quarta-feira, 12 de outubro de 2022

12.10.2022 - Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Com Maria, caminhar juntos para construir uma Igreja missionária! Amados filhos e filhas dha Mãe Aparecida e meus, saúdo-vos em nome de Dom Eugênio Lorscheider. Estamos celebrando a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Mãe e Rainha do Brasil e do nosso Habbo Hotel Br. Reunidos como devotos e devotas da Senhora Aparecida, queremos caminhar juntos como Igreja missionária, como Igreja sinodal. De fato, Maria resplandece para nós como este exemplo de mulher missionária, de mulher do diálogo, de mulher preocupada com a situação de seu povo. Quando a Rainha Ester, prefigurando Maria, vai até o rei para pedir-lhe a libertação de seu povo, do povo de Deus, ela assume o risco das consequências de se apresentar diante do rei sem ser convidada; ela poderia até ser morta. Nossa Senhora, ao receber o anúncio do anjo de que o povo de Deus seria salvo por meio do fruto de seu ventre, Jesus, assume também as consequências disso: Maria poderia ser apedrejada por ter engravidado antes de seu casamento com São José. E a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é uma imagem de Nossa Senhora que está grávida. Sim, em seu ventre ela trazia Jesus e assumia o risco desta sua missão. Quantos hoje em nosso tempo assumem riscos para a libertação do povo? Risco até mesmo de morrer para que o povo seja liberto de todo tipo de opressão, indiferença, e sobretudo do pecado. Ao mesmo tempo, quantos de nós não assumimos o risco da missão e preferimos permanecer no comodismo, inertes diante da necessidade dos tempos, diante dos sofrimentos dos irmãos e irmãs e até mesmo em nossos trabalhos pastorais? Nossa Senhora aparece no nosso território brasileiro nas curvas de um rio, preta, pequena, simbolizando o simples povo brasileiro e sinalizando para àqueles que devemos olhar com preferência: os pequenos. E é justamente aos pequenos do Reino de Deus que se manifestam os principais milagres e é em meio aos pequenos, aos pobres que cresce a devoção de Nossa Senhora Aparecida, que foi elevada a Rainha e Padroeira do Brasil. Rainha e Padroeira pois em sua simplicidade e pequenez é a grande Mãe que está ao lado de seus filhos e filhas. Povo brasileiro, nunca cessai de recorrer a Senhora Aparecida! Ela, retirada das águas, daquele símbolo que é o símbolo da morte, torna-se sinal da vida de seu povo. Não abracemos e não aceitemos no meio de nosso povo os sinais e instrumentos de morte, mas tornemo-nos sinais de vida e de vida plena. É esta plenitude que se manifesta no milagre das bodas de Caná que hoje escutamos no Evangelho. No primeiro milagre de Jesus, que acontece por intercessão de Maria, que antecipa a hora da vida plena, o Senhor manda encher seis talhas de pedra com água. Sim, seis talhas; o símbolo da imperfeição, para nos lembrar que somos imperfeitos. É aí, então, que ele faz-se a sétima talha, a talha da plenitude, capaz de trazer o vinho novo da alegria, de encher de sentido e de vida em plenitude todas as coisas. Estas bodas, este casamento, é o casamento de Jesus com a humanidade e representa a nossa união com Ele. Nós, Igreja, somos a noiva e Ele é o noivo. Por isso, unidos a Jesus, abraçando Maria e seu projeto de vida para o povo, saíamos em missão, sejamos Igreja em estado permanente de missão, e abracemos as consequências desta missão. É Maria, a Senhora Aparecida, a nossa Mãe, quem estará conosco pelos caminhos tortuosos de nossa vida, derrotando o inimigo pela graça de seu Filho, irá nos transformando a imagem do seu Filho, gestando Cristo em nós para que tenhamos e levemos a todos, em nossa missão, a vida e a vida em plenitude. Assim seja! Amém.

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