diz. Nossa visita apostólica, do meu ponto de vista, foi demasiadamente frutífera. Agradeço a cada um que se empenhou para que ela acontecesse. Agradeço a Arquidiocese de São Paulo, de Aparecida e de Salvador pelo empenho e dizer aos senhores em unidade que a Igreja espera o esforço de cada um de vocês, para que a Igreja de Cristo seja bela e gloriosa como seu Divino Mestre. A Igreja acontece com a atitude de vocês e não com os atos da Cúria Romana. A formação presbiteral, que deve ser a vossa prioridade, é o que motivará todas as outras atitudes na vida arquidiocesana e Pastoral da Igreja. Não me resta dúvidas que meu sucessor baterá na mesma tecla que tanto bati e, provavelmente, com ainda mais cobrança do que eu mesmo cobrei. Não se esqueçam que sempre é preciso descer do Tabor. Contemplamos, sim, a glória do Senhor, mas é preciso voltarmos a realidade. É preciso que desçamos do monte e nos encontremos com tantas realidades que precisam ser trabalhadas em âmbito eclesial, diocesano, mas, também em âmbito pessoal de cada um de nós. Deste modo, iremos ir assumindo as feições de Jesus Cristo como nossas feições. Neste final de viagem apostólica, peço que cessem as brigas por razões bobas e por coisas poucas. O que precisa ser corrigido deixem que os devidos superiores corrijam. Cessemos as fofocas e intrigas por razões tão fúteis como uma simples bandeira de um movimento que merece nossa atenção. Sabemos que aquele não era o lugar para ela, mas, entre aceitar uma bandeira de um movimento que defende a dignidade da pessoa independente de sua orientação shexhual e ferir uma celebração transformando-a numa balbúrdia e grande fofoca, foi preferível aceitar aquela simples bandeira. Como Igreja, precisamos nos lembrar do silêncio e da obediência de Pedro, Tiago e João quando descem do Tabor. Não saem fofocando sobre o acontecido, mas, guardam aquilo e só comentam entre si. Uma Igreja de intrigas e fofocas será sempre uma Igreja ferida, não uma Igreja que resplandece a glória de seu Senhor Jesus Cristo. Volto à Roma com este desejo: de que ao invés de criticarmos uns aos outros e ficarmos sentados sem fazer nada, gastemos nossas energias no exercício de nosso ministério e nos desgastemos para que todos conheçam a Jesus Cristo que nos chama a nos transfigurarmo-nos Nele. Assim seja! Amém. 

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