sábado, 8 de dezembro de 2018

8/12/18

Digníssimo Dom Giuseppe Betori, arcipreste desta Basílica, em nome do qual saúdo todos os presentes.
Estamos celebrando a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. A primeira leitura 
nos leva ao livro do gênesis. Ali vemos o sentimento de culpabilidade e de vergonha que não podia deixar 
de ser estranho ao primeiro pecado. Adão e Eva, por meio de seu pecado, afastaram-se daquele que
era o plano inicial de Deus para eles. Eva, então, se torna a Mãe de todos os viventes, e, sendo assim,
todos os viventes, todos nós, descendentes de Eva, estamos marcados com o mesmo pecado original.
Mas, o banho batismal e o banho da confissão, ou melhor, do sacramento da reconciliação, continua
nos tornando purificados. Assim, neste tempo do advento, onde nos preparamos para celebrarmos
Liturgicamente o Natal do Senhor, a Igreja nos convida, antes de tudo, a celebrarmos a Solenidade
da Imaculada Conceição. Celebrar a Imaculada, é celebrar a Esperança que brilhava. Cristo é a esperança,
Cristo é a luz. E todo essa luz, e toda essa esperança encontrada no Cristo, já se encontrava na Virgem Maria.
Sim, pois ela já havia sido a escolhida e predestinada para ser a Mãe do Salvador. Pois a graça do 
Senhor, desde sua concepção, já se tinha derramado sobre ela. E, na noite de ontem, na Vigília, 
eu destacava que todos nós também somos preparados para trazermos ao mundo Cristo, por meio do 
anúncio fiel do Evangelho. Pois a graça do Senhor também desceu sobre nós. Pois o Espírito está
sobre nós. Me atrevo a citar um Bispo da Igreja, que diz: "Hoje, a Virgem foi concebida livre do pecado; 
hoje, começou a raiar a Aurora do Dia sem fim; hoje surgiu a puríssima Estrela d’Alva que anuncia o Sol, 
que é o Cristo, nosso Deus!". Que esse inicio da Aurora, nos faça ver que Jesus Cristo é o Senhor,
e nos leve, a exemplo da Virgem Maria, nos tornarmos puros para podermos ser testemunhas
dos grandes feitos que o Senhor realizou. Amém.

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