Amados irmãos e irmãs, dos quais saúdo de modo especial Dom Nadson Bob Paixão Cardeal Médici, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, que hoje recebeu o pálio pastoral. Estamos há dois dias de celebrarmos o Natal do Senhor e a liturgia deste tempo tão singular propõe para nós o cântico, o louvor de Maria, que chamamos de magnificat. Este louvor de Maria, nos recorda que devemos sempre louvar o Senhor por sua ação e bondade para conosco. Maria ressalta como Deus olhou com misericórdia para com ela. Interessante, irmãos e irmãs, é que a liturgia de hoje coloca um paralelo a este cântico da Mãe de Deus, que é a história de Ana, mãe de Samuel, e também o seu cântico de louvor. Ana havia orado e pedido a Deus um filho, na presença de Eli, com choro e sofrimento. Deus a concede este filho, Samuel. E o que faz Ana? Ana vai e o oferece ao sacerdote Eli, no Templo, e consagra o seu filho a Deus. Irmãos e irmãs, o nosso louvor deve ser também um gesto concreto. Devemos sim, dizer a Deus que o louvamos e louvá-lo ao nosso modo, mas também com os salmos e cânticos. Mas, devemos louvá-lo na concretude. O concreto do louvor de Ana foi o oferecimento de Samuel, o concreto do louvor de Maria foi a missão de ser Mãe do Redentor, o concreto do louvor do nosso Senhor Jesus Cristo foi sua crucifixão e morte de cruz. Nós também devemos fazermo-nos sacrifícios de louvor. Dom Nadson, tenha sempre isso em mente: devemos ser sacrifícios de louvor. Nós não nos pertencemos, pertencemos ao Senhor. Quero ressaltar, ainda, um aspecto que não está nos textos bíblicos de hoje, mas que faz parte da história de Samuel. Elcana, esposo de Ana, tinha também uma outra esposa, chamada Fenena. Fenena tinha filhos de Elcana, enquanto Ana não os tinha. Fenena provocava Ana por isso e a fazia chorar por conta disso. Foi por isso que Ana pediu, aos prantos, um filho ao Senhor. Com isso, irmãos e irmãs, quero dizer que não importa se vamos louvar ou chorar, se estaremos sorrindo ou abatidos, de braços abertos ou com as mãos juntas ao peito, o importante é que estejamos na presença do Senhor e ele não se esquecerá de nossa oração. Assim seja! Amém.
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