Amados irmãos e irmãs, os quais saúdo no nome de Dom Jorge Snaif Cardeal Médici, Arcipreste desta Basílica e Decano do Colégio Cardinalício. Estamos celebrando a noite do Natal, isto é, a noite em que nosso Senhor Jesus Cristo nasce em natureza humana. Deus eterno, o Filho do Eterno Pai, dignou-se assumir a nossa humanidade. O eterno entra na história. O divino ocupa um corpo de criatura. Ele vem nos trazer a salvação. O Filho se torna humano, o logos se encarna na natureza humana, para que nós, humanos, recebessemos a reconciliação com o Pai. Chegou a plenitude dos tempos e o que todos esperavam desde o Antigo Testamento se concretiza e é superado: Deus entrou na história. Ele entra na nossa história de modo que é fixado num tempo histórico, naquele em que houve o recensseamento, quando Quirino era governador da Síria. E, ao entrar na história, assume também as nossas histórias. Assume o papel do desprezado, do migrante, de todo sofredor. Assume para si a pequenez da pessoa humana e nasce como frágil menino. Ele que é a luz que brilha na escuridão do mundo, o Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, o Príncipe da paz, vem ser para nós o amor de Deus que nunca se esqueceu de sua promessa, que nunca se esqueceu de seu povo, que nunca se esqueceu de nós. Mas, Ele não foi acolhido e, renegado, nasceu onde os animais comiam. O amor de Deus nunca foi entendido ou compreendido. Quem foi adorá-lo foram os pastores, os simples, aqueles de coração humilde. Estes tiveram medo quando os anjos se aproximaram, mas, ainda assim, foram e adoraram Jesus. Eles tiveram a graça de ver o céu em festa, pois a criatura humana seria resgatada e por isso Deus é glorificado nas alturas e a paz chegaria aos homens amados por Deus. Sim, irmãos e irmãs, acolhamos no nosso coração este Senhor, entreguemos em suas mãos a nossa história e olhando para o menino no presépio, deixemo-nos encantar pelo amor que rompe a escuridão e frieza desta noite com a sua luz e o calor do seu amor, a quentura de seu amor inflamado pela humanidade. Assim seja! Amém.
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