domingo, 14 de abril de 2024

14.04.2024 | III Domingo da Páscoa

Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando o Terceiro Domingo da Páscoa, onde somos convidados a sentir os efeitos da Ressurreição de Jesus em nossas vidas. A primeira leitura é o relato da pregação de São Pedro aos judeus, que os convida para a conversão a Jesus Cristo. São Pedro evoca os patriarcas, evoca as profecias, evoca aquilo que há de mais caro aos judeus para convencê-los  a seguir Jesus Cristo. O Apóstolo está fazendo justamente aquilo que Jesus Ressuscitado ordenou no Evangelho que ouvimos. O próprio Jesus revela como nele se cumpre a lei e os profetas, e em seu nome serão anunciados o perdão e a conversão. Basta crermos em Jesus Cristo para sermos salvos. As obras, as ações, são consequências necessárias desta fé. Tanto que na segunda leitura, São João é claro ao dizer que só ama a Deus quem segue os seus mandamentos. Não dá pra amar a Deus e não viver os seus mandamentos. E quais são os mandamentos? Sim, é o decálogo, mas, sobretudo é o cumprimento perfeito no mandamento de Cristo: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado. São João, na sua carta, diz que escreve para que não pequemos, mas se pecarmos, não nos esqueçamos que temos Jesus Cristo como Salvador. Talvez, depois de duas semanas, já tenha esmorecido em nós aquele fervor com o qual vivemos a quaresma e a Semana Santa. Mas, agora que nós fomos pascalizados é o momento de vivermos ainda mais profundamente a conversão e a vida nova e não de deixarmos esfriar os nossos corações. Hoje, Jesus aparece diante dos seus apóstolos e revela seu corpo glorioso, que por mais que ilimitado no espaço-tempo, não é um fantasma, pode comer, pode ser tocado. E os apóstolos fazem essa experiência da Ressurreição de Jesus em suas vidas, do perdão, da conversão a Jesus: passam de assustados e com medo para surpresos e alegres. A experiência da Ressurreição na nossa vida deve ser assim, sempre uma surpresa e sempre uma alegria. Surpresa porque sempre nos coloca novos desafios, porque lançar-se nas mãos de Deus, lançar-se na via do Ressuscitado é lançar-se no desconhecido, mas não um desconhecido que amedronta, um desconhecido cheio de esperança, um desconhecido de certeza de um Deus que não desampara. Deus foi fiel a tudo aquilo que ele prometeu aos pais na fé, aos profetas, ao seu povo. Lançar-se nas mãos dele é um ato de confiança naquele que é o vencedor da morte, do mundo. "Tende coragem, eu venci o mundo!", diz Jesus. Alegria é a consequência mais concreta da Ressurreição. Porque não dá pra ser triste aquele que descobriu em sua vida aquilo que a enche de sentido, aquele que experimentou o amor, aquele que se lançou e foi abraçado pelo amado, que nunca mais o soltou, o Senhor Jesus Cristo. Assim seja! Amém.

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