Estamos celebrando a festa de Nossa Senhora de
Guadalupe, padroeira das Américas.
A primeira leitura da Liturgia de hoje nos lembra
que por meio do nascimento de Jesus no sheio de
Maria, nós fomos resgatados do
pecado. E, por termos sido resgatados do pecado, nós nos tornamos
filhos de
Deus Pai, irmãos de Jesus e, assim, também somos filhos de Maria. O Evangelho continua
aquele trecho do anúncio do
anjo a Virgem Maria. Maria, mesmo após receber a mensagem que seria a
Mãe do
Salvador, sai da sua casa para servir Isabel. E quando chega a casa de Isabel,
ao saudar sua
prima, o próprio João Batista, ainda no ventre materno, se alegra
e dá o seu primeiro anúncio de
que Aquele que estava no ventre de Maria, seria
aquele que traria a alegria, a salvação.
Assim, nós entramos hoje na história de Nossa
Senhora de Guadalupe, que é a festa que hoje comemoramos.
A nenhum outro povo
Nossa Senhora apareceu de forma tão concreta como foi na aparição de Guadalupe.
Em 9 de
dezembro de 1531, sobre a colina do Tepeyac, uma jovem de tom de pele misturado
entre o indígena
e o branco, com vestes brilhantes como o sol, aparece ao índio
Juan Diego, que a pouco tempo tinha sido
batizado. A jovem se revela sendo a
Virgem Maria, e pede ao índio que solicite ao bispo uma construção de
uma
igreja naquele lugar. Juan Diego vai
falar com o bispo, que o pede um sinal para que possa construir a igreja.
Enfim,
no dia 12 de dezembro, Maria pediu que o índio Juan Diego fosse recolher flores
no alto do monte,
que era pedregoso. Segundo ela, aquele seria o sinal. Não
tendo onde colocar as rosas que recolheu,
ele coloca as rosas no meio do seu
manto e vai ao encontro do bispo.
Quando
Juan Diego abre seu manto, aparece uma imagem de Nossa Senhora, impressa no
tecido.
Na imagem, Maria se mostra como uma jovem de mestiça, com a cor dos
índios e a cor dos brancos.
Com a
aparição em Guadalupe, Maria quer cessar as brigas entre os espanhóis que ali
estavam e os índios.
Maria vem mostrar que não eram mais precisos sacrifícios
humanos para agradar aos deuses (como os índios faziam),
pois o Filho único de
Deus, que nasceu do seu ventre, já havia se oferecido pela Salvação de todos,
e
seu sacrifício já tinha agradado ao Pai eternamente. Por
isso, após a aparição de Nossa Senhora de
Guadalupe, muitos e muitos índios
começaram a se converter, pois Maria se tinha feito igual a eles.
Maria,
na dinâmica que nós vimos no Evangelho, é aquela que faz cessar, acabar, tudo o
que é ruim,
e traz a alegria e a paz, pois onde ela está, também está seu Filho. E, em
Guadalupe, Maria se confirma de
uma maneira extraordinária. Até hoje está na
sua basílica, aquele manto usado pelo índio, feito com os cactos,
e que deveria
durar 10 anos, já dura mais de 400 anos. A imagem de Nossa Senhora pintada, foi
pintada
com tintas e com uma tecnologia que sequer existia naquele lugar e
naquela época. Na
aparição de
Guadalupe, Maria muda a história de um povo e de um continente, e
mostra que todos, mesmo aqueles
indígenas, eram e são destinados a serem filhos
e filhas de Deus. Pois Nossa Senhora quer conduzir todos
ao Pai, quer que todos
sejamos filhos de Deus, irmãos de Jesus e seus próprios filhos. Como
mãe ela olhou
para aqueles índios, aquele povo que parecia estar destinado a
morrer e ser escravo para sempre,
e os deu a liberdade. Como nossa mãe, ela
olha hoje também para nós, que as vezes podemos nos
sentir condenados,
destinados a infelicidade, e ela nos traz o mesmo que trouxe aos índios e o
mesmo que levou
a Isabel; ela traz o Cristo, ela traz o seu Filho, que vem trazer
a todos nós a alegria e a esperança.
É ele que nos aponta a Maria: “Eis aí tua
mãe!’’.
Rogai por nós Virgem de Guadalupe. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário