quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

12.12.18


Estamos celebrando a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas.
A primeira leitura da Liturgia de hoje nos lembra que por meio do nascimento de Jesus no sheio de 
Maria, nós fomos resgatados do pecado. E, por termos sido resgatados do pecado, nós nos tornamos 
filhos de Deus Pai, irmãos de Jesus e, assim, também somos filhos de Maria. O Evangelho continua 
aquele trecho do anúncio do anjo a Virgem Maria. Maria, mesmo após receber a mensagem que seria a 
Mãe do Salvador, sai da sua casa para servir Isabel. E quando chega a casa de Isabel, ao saudar sua 
prima, o próprio João Batista, ainda no ventre materno, se alegra e dá o seu primeiro anúncio de
que Aquele que estava no ventre de Maria, seria aquele que traria a alegria, a salvação. 
Assim, nós entramos hoje na história de Nossa Senhora de Guadalupe, que é a festa que hoje comemoramos. 
A nenhum outro povo Nossa Senhora apareceu de forma tão concreta como foi na aparição de Guadalupe.
Em 9 de dezembro de 1531, sobre a colina do Tepeyac, uma jovem de tom de pele misturado entre o indígena
 e o branco, com vestes brilhantes como o sol, aparece ao índio Juan Diego, que a pouco tempo tinha sido
 batizado. A jovem se revela sendo a Virgem Maria, e pede ao índio que solicite ao bispo uma construção de
 uma igreja naquele lugar.  Juan Diego vai falar com o bispo, que o pede um sinal para que possa construir a igreja.
Enfim, no dia 12 de dezembro, Maria pediu que o índio Juan Diego fosse recolher flores no alto do monte,
 que era pedregoso. Segundo ela, aquele seria o sinal. Não tendo onde colocar as rosas que recolheu, 
ele coloca as rosas no meio do seu manto e vai ao encontro do bispo.
Quando Juan Diego abre seu manto, aparece uma imagem de Nossa Senhora, impressa no tecido. 
Na imagem, Maria se mostra como uma jovem de mestiça, com a cor dos índios e a cor dos brancos.
Com a aparição em Guadalupe, Maria quer cessar as brigas entre os espanhóis que ali estavam e os índios. 
Maria vem mostrar que não eram mais precisos sacrifícios humanos para agradar aos deuses (como os índios faziam), 
pois o Filho único de Deus, que nasceu do seu ventre, já havia se oferecido pela Salvação de todos, 
e seu sacrifício já tinha agradado ao Pai eternamente. Por isso, após a aparição de Nossa Senhora de 
Guadalupe, muitos e muitos índios começaram a se converter, pois Maria se tinha feito igual a eles.
Maria, na dinâmica que nós vimos no Evangelho, é aquela que faz cessar, acabar, tudo o que é ruim, 
e traz a alegria e a paz, pois onde ela está, também está seu Filho. E, em Guadalupe, Maria se confirma de 
uma maneira extraordinária. Até hoje está na sua basílica, aquele manto usado pelo índio, feito com os cactos, 
e que deveria durar 10 anos, já dura mais de 400 anos. A imagem de Nossa Senhora pintada, foi pintada 
com tintas e com uma tecnologia que sequer existia naquele lugar e naquela época. Na aparição de 
Guadalupe, Maria muda a história de um povo e de um continente, e mostra que todos, mesmo aqueles 
indígenas, eram e são destinados a serem filhos e filhas de Deus. Pois Nossa Senhora quer conduzir todos
 ao Pai, quer que todos sejamos filhos de Deus, irmãos de Jesus e seus próprios filhos. Como mãe ela olhou 
para aqueles índios, aquele povo que parecia estar destinado a morrer e ser escravo para sempre, 
e os deu a liberdade. Como nossa mãe, ela olha hoje também para nós, que as vezes podemos nos
 sentir condenados, destinados a infelicidade, e ela nos traz o mesmo que trouxe aos índios e o mesmo que levou
 a Isabel; ela traz o Cristo, ela traz o seu Filho, que vem trazer a todos nós a alegria e a esperança. 
É ele que nos aponta a Maria: “Eis aí tua mãe!’’.
Rogai por nós Virgem de Guadalupe. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário