domingo, 16 de dezembro de 2018

16.12.18

Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o terceiro domingo do advento, o domingo da alegria.
Avistando a proximidade do Natal, a Igreja nos convida a alegria. A Liturgia desse domingo nos
convida a uma reflexão profunda sobre o que devemos fazer.
A primeira leitura do livro de Sofonias nos convida a alegria. Sofonias, ainda na dinâmica do 
grande exílio do povo de Israel para a babilônia, narra que o Senhor Javé iria salvar o seu povo. 
Ele libertaria os cativos que ainda estavam na babilônia, organizaria os que ficaram no país, iria
dar a eles uma nova identidade, sendo seu líder, seu rei. Mas adentremos mais profundamente
nessa dimensão. A função primordial da autoridade política de Israel, o rei, era defender o povo.
Mas os reis de Judá e os de Israel, foram incompetentes, gananciosos, corruptos e opressores.
Assim, o povo foi quem pagou por isso tudo. Foi levado para o exílio, enquanto outros tiveram 
que trabalhar para pagar a dívida do país. Assim nos surge Jesus Cristo, como aquele, que quando
o povo se perdeu, veio, na plenitude dos tempos, para pagar a dívida de nossos pecados. O próprio
profeta Isaías vai recordar isso no capítulo 53: "A punição a ele imposta foi o preço dos nossos pecados."
O Evangelho de hoje nos leva aos questionamentos dos que seguiam João Batista, sobre o que 
deveriam fazer, como deveriam seguir Jesus. E, como podemos reler depois em nossas casas
o texto, 
vemos que o grande profeta João Batista apresenta um programa de vida, que faz o povo se recordar
da promessa do Messias. João, na sua grande humildade, logo diz, que o Messias seria outro. 
O Messias é aquele que vai realizar com o povo uma nova história. O Messias é aquele que possuí 
um Espírito novo, o Espírito Santo. E João? O programa de vida apresentado por João é o de preparar
a acolhida do Messias; santificar-se. Pois, o próprio João aponta, que Jesus vai ser o justo juiz, 
que salvará, mas que condenará. É esse o Messias que aguardamos hoje, em sua segunda vinda,
e estamos sendo orientados para Ele, pela voz de João Batista, que exclama até mesmo em nossos
tempos, a nos convertermos e prepararmos o caminho. Por fim, a segunda Leitura nos lembra
que devemos fazer tudo isso na alegria. Filipos foi a primeira cidade européia a receber o anúncio do Evangelho.
Um dos temas mais fortes da carta a comunidade de Filipos, é justamente permanecer na alegria.
Pois o próprio ser cristão é motivo de alegria. Alegria pois a comunidade, seguindo o projeto de Deus,
deve propagar a todos a alegria. Alegria pois o Senhor montou sua tenda no meio do seu povo!
Alegria pois Cristo nos traz a paz. Paz que supera todo o entendimento humano, que mesmo sem entender, 
guardará seu pensamento e coroação em sintonia com o projeto de Cristo Jesus, que é o projeto
da libertação, não dos poderes desse mundo, mas libertação do que nos separa Dele. Para que um 
dia nós sejamos tudo nele, e Ele seja tudo em nós. Amém

Nenhum comentário:

Postar um comentário