Amados filhos e filhas, os quais saúdo em nome do Mons. Ruan Oliveira, pároco deste Santuário, a quem agradeço pela deferência e amizade. Na tarde de ontem iniciamos um novo ano litúrgico com o Tempo do Advento. Este é o primeiro dia do ano litúrgico e o primeiro domingo do Advento. Este ano é o ano A, no ciclo dominical de leituras, e estaremos sendo conduzidos pelo evangelho de São Mateus em quase todos os domingos deste ano. São Mateus apresenta Jesus Cristo como o Emanuel, o Deus conosco. Esta é principal característica do seu Evangelho. São Mateus apresenta para nós o intinerário do discípulo de Jesus e ressalta a figura do nosso divino Salvador como nosso Mestre. Somos convidados, portanto, neste novo ano, a acompanhar a vida de Jesus, próximos Dele como seus discípulos e discípulas, crendo que Deus está no meio de nós e Ele próprio é nosso Mestre e Redentor. Este primeiro domingo do Advento que celebramos traz-nos o tema da vigilância. Muitas vezes este tema passa tão batido por nós, pois consideramos esgotado tudo aquilo que poderiamos falar sobre ele. Mas, devemos sempre nos recordar que mistério grandioso é este da vinda do nosso Salvador. São Cirilo de Jerusalém nos recorda que nós estamos num tempo específico de refletirmos as duas vindas de Cristo: a primeira, quando encarnou-se em Maria, e a segunda, quando vier pela segunda vez revestido de poder e glória. Nós, que estamos entre estas duas vindas, devemos viver sempre preparados para o momento do nosso encontro definitivo com o Senhor, quer pela morte, quer pela segunda vinda. Há uma tradição judaíca que diz que não sabemos qual o último dia de nossa vida, por isso, devemos viver sempre como se fosse o último dia. Chegará o momento em que o dia sem fim do Cristo será a nossa eterna realidade, e nós devemos aguardar ansiosos por esse momento. É o próprio Jesus que no Evangelho que ouvimos nos diz: vigiai! Um outro aspecto desta liturgia, filhos e filhas, é a luz. O livro da Sabedoria falou de deixar-se guiar pela luz e São Paulo nos interpelou a revestirmo-nos das armas da luz. Que luz é essa? É a luz do próprio Cristo. Neste Advento, quando aguardamos em alegre expectativa a vinda do Senhor, possamos mudar as nossas atitudes. Deixemos de ser filhos das trevas, deixemos para trás as atitudes das trevas, as fofocas, as brigas, o desamor, o ódio, os discursos que ferem, os exageros que ferem a nossa dignidade humana, e vivamos como filhos da luz. Que é vivermos como filhos da luz? É não sermos pessoas amargar, mal amadas, mas, pelo contrário, resplandecermos onde estivermos, levando a alegria, fazendo bem aos que estão ao nosso redor, irradiando e iluminando a todos com um sorriso fraterno, uma amizade sincera, uma palavra de perdão, um abraço carinhoso e o amor que só Deus nos concede. Se vivermos assim, estaremos mais do que vigilantes, e, filhos da luz, revestidos da luz, experimentaremos a luz de Cristo que nunca se apagará. Assim seja! Amém.
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